domingo, 11 de setembro de 2016

Conexões...

Normalmente são eles que nos fazem apreciar o mundo. Nascemos e o primeiro contacto permite-nos usar aquilo que talvez seja o nosso melhor instinto. O olhar. Nesse sentido certamente que todos nós nos perguntamos: porque será que os olhos são os primeiros a denunciar qualquer emoção, por muito que queiras esconder? O mesmo se passou entre eles. Nunca lhes passaria pela cabeça que um simples olhar desinteressado pudesse provocar uma cadeia de sensações, emoções e desejos à flor da pele. Encontraram-se por acaso. A vida, ou o destino, decidiu conspirar a favor deles. Ou em primeiro lugar a favor de um primeiro olhar. Fixaram-se um no outro e aquele momento parecia uma eternidade. Estão a ver aquele momento em que parecem eternos os segundos que os vivemos? Tal e qual. Mas foram segundos. Segundos esses em que ambos perceberam que tão cedo, os seus olhares saberiam bem dizer, um ao outro, as palavras que os seus cérebros conscientemente iam formulando. Souberam exactamente que aquela conexão os iria acompanhar, até que uma nova se desenrola-se. Esboçaram naquele instante um sorriso tímido e ao mesmo tempo comprometedor. Os seus olhares foram penetrantes e decididos. Sabiam que se tinham atraído um ao outro. E ambos sabiam que do lado de lá a atração queria palmilhar o mesmo caminho. Os seus corações dispararam como uma bala quando ficaram frente a frente, sufocando as suas garganta. Queriam dizer por palavras “Beija-me já, aqui e agora” mas essas naquele momento ficavam engasgadas. Contudo, tinham nos seus olhares, todo o desejo e tesão que provocavam um ao outro. O cheiro dela deixava-o inebriado. Achava-a atraente e ao mesmo tempo interessante. A boa disposição dele contagiava-a. Ela tinha as curvas que ele desejava. Corpo torneado pelo exercício físico e pelas curvas naturais do seu peito e do seu rabo. Ele a cara de menino fofo e safado que ela adorava. Pensava exactamente que aquela roupa escondia nele, um corpo definido e traçado que lhe dava tesão. Ela tinha um sorriso meio envergonhado e tímido que lhe despertava interesse. Identificavam-se. Dois tímidos, mas que sabiam perfeitamente o que fazer com o outro. As conversas entre eles tornaram-se cada vez mais interessantes e intensas. Estavam a satisfazer o seu conhecimento. Pessoal e íntimo. As indirectas, tornavam-se cada vez mais diretas. Brincavam com o desejo um do outro. A conversa tornava-se cada vez menos “confortável”. Falavam de si intensamente, sem se aperceberem que o desejo, que cada revelação que faziam um ao outro fazia aumentar. Adoravam pensar na ideia de uma noite de loucura. Desejavam-se. Sabiam disso. Aguardavam um local aleatório para revelar isso. Um sítio improvável, num momento aleatório de mais um encontro desejado entre ambos. Adoravam pensar na forma como se iriam beijar. Na maneira simples ou complexa, com que se iriam despir. A forma como se iriam tocar. Adoravam coisas intensas e momentos intensos. Pensavam que se iriam completar tão bem, que mesmo sem se tocarem, o tesão já fluía nos espaços que frequentavam. Só os pequenos toques, que de forma natural, iam dando um ao outro, já servia para arrepiar e acelerar os seus corações. Sabiam que se estavam destinados. E que o tempo se iria encarregar, de os unir. Num momento que certamente nenhum deles iria esquecer. Bastou aquele olhar e desde aquele momento, muitos outros certamente iriam existir. Sabiam que o desejo deles, mais tarde ou mais cedo, se iria tornar numa bela paixão tórrida e de puro prazer mutuo pelo conhecimento e que o amor iria vingar naqueles anos de união física e emocional…

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