Deita-se. O corpo inerte e cansado dele, fá-lo sentir uma pedra a afunda-lo para um descanso urgente. Abandona o seu presente ao sono que o balança para um descanso merecido. Ela no sossegado de uma banheira, vai-se preparando para um banho relaxante. Usa todos os sais a que tem direito. A espuma começa a formar-se. Decidiu não tomar banho no ginásio, queria um banho daqueles “à sua medida”. Despe-se! O seu corpo cada vez mais delineado, fá-la sentir poderosa. Anca larga. Rabo tonificado. Peito na medida certa.
Ele começa por se ausentar dos pensamentos quotidianos. Vagueia nas vivências e sorrisos que vai mantendo ao longos destes últimos tempos. Risos, visões, toques, conversas, degustações, viagens, natureza… Não lhe faltam boas razões para o fazerem sorrir. Anda, anda, anda… Passa o diapositivos, até que se prende num em particular. Nesse, existem um tela onde a provocação, o desejo e sedução, fazem-no despertar do sono que se ia avolumando.
Ela entra na banheira. Sente que aquele momento irá fazê-la voltar ao melhor dela. O dia foi cansativo. Pega na esponja. Aproveita a espuma da mesma, para cuidar da sua pele, passando-a delicadamente pelo seu corpo exposto. Aquele instante provoca nela, um pensamento sem pudores, sem medo do que o carnal lhe provoca. Trinca o lábio. Fecha os olhos e pensa naquilo que ultimamente a tem despertado. Aquele homem que outrora inalcançável, se tornou aos poucos, novamente um desejo possível. Fica sobressaltada. Quente.
Ele só pensa que todas aquelas curvas. Faz sentir-se com vontade dela. Sentiu-a ausente de si, por uns tempos. Mas algum click, que ainda não percebeu qual, fê-lo perder-se novamente naquele desejo. Sente vontade dela. Assola-o a vontade de a ter. O sono vai-se. O seu corpo evidencia sinais da existência dela no seu pensamento. O apetite aumenta. Diria-lhe tantas palavras. Doces. Quentes. Passam-lhe imagens, de puro tesão. Em conjunto. Onde os dois corpos saciavam, todo este tempo em que nunca se tiveram.
A temperatura na banheira vai aumentando. Ele é apelativo. Ela le-lhe a alma e sabe que lhe provoca todo o desejo que ela também sente. A fome dele assola-lhe a alma. Não se controla e toca-se. Todo aquele ambiente presencial entre eles, ela sabe que forma faísca. Não disfarçam. Não disfarça. Precisa do corpo dele. Adorava chegar de mansinho e beijá-lo com aquele beijo longo e quente que tanto adora. Fazer deslizar a sua língua pelo seu corpo definido. Adoraria poder sentir aquele abdominal. Toda a sua certeza, do desejo que ele lhe provoca, vai sendo validada, por aquele momento em que se toca. O tesão no seu corpo é grande.
Ele não sabe o que fazer. Ela sabe. Ela sente. Ele sabe-o. Sabe que ela o quer. Quer despi-la. Tocar-lhe em todo aquele corpo, que o faz olhar-lhe com toda aquela vontade. Beija-la com toda a vontade que aquele pensamento lhe provoca. Ouvi-la gemer aos seus ouvidos, ao provocar-lhe naquele local que ele queria provar. Deslizar a sua boca no seu pescoço destapado, à medida que lhe percorre com as ambas as mãos o seu peito, onde de seguida sacia toda a sede que vai sentindo. Deixa-la pronta. Penetrá-la ao fim de uns belos e desejáveis minutos de uns preliminares que todo e qualquer casal, daria todo para ter naquela perfeição.
Ela naquele instante, já ia no pensamento em que lhe sentia enrijar o membro que ela agora apertava. Ouve, no seu pensamento, o gemido que ele lhe solta. Ela crava-lhe as unhas nas suas costas, percebendo o sinal. Despe-o. Tira-lhe a única peça de roupa, entre aquilo que quer e a sua boca. Aqueles próximos cinco minutos, fazem dela, naquele instante, a mulher mais desejada. Ela sabe que ele a penetraria, do jeitinho que ela quer. Faziam sexo, nas melhores posições para si. Sente que ele, mais do que satisfazer-se, a quer satisfazer. Nota-lhe um ar de menino rebelde. Cheio de tesão para dar. Nota-lhe a intensidade naquele olhar, que ela quer experimentar.
Ele nos pensamentos revoltos, sabe que ela a deliciaria. Como se alguém, em manifestos segredos lhe afirma-se que ela sabia bem como satisfazê-lo.
E no meio dos pensamentos de cada um, ele e ela, não sabiam que, cada um deles, neste momento estariam a pensar exatamente no mesmo: “Quero f$%#&-te…”
terça-feira, 21 de março de 2017
quarta-feira, 1 de março de 2017
Nem queriam acreditar
Não queriam acreditar…. Não após este tempo! Tinha passado o tempo ideal. Para que agora, o destino não os fizesse ter de se ver tão cedo. Ausentaram-se deles. Da vida conjunta de momentos intensos e regados com instintos carnais, que aconteciam entre eles. Mas… a vida sempre lhes ensinou, que o destino manda mais do que um simples “passar para o lado de lá da rua”.
Olharam-se e bastou um fração de segundos, para recordarem em flashback instantâneo, tudo pelo que passaram e tudo aquilo que ficou por se passar entre eles. Sentiam-se observados. Ela cravou o olhar nele. Ele não o tirou de cima dela. Não sabiam o que fazer. Recordaram naquele cumprimento meio atarantado, todos os odores, suores, sorrisos, gemidos, diálogos, ambientes intimistas e intensos porque passaram.
As suas almas ficaram sujas e promiscuas, naquele talvez minuto e meio, em que não sabiam bem o que dizer. “O cheiro dela é igual” – pensou ele. “Continua com aquela cara de menino safado, como da última vez” – observou ela. Não faziam ideia, daquilo que ia na cabeça um do outro, mas sabiam o que os seus corpos queriam naquele momento. Foderem-se um ao outro. O espirito deles tornou-se rebelde, pesado e os seus olhares intensos, não mascaravam isso. A cada passo que davam, ao lado um do outro, em ameno diálogo, naquela rua fria de mais um encontro aleatória, fazia ceder a barreira que esta distância quis construir entre eles.
“Tu brincas com o fogo” – dizia ele em voz baixa para ela. “Faz-me arder em ti” – murmurava o pensamento dela. Aquela forma arrisca e desconcertante dela ser, faziam-no perder-se completamente naquele local, que para ele lhe era bem familiar. Até que, no primeiro momento em que a guardar de cada um baixou, ambos sabiam que já há muito se tinham seduzido e que portanto, estavam a perder segundos que seriam preciosos. Contudo, ambos sabiam, que ali naquele local, a noite não passaria de um mero reencontro. Um daqueles que o destino decide colocar no caminho, quando menos se espera.
Ele hipnotizado pelo seu perfume. Ela derretida com a “meninice” dele, riam e pensavam que entre quatro paredes, em sossego e a meia luz, os seus corpos estariam naquele momento a colarem-se e que o silêncio seria interrompido. Por gemidos e palavras menos próprias. Ambos sabiam, que numa sala em que, dois copos de vinho seriam o aperitivo da noite, o prato principal seria para cada um deles, o corpo do outro. Sabiam e não escondiam. Sabiam que ele a agarraria pelas pernas e a prenderia entre ele e uma parede à medida que se beijariam e se despiriam. Sabiam que ela não aguentaria muito tempo até lhe poder tocar naquilo que mais desejava naquele momento. Haveria para sobremesa, naquele jantar corporal, os orgasmos todos que quisessem e as posições todas que imaginassem. Sabiam que ele com movimentos mais lentos ou mais rápidos, com língua ou com o seu sexo, a fariam vir-se tantas vezes quantas as que ele se sentisse na tentação de lhe proporcionar, e que ela tanto desejava. Sabiam que ela, com os seus dotes de mulher intensa e ardente, o faria levar ao ponto maior de tesão que so ela pensava conseguir.
E assim, naqueles minutos que pareceram horas, ela e ela despediram-se com a certeza que não tinham pressa de chegarem ao fim daquela história de puro desejo. Sabiam que a partir daquele momento, a história sofreria cenários de próximos capítulos e que a pressa que ali queriam ter, iria tornar o próximo enredo ainda mais desejável… E no seguinte, num momento pós-almoço de descompressão, cada um na sua casa, sabiam que estariam a pensar exatamente o mesmo: “Dá para voltar a acontecer?...”
Olharam-se e bastou um fração de segundos, para recordarem em flashback instantâneo, tudo pelo que passaram e tudo aquilo que ficou por se passar entre eles. Sentiam-se observados. Ela cravou o olhar nele. Ele não o tirou de cima dela. Não sabiam o que fazer. Recordaram naquele cumprimento meio atarantado, todos os odores, suores, sorrisos, gemidos, diálogos, ambientes intimistas e intensos porque passaram.
As suas almas ficaram sujas e promiscuas, naquele talvez minuto e meio, em que não sabiam bem o que dizer. “O cheiro dela é igual” – pensou ele. “Continua com aquela cara de menino safado, como da última vez” – observou ela. Não faziam ideia, daquilo que ia na cabeça um do outro, mas sabiam o que os seus corpos queriam naquele momento. Foderem-se um ao outro. O espirito deles tornou-se rebelde, pesado e os seus olhares intensos, não mascaravam isso. A cada passo que davam, ao lado um do outro, em ameno diálogo, naquela rua fria de mais um encontro aleatória, fazia ceder a barreira que esta distância quis construir entre eles.
“Tu brincas com o fogo” – dizia ele em voz baixa para ela. “Faz-me arder em ti” – murmurava o pensamento dela. Aquela forma arrisca e desconcertante dela ser, faziam-no perder-se completamente naquele local, que para ele lhe era bem familiar. Até que, no primeiro momento em que a guardar de cada um baixou, ambos sabiam que já há muito se tinham seduzido e que portanto, estavam a perder segundos que seriam preciosos. Contudo, ambos sabiam, que ali naquele local, a noite não passaria de um mero reencontro. Um daqueles que o destino decide colocar no caminho, quando menos se espera.
Ele hipnotizado pelo seu perfume. Ela derretida com a “meninice” dele, riam e pensavam que entre quatro paredes, em sossego e a meia luz, os seus corpos estariam naquele momento a colarem-se e que o silêncio seria interrompido. Por gemidos e palavras menos próprias. Ambos sabiam, que numa sala em que, dois copos de vinho seriam o aperitivo da noite, o prato principal seria para cada um deles, o corpo do outro. Sabiam e não escondiam. Sabiam que ele a agarraria pelas pernas e a prenderia entre ele e uma parede à medida que se beijariam e se despiriam. Sabiam que ela não aguentaria muito tempo até lhe poder tocar naquilo que mais desejava naquele momento. Haveria para sobremesa, naquele jantar corporal, os orgasmos todos que quisessem e as posições todas que imaginassem. Sabiam que ele com movimentos mais lentos ou mais rápidos, com língua ou com o seu sexo, a fariam vir-se tantas vezes quantas as que ele se sentisse na tentação de lhe proporcionar, e que ela tanto desejava. Sabiam que ela, com os seus dotes de mulher intensa e ardente, o faria levar ao ponto maior de tesão que so ela pensava conseguir.
E assim, naqueles minutos que pareceram horas, ela e ela despediram-se com a certeza que não tinham pressa de chegarem ao fim daquela história de puro desejo. Sabiam que a partir daquele momento, a história sofreria cenários de próximos capítulos e que a pressa que ali queriam ter, iria tornar o próximo enredo ainda mais desejável… E no seguinte, num momento pós-almoço de descompressão, cada um na sua casa, sabiam que estariam a pensar exatamente o mesmo: “Dá para voltar a acontecer?...”
Somos o que sentimos
Observações, olhares e pensamentos… Facilmente ele se depara num mundo com pessoas de pensamentos influenciados. Com olhares desviados. Com observações manipuladas. Pessoas que deixam de acreditar na sua própria força. Deixam de acreditar em sentimentos, em prol das sensações esporádicas. Deixam de acreditar no amor. Vê-se, com frequência, rodeado por pessoas que não souberam amar. Pessoas essas que muitas das vezes, nunca se moldaram, nunca lutaram, nunca se deixaram agarrar pelo de bom que a vida lhes permite.
Tudo a sua volta lhe parece superficial. Tudo se torna pouco substancial do dia para a noite. Como que o nascer e o por do sol, fizesse nascer a morrer.
O que muita das vezes acontece é que o horizonte onde esse fenómeno acontece, está tnatas das vezes tão próximo das pessoas, que as próprias nem lhe dão importância. Deixam-se toldar por “acreditares” e “deixares andar” alheios.
Esta sociedade que ele próprio sente , que nasce a ouvir os adultos, esses que muitas vezes nem por si sabem amar. Tudo a sua volta lhe parece uma guerra, em que quase todos deixam de lutar por si, de conquistar e reconquistar, deixando de dizer às pessoas que estão ao lado de cada um, o quanto elas são maravilhosas e o quanto somos gratos por as termos nas nossas vidas, qualquer que seja o laço afetivos que os une.
Este mundo em que ele acha que cada um de nós deixa de se surpreender, deixa de se agradecer, correr atrás, deixa as paixões ir embora e o amor ficar num ponto morto, em aparente paz surreal.
O pensamento atiça-lhe a observação. Olha e acredita que todos nós, somos destinados a ter alguém ao nosso lado que nos olhará como a maior sorte e o maior acaso das nossas vidas. Que nos olhará com admiração, com medo de nos perder.
Esta sociedade que diz que o valor atribuído às coisas deriva de vários fatores, da sua monotonia ou da sua certeza. Segundo ele, estas observações e quantificares “clichê”, fazem tão e somente tornar banais todas essas coisas. Talvez, pensa ele, que seja por isso que só quando as perdemos, ponderamos. E deixamos de as observar como monotonia ou certeza., deixando de qualificar algo apenas pelo valor que se pode atribuir à rotina diária.
Esta sociedade que necessita de tentar e fazer todos os dias por si, para que possa no futuro dar ainda mais por esse alguém.
Ele tem a sua visão do amor, da paixão, do tesão, da atração, das amizades que nunca vai mudar. Mas se mudar será por vivências, por observações, por pensamentos e olhares. Não por mentes alheias. Segundo ele somos o que sentimos, não o que nos dizem para acreditar.
Tudo a sua volta lhe parece superficial. Tudo se torna pouco substancial do dia para a noite. Como que o nascer e o por do sol, fizesse nascer a morrer.
O que muita das vezes acontece é que o horizonte onde esse fenómeno acontece, está tnatas das vezes tão próximo das pessoas, que as próprias nem lhe dão importância. Deixam-se toldar por “acreditares” e “deixares andar” alheios.
Esta sociedade que ele próprio sente , que nasce a ouvir os adultos, esses que muitas vezes nem por si sabem amar. Tudo a sua volta lhe parece uma guerra, em que quase todos deixam de lutar por si, de conquistar e reconquistar, deixando de dizer às pessoas que estão ao lado de cada um, o quanto elas são maravilhosas e o quanto somos gratos por as termos nas nossas vidas, qualquer que seja o laço afetivos que os une.
Este mundo em que ele acha que cada um de nós deixa de se surpreender, deixa de se agradecer, correr atrás, deixa as paixões ir embora e o amor ficar num ponto morto, em aparente paz surreal.
O pensamento atiça-lhe a observação. Olha e acredita que todos nós, somos destinados a ter alguém ao nosso lado que nos olhará como a maior sorte e o maior acaso das nossas vidas. Que nos olhará com admiração, com medo de nos perder.
Esta sociedade que diz que o valor atribuído às coisas deriva de vários fatores, da sua monotonia ou da sua certeza. Segundo ele, estas observações e quantificares “clichê”, fazem tão e somente tornar banais todas essas coisas. Talvez, pensa ele, que seja por isso que só quando as perdemos, ponderamos. E deixamos de as observar como monotonia ou certeza., deixando de qualificar algo apenas pelo valor que se pode atribuir à rotina diária.
Esta sociedade que necessita de tentar e fazer todos os dias por si, para que possa no futuro dar ainda mais por esse alguém.
Ele tem a sua visão do amor, da paixão, do tesão, da atração, das amizades que nunca vai mudar. Mas se mudar será por vivências, por observações, por pensamentos e olhares. Não por mentes alheias. Segundo ele somos o que sentimos, não o que nos dizem para acreditar.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
E lá fora o dia vai frio...
Eles não precisavam de palavras. Neste dia de chuva, sabiam bem o que queriam. Os seus olhares sequiosos, gritavam pelo corpo de cada um. Sabiam o que na alma impura, de cada um, se passava naquele momento. Ele sabia que ela o desejava, nu. Ela sabe que ele a queria, nua. Os seus olhares de malicia, torturavam o tesão, que em cada um deles, ia aumentando exponencialmente. A casa estava fria. Mas os seus corpos aqueciam a cada piscar de olhos. Ela torturava-o, com uma lingerie ao seu registo. Dava-lhe uma forma ao seu peito que ela adorava. Ele adorava o tamanho. Cabiam-lhe perfeitamente nas suas mãos. Ele apenas de boxers, fazia com que na sombra do corredor, o seu corpo ficasse moldado por um mistério fascinante que ela não parava de observar. Ela vira-se de costas. Ele não aguenta. Aquele fio dental, perfeitamente colocado, naquela anca, fazia com que o rabo dela ficasse totalmente perfeito. Ela percorre apenas uns passos, até que ele a agarra. Ela de costas, sente aquilo que estava precisamente a pensar que lhe estaria a provocar. As suas respirações, vão ficando descontroladas. Ele faz-lhe sentir no pescoço, a intensidade da sua expiração. Ela não resiste. Inclina a sua cabeça para trás e pede-lhe um beijo.
Ele beija-a e agarra-a pelo seu peito perfeito. A urgência que os rodeia faz com que me segundos ela esteja nua e se vire para ele. Tira-lhe a única peça de roupa que ele trazia. Estão entregues cada um deles, neste momento, um ao outro. Deixam que o outro faça aquilo que a mente conscientemente, diz às suas mãos e bocas para realizar. Eles entregam-se ao corpo de cada um. Ele sôfrego, não para de lhe chupar as mamas que tanto adora. Ela com o tesão que lhe dá, agarra-lhe os braços perfeitamente definidos. Mergulham em si mesmos e nos corpos de cada um. Ela chupa-o. Ele lambe-lhe. Dominam-se neste momentos primários do puro prazer que atingem. Perdem-se em murmúrios, palavrões e intensidade. Agarram-se e os seus suores, começam por tornar aquele momento, ainda mais poderoso. Observam as formas de cada um. Os seus reflexos na parede, provocadas pelos raios de luz que entram, fazem daquele espaço um autêntico espaço de desejo e tesão. Correm a favor e contra o tempo. A favor, porque não sabem quanto tempo quererão mais para aquele momento, não lhes interessa horas. Contra, porque a cada segundo que passa é menos um para se satisfazerem um ao outro. Gostam do puro orgasmo. Do puro gemido. Do puro espasmo. A cada momento, saem a querer ainda mais para um próximo. Naquela altura, ele penetra-a, já sem saber o que fez a uns segundos atrás. A intensidade é tanta que vivem ao segundo, naquele espaço. Não são perfeitos, mas para cada um deles a perfeição que atingem em estados daqueles, compensa cada imperfeição individual. Viram-se. Encostam-se a parede. Ele por cima. Ela por baixa. E vice-versa. De lado. De 4. Tudo vale. Ali, a casa ouve em ecos os gemidos de orgasmos atingidos. E lá fora, o dia vai frio…
Ele beija-a e agarra-a pelo seu peito perfeito. A urgência que os rodeia faz com que me segundos ela esteja nua e se vire para ele. Tira-lhe a única peça de roupa que ele trazia. Estão entregues cada um deles, neste momento, um ao outro. Deixam que o outro faça aquilo que a mente conscientemente, diz às suas mãos e bocas para realizar. Eles entregam-se ao corpo de cada um. Ele sôfrego, não para de lhe chupar as mamas que tanto adora. Ela com o tesão que lhe dá, agarra-lhe os braços perfeitamente definidos. Mergulham em si mesmos e nos corpos de cada um. Ela chupa-o. Ele lambe-lhe. Dominam-se neste momentos primários do puro prazer que atingem. Perdem-se em murmúrios, palavrões e intensidade. Agarram-se e os seus suores, começam por tornar aquele momento, ainda mais poderoso. Observam as formas de cada um. Os seus reflexos na parede, provocadas pelos raios de luz que entram, fazem daquele espaço um autêntico espaço de desejo e tesão. Correm a favor e contra o tempo. A favor, porque não sabem quanto tempo quererão mais para aquele momento, não lhes interessa horas. Contra, porque a cada segundo que passa é menos um para se satisfazerem um ao outro. Gostam do puro orgasmo. Do puro gemido. Do puro espasmo. A cada momento, saem a querer ainda mais para um próximo. Naquela altura, ele penetra-a, já sem saber o que fez a uns segundos atrás. A intensidade é tanta que vivem ao segundo, naquele espaço. Não são perfeitos, mas para cada um deles a perfeição que atingem em estados daqueles, compensa cada imperfeição individual. Viram-se. Encostam-se a parede. Ele por cima. Ela por baixa. E vice-versa. De lado. De 4. Tudo vale. Ali, a casa ouve em ecos os gemidos de orgasmos atingidos. E lá fora, o dia vai frio…
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Momento de saudade
E é no silêncio que ele hoje se encontra. O barulho e a azáfama do dia, foi deixada do lado de lá da porta. A noite cai. Calma. A vida escorrega-lhe das mãos, à medida que os ponteiros do relógio, avança em movimento frenéticos, contando os segundos de um dia atarefado. Ele rodeado, pelo silencio das paredes escuras do seu quarto, vai aproveitando cada um desses segundos, para colocar em palavras mudas, os pensamentos que lhe vão surgindo. Neste momento, o seu mundo vai-se emudecendo em saudades, que lhe agitam as vontades. Os pensamentos, encontram-se envolvidos por uma alma, que outrora feliz e agitada, se encontra triste e inquieta. Ao longe, pensa ouvir murmúrios. Mais alguém que vai descendo a rua, que todos os dias ele palmilha.
Volta às vontades, que no desvaneio da sua lucidez solitária, lhe faz lembrar de todos os momentos bons da sua vida. Vai ao passado. Onde outrora a vida o fez feliz. Oh aquele aqueles momentos. Ele adora-os. Entre eles, vai pensando num em particular.
Esse que um dia, nas incertezas constantes de uma vivência despreocupada, o fez parar. Parou porque sim. Não quis mais andar ou provocar. Sabia que aquele momento o iria fazer feliz. Algo que ele sentia que merecia.
Costuma-se dizer que há gente que não é como toda a gente. Ele é um caso dessa gente. Ele é gente que sente, que ama, que se completa na alma da gente. E esse tipo de gente, sente saudade de gente. Ele sente saudade desse momento em especial.
São as saudades que o fazem sentir assim. Sentido. Sentido com o que a vida lhe faz carregar, no presente, Por ele daria cem mil passos, para matar a saudade desse momento. Essa saudade que tanto o aperta. Deita-se. Olha para o teto escuro. O seu pensamento faz-lhe ir adormecendo, na calmaria da noite e na saudade do momento. Esse momento, faz-lhe sentir algo. Um sentimento. Esse sentimento que o faz sentir essa saudade. De que muitos falam e que ele vive. O seu coração tenta-se manter quente, no gelo do seu quarto. A saudade aperta-o. Na sua face, as cicatrizes de um semblante triste, vai-se desvanecendo e o seu corpo vai relaxando. Sente o cansaço do dia a abater-se sobre os seus membros. Os seus olhos, vão-se tornando cada vez mais pequenos. E é na esperança que essa saudade se desvaneça, que ele adormece a fim de se preparar para mais um dia de um calendário.
E é nesse momento, naquele último momento lúcido do dia, que a sua boca dá voz aquele sentimento, que o aperta, que lhe provoca as saudades e num murmúrio audível, apenas diz:
- Amo-te.
Volta às vontades, que no desvaneio da sua lucidez solitária, lhe faz lembrar de todos os momentos bons da sua vida. Vai ao passado. Onde outrora a vida o fez feliz. Oh aquele aqueles momentos. Ele adora-os. Entre eles, vai pensando num em particular.
Esse que um dia, nas incertezas constantes de uma vivência despreocupada, o fez parar. Parou porque sim. Não quis mais andar ou provocar. Sabia que aquele momento o iria fazer feliz. Algo que ele sentia que merecia.
Costuma-se dizer que há gente que não é como toda a gente. Ele é um caso dessa gente. Ele é gente que sente, que ama, que se completa na alma da gente. E esse tipo de gente, sente saudade de gente. Ele sente saudade desse momento em especial.
São as saudades que o fazem sentir assim. Sentido. Sentido com o que a vida lhe faz carregar, no presente, Por ele daria cem mil passos, para matar a saudade desse momento. Essa saudade que tanto o aperta. Deita-se. Olha para o teto escuro. O seu pensamento faz-lhe ir adormecendo, na calmaria da noite e na saudade do momento. Esse momento, faz-lhe sentir algo. Um sentimento. Esse sentimento que o faz sentir essa saudade. De que muitos falam e que ele vive. O seu coração tenta-se manter quente, no gelo do seu quarto. A saudade aperta-o. Na sua face, as cicatrizes de um semblante triste, vai-se desvanecendo e o seu corpo vai relaxando. Sente o cansaço do dia a abater-se sobre os seus membros. Os seus olhos, vão-se tornando cada vez mais pequenos. E é na esperança que essa saudade se desvaneça, que ele adormece a fim de se preparar para mais um dia de um calendário.
E é nesse momento, naquele último momento lúcido do dia, que a sua boca dá voz aquele sentimento, que o aperta, que lhe provoca as saudades e num murmúrio audível, apenas diz:
- Amo-te.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Vive e ensaia todos os dias...
A noite estava chuvosa. Na rua a luz dos lampiões ia dando um espetáculo de focos, que animava uma rua onde mais ninguém decidia estar. A água depositada, ia permitindo um jogo de reflexos que certamente nenhum fotógrafo desperdiçaria.
Ia percorrendo o caminho que nestas noites, sempre percorria. A chuva “molha tolos”, ia ensopando aos poucos a roupa que ele trazia vestida. Já nem o casaco grosso escapava. O corpo arrastando-se, trazia-lhe o espirito de uma noite onde a bebedeira, foi e estava a ser a estrela principal. O seu olhar perdido, fazia com que o seu corpo se torna-se inconsciente. Não sabia que neste momento, o seu corpo começava a tremer. O álcool a correr nas suas veias e artérias, anestesiavam aquilo que o exterior vinha a querer revelar.
Quem o visse diria “mais do mesmo, há muito que assim é, a vida o moldou”. A vida moldou-o. É certo. Hoje ele sabe, que é apenas um nome e uma idade. Em momentos de consciência sai de casa e sabe para onde vai. Mas não sabe porquê. A vida não o soube levar, ou ele nunca a soube carregar. Naquela noite, sentou-se. Por debaixo de um parapeito, ia descansando as pernas que se tornavam bambas. Tinha sonhos. Tinha objetivos. Queria passar esses sonhos em novos objetivos. Mas naquele momento sentiu que os deixava ir. A sua face, começou a forçar uma feição triste. As primeiras lagrimas, impercetíveis pela cara molhada, começavam por cair. Olhou-se. Ali sentando, ia-se observando. Os membros descaídos e as pernas desleixadas e preguiçosas, davam-lhe um ar meio soturno.
Os dias passavam-lhe e para ele eram sempre a mesma coisa. Pessoa alegre de dia e de derrame de lagrimas à noite. Já fazia tempo, o tempo em que num dos últimos momentos de consciência, antes de uma noite de sono, a sua alma sorria para o dia que se ia ali apagar. Não se mostrava triste. Era uma força da natureza no seio da sociedade. Não gostava de mostrar a vida triste que levava, nem tão pouco o seu lado melancólico. Tinham sido as escolhas que o levaram ali. Sabia disso e carregava apenas para ele o resultado das suas opções.
Todos os dias se cruzava com dezenas de pessoas e sentia que naquele momento era o único que parecia afogar-se. Questionava-se. Sem uma resposta obvia. Sentia que não tinha ninguém para desabafar e que a única boa ouvinte seria uma garrafa de um vinho carrascão, que o levava ao estado onde neste momento se mantinha. Ali quase que jazia um corpo, onde dentro de si, um ser gostava de ter sido tudo, mas que sem força torna-se a ser um nada.
Sentia que era isso mesmo, que não era suficiente bom em nada, todos os seus erros eram colocados no placar da equipa adversária, o que faria avolumar um resultado que por si só já seria desnivelado. Ali a observá-lo da janela do meu quarto, as emoções do momento, faziam-me pensar que, a vida é feita de obstáculos. Naquele preciso momento lembrava-me precisamente de uma frase que todos nós devíamos colocar como post-it eterno na nossa vida que diz algo como isto: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”… Sejamos então nós os protagonistas máximos das nossas vidas, em constantes ensaios que sabemos que darão uma peça de que muito nos orgulharemos...
Ia percorrendo o caminho que nestas noites, sempre percorria. A chuva “molha tolos”, ia ensopando aos poucos a roupa que ele trazia vestida. Já nem o casaco grosso escapava. O corpo arrastando-se, trazia-lhe o espirito de uma noite onde a bebedeira, foi e estava a ser a estrela principal. O seu olhar perdido, fazia com que o seu corpo se torna-se inconsciente. Não sabia que neste momento, o seu corpo começava a tremer. O álcool a correr nas suas veias e artérias, anestesiavam aquilo que o exterior vinha a querer revelar.
Quem o visse diria “mais do mesmo, há muito que assim é, a vida o moldou”. A vida moldou-o. É certo. Hoje ele sabe, que é apenas um nome e uma idade. Em momentos de consciência sai de casa e sabe para onde vai. Mas não sabe porquê. A vida não o soube levar, ou ele nunca a soube carregar. Naquela noite, sentou-se. Por debaixo de um parapeito, ia descansando as pernas que se tornavam bambas. Tinha sonhos. Tinha objetivos. Queria passar esses sonhos em novos objetivos. Mas naquele momento sentiu que os deixava ir. A sua face, começou a forçar uma feição triste. As primeiras lagrimas, impercetíveis pela cara molhada, começavam por cair. Olhou-se. Ali sentando, ia-se observando. Os membros descaídos e as pernas desleixadas e preguiçosas, davam-lhe um ar meio soturno.
Os dias passavam-lhe e para ele eram sempre a mesma coisa. Pessoa alegre de dia e de derrame de lagrimas à noite. Já fazia tempo, o tempo em que num dos últimos momentos de consciência, antes de uma noite de sono, a sua alma sorria para o dia que se ia ali apagar. Não se mostrava triste. Era uma força da natureza no seio da sociedade. Não gostava de mostrar a vida triste que levava, nem tão pouco o seu lado melancólico. Tinham sido as escolhas que o levaram ali. Sabia disso e carregava apenas para ele o resultado das suas opções.
Todos os dias se cruzava com dezenas de pessoas e sentia que naquele momento era o único que parecia afogar-se. Questionava-se. Sem uma resposta obvia. Sentia que não tinha ninguém para desabafar e que a única boa ouvinte seria uma garrafa de um vinho carrascão, que o levava ao estado onde neste momento se mantinha. Ali quase que jazia um corpo, onde dentro de si, um ser gostava de ter sido tudo, mas que sem força torna-se a ser um nada.
Sentia que era isso mesmo, que não era suficiente bom em nada, todos os seus erros eram colocados no placar da equipa adversária, o que faria avolumar um resultado que por si só já seria desnivelado. Ali a observá-lo da janela do meu quarto, as emoções do momento, faziam-me pensar que, a vida é feita de obstáculos. Naquele preciso momento lembrava-me precisamente de uma frase que todos nós devíamos colocar como post-it eterno na nossa vida que diz algo como isto: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”… Sejamos então nós os protagonistas máximos das nossas vidas, em constantes ensaios que sabemos que darão uma peça de que muito nos orgulharemos...
sábado, 21 de janeiro de 2017
Se nunca te atirares, nunca saberás se alguém te deu a mão e caiu contigo...
Hoje caminhava mais uma vez por aí. O dia ia frio e o vento arrepiava-lhe o corpo. A sua mente continha tudo o que se possa imaginar, contudo o olhar perdido contrastava com a forma eufórica como vivia a vida.
Naquele momento era apenas mais um que caminhava sozinho, por aquela estrada que formava cristais de gelo. Quem se cruzava com ele, sentia que era mais um que se tinha comprometido com a solidão. Era mais um que não se permitia sentir, para que não lhe doe-se.
Tornou-se amargo, com uma postura de quem está sempre em guerra, de quem nunca larga a espada e o escudo. Durante muito tempo quase que amou a solidão. Naquele dia, ao chegar a casa, demorei horas no banho, onde cantava e relaxava, após um dia stressante.
Pensava que o sexo oposto só servia para que o satisfizesse quando quisesse. Alimentava a ideia de que a solidão o permitia ser e fazer o que quisesse.
Contudo quando o amor lhe bateu à porta, simplesmente tendeu a não ligar, como se isso nem existisse. Acontece que por vezes, mesmo não querendo, o amor é insistente, e mesmo com resistência, ele acaba por entrar. Nessa ocasião, quando lhe bate à porta, não espera duas vezes para ouvir a permissão para entrar. Entra e instala-se. Precisamente naquele local, onde outrora não sentava nem dormia ninguém. Instala-se precisamente, naquele lugar, onde outrora ninguém lhe fazia, formar e formular histórias, tipo guião de filme romântico de domingo a tarde.
E hoje enquanto se instalava naquele local, surgiu a ideia de que naquele lugar, começou por escrever um argumento de uma história de amor. Começou por guardar o escudo e a espada, da guerra onde estava inserido, parafraseando as mais lindas histórias de amor, que unem um soldado a alguém que o faz querer regressar.
Por isso, tal como ele, enganem-se todos aqueles que dizem não ser capazes de amar de novo, todas as que dizem que vão ficar entregues à solidão, porque em algum momento da vida, a solidão vai deixar-vos entregues ao amor. Para ensinar que, tal como caímos na solidão, amar é cair do precipício, na esperança de que alguém nos dê a mão e caia connosco.
Em suma se nunca te atirares, nunca saberás se alguém te deu a mão e caiu contigo.
Naquele momento era apenas mais um que caminhava sozinho, por aquela estrada que formava cristais de gelo. Quem se cruzava com ele, sentia que era mais um que se tinha comprometido com a solidão. Era mais um que não se permitia sentir, para que não lhe doe-se.
Tornou-se amargo, com uma postura de quem está sempre em guerra, de quem nunca larga a espada e o escudo. Durante muito tempo quase que amou a solidão. Naquele dia, ao chegar a casa, demorei horas no banho, onde cantava e relaxava, após um dia stressante.
Pensava que o sexo oposto só servia para que o satisfizesse quando quisesse. Alimentava a ideia de que a solidão o permitia ser e fazer o que quisesse.
Contudo quando o amor lhe bateu à porta, simplesmente tendeu a não ligar, como se isso nem existisse. Acontece que por vezes, mesmo não querendo, o amor é insistente, e mesmo com resistência, ele acaba por entrar. Nessa ocasião, quando lhe bate à porta, não espera duas vezes para ouvir a permissão para entrar. Entra e instala-se. Precisamente naquele local, onde outrora não sentava nem dormia ninguém. Instala-se precisamente, naquele lugar, onde outrora ninguém lhe fazia, formar e formular histórias, tipo guião de filme romântico de domingo a tarde.
E hoje enquanto se instalava naquele local, surgiu a ideia de que naquele lugar, começou por escrever um argumento de uma história de amor. Começou por guardar o escudo e a espada, da guerra onde estava inserido, parafraseando as mais lindas histórias de amor, que unem um soldado a alguém que o faz querer regressar.
Por isso, tal como ele, enganem-se todos aqueles que dizem não ser capazes de amar de novo, todas as que dizem que vão ficar entregues à solidão, porque em algum momento da vida, a solidão vai deixar-vos entregues ao amor. Para ensinar que, tal como caímos na solidão, amar é cair do precipício, na esperança de que alguém nos dê a mão e caia connosco.
Em suma se nunca te atirares, nunca saberás se alguém te deu a mão e caiu contigo.
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