Eles não precisavam de palavras. Neste dia de chuva, sabiam bem o que queriam. Os seus olhares sequiosos, gritavam pelo corpo de cada um. Sabiam o que na alma impura, de cada um, se passava naquele momento. Ele sabia que ela o desejava, nu. Ela sabe que ele a queria, nua. Os seus olhares de malicia, torturavam o tesão, que em cada um deles, ia aumentando exponencialmente. A casa estava fria. Mas os seus corpos aqueciam a cada piscar de olhos. Ela torturava-o, com uma lingerie ao seu registo. Dava-lhe uma forma ao seu peito que ela adorava. Ele adorava o tamanho. Cabiam-lhe perfeitamente nas suas mãos. Ele apenas de boxers, fazia com que na sombra do corredor, o seu corpo ficasse moldado por um mistério fascinante que ela não parava de observar. Ela vira-se de costas. Ele não aguenta. Aquele fio dental, perfeitamente colocado, naquela anca, fazia com que o rabo dela ficasse totalmente perfeito. Ela percorre apenas uns passos, até que ele a agarra. Ela de costas, sente aquilo que estava precisamente a pensar que lhe estaria a provocar. As suas respirações, vão ficando descontroladas. Ele faz-lhe sentir no pescoço, a intensidade da sua expiração. Ela não resiste. Inclina a sua cabeça para trás e pede-lhe um beijo.
Ele beija-a e agarra-a pelo seu peito perfeito. A urgência que os rodeia faz com que me segundos ela esteja nua e se vire para ele. Tira-lhe a única peça de roupa que ele trazia. Estão entregues cada um deles, neste momento, um ao outro. Deixam que o outro faça aquilo que a mente conscientemente, diz às suas mãos e bocas para realizar. Eles entregam-se ao corpo de cada um. Ele sôfrego, não para de lhe chupar as mamas que tanto adora. Ela com o tesão que lhe dá, agarra-lhe os braços perfeitamente definidos. Mergulham em si mesmos e nos corpos de cada um. Ela chupa-o. Ele lambe-lhe. Dominam-se neste momentos primários do puro prazer que atingem. Perdem-se em murmúrios, palavrões e intensidade. Agarram-se e os seus suores, começam por tornar aquele momento, ainda mais poderoso. Observam as formas de cada um. Os seus reflexos na parede, provocadas pelos raios de luz que entram, fazem daquele espaço um autêntico espaço de desejo e tesão. Correm a favor e contra o tempo. A favor, porque não sabem quanto tempo quererão mais para aquele momento, não lhes interessa horas. Contra, porque a cada segundo que passa é menos um para se satisfazerem um ao outro. Gostam do puro orgasmo. Do puro gemido. Do puro espasmo. A cada momento, saem a querer ainda mais para um próximo. Naquela altura, ele penetra-a, já sem saber o que fez a uns segundos atrás. A intensidade é tanta que vivem ao segundo, naquele espaço. Não são perfeitos, mas para cada um deles a perfeição que atingem em estados daqueles, compensa cada imperfeição individual. Viram-se. Encostam-se a parede. Ele por cima. Ela por baixa. E vice-versa. De lado. De 4. Tudo vale. Ali, a casa ouve em ecos os gemidos de orgasmos atingidos. E lá fora, o dia vai frio…
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Momento de saudade
E é no silêncio que ele hoje se encontra. O barulho e a azáfama do dia, foi deixada do lado de lá da porta. A noite cai. Calma. A vida escorrega-lhe das mãos, à medida que os ponteiros do relógio, avança em movimento frenéticos, contando os segundos de um dia atarefado. Ele rodeado, pelo silencio das paredes escuras do seu quarto, vai aproveitando cada um desses segundos, para colocar em palavras mudas, os pensamentos que lhe vão surgindo. Neste momento, o seu mundo vai-se emudecendo em saudades, que lhe agitam as vontades. Os pensamentos, encontram-se envolvidos por uma alma, que outrora feliz e agitada, se encontra triste e inquieta. Ao longe, pensa ouvir murmúrios. Mais alguém que vai descendo a rua, que todos os dias ele palmilha.
Volta às vontades, que no desvaneio da sua lucidez solitária, lhe faz lembrar de todos os momentos bons da sua vida. Vai ao passado. Onde outrora a vida o fez feliz. Oh aquele aqueles momentos. Ele adora-os. Entre eles, vai pensando num em particular.
Esse que um dia, nas incertezas constantes de uma vivência despreocupada, o fez parar. Parou porque sim. Não quis mais andar ou provocar. Sabia que aquele momento o iria fazer feliz. Algo que ele sentia que merecia.
Costuma-se dizer que há gente que não é como toda a gente. Ele é um caso dessa gente. Ele é gente que sente, que ama, que se completa na alma da gente. E esse tipo de gente, sente saudade de gente. Ele sente saudade desse momento em especial.
São as saudades que o fazem sentir assim. Sentido. Sentido com o que a vida lhe faz carregar, no presente, Por ele daria cem mil passos, para matar a saudade desse momento. Essa saudade que tanto o aperta. Deita-se. Olha para o teto escuro. O seu pensamento faz-lhe ir adormecendo, na calmaria da noite e na saudade do momento. Esse momento, faz-lhe sentir algo. Um sentimento. Esse sentimento que o faz sentir essa saudade. De que muitos falam e que ele vive. O seu coração tenta-se manter quente, no gelo do seu quarto. A saudade aperta-o. Na sua face, as cicatrizes de um semblante triste, vai-se desvanecendo e o seu corpo vai relaxando. Sente o cansaço do dia a abater-se sobre os seus membros. Os seus olhos, vão-se tornando cada vez mais pequenos. E é na esperança que essa saudade se desvaneça, que ele adormece a fim de se preparar para mais um dia de um calendário.
E é nesse momento, naquele último momento lúcido do dia, que a sua boca dá voz aquele sentimento, que o aperta, que lhe provoca as saudades e num murmúrio audível, apenas diz:
- Amo-te.
Volta às vontades, que no desvaneio da sua lucidez solitária, lhe faz lembrar de todos os momentos bons da sua vida. Vai ao passado. Onde outrora a vida o fez feliz. Oh aquele aqueles momentos. Ele adora-os. Entre eles, vai pensando num em particular.
Esse que um dia, nas incertezas constantes de uma vivência despreocupada, o fez parar. Parou porque sim. Não quis mais andar ou provocar. Sabia que aquele momento o iria fazer feliz. Algo que ele sentia que merecia.
Costuma-se dizer que há gente que não é como toda a gente. Ele é um caso dessa gente. Ele é gente que sente, que ama, que se completa na alma da gente. E esse tipo de gente, sente saudade de gente. Ele sente saudade desse momento em especial.
São as saudades que o fazem sentir assim. Sentido. Sentido com o que a vida lhe faz carregar, no presente, Por ele daria cem mil passos, para matar a saudade desse momento. Essa saudade que tanto o aperta. Deita-se. Olha para o teto escuro. O seu pensamento faz-lhe ir adormecendo, na calmaria da noite e na saudade do momento. Esse momento, faz-lhe sentir algo. Um sentimento. Esse sentimento que o faz sentir essa saudade. De que muitos falam e que ele vive. O seu coração tenta-se manter quente, no gelo do seu quarto. A saudade aperta-o. Na sua face, as cicatrizes de um semblante triste, vai-se desvanecendo e o seu corpo vai relaxando. Sente o cansaço do dia a abater-se sobre os seus membros. Os seus olhos, vão-se tornando cada vez mais pequenos. E é na esperança que essa saudade se desvaneça, que ele adormece a fim de se preparar para mais um dia de um calendário.
E é nesse momento, naquele último momento lúcido do dia, que a sua boca dá voz aquele sentimento, que o aperta, que lhe provoca as saudades e num murmúrio audível, apenas diz:
- Amo-te.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Vive e ensaia todos os dias...
A noite estava chuvosa. Na rua a luz dos lampiões ia dando um espetáculo de focos, que animava uma rua onde mais ninguém decidia estar. A água depositada, ia permitindo um jogo de reflexos que certamente nenhum fotógrafo desperdiçaria.
Ia percorrendo o caminho que nestas noites, sempre percorria. A chuva “molha tolos”, ia ensopando aos poucos a roupa que ele trazia vestida. Já nem o casaco grosso escapava. O corpo arrastando-se, trazia-lhe o espirito de uma noite onde a bebedeira, foi e estava a ser a estrela principal. O seu olhar perdido, fazia com que o seu corpo se torna-se inconsciente. Não sabia que neste momento, o seu corpo começava a tremer. O álcool a correr nas suas veias e artérias, anestesiavam aquilo que o exterior vinha a querer revelar.
Quem o visse diria “mais do mesmo, há muito que assim é, a vida o moldou”. A vida moldou-o. É certo. Hoje ele sabe, que é apenas um nome e uma idade. Em momentos de consciência sai de casa e sabe para onde vai. Mas não sabe porquê. A vida não o soube levar, ou ele nunca a soube carregar. Naquela noite, sentou-se. Por debaixo de um parapeito, ia descansando as pernas que se tornavam bambas. Tinha sonhos. Tinha objetivos. Queria passar esses sonhos em novos objetivos. Mas naquele momento sentiu que os deixava ir. A sua face, começou a forçar uma feição triste. As primeiras lagrimas, impercetíveis pela cara molhada, começavam por cair. Olhou-se. Ali sentando, ia-se observando. Os membros descaídos e as pernas desleixadas e preguiçosas, davam-lhe um ar meio soturno.
Os dias passavam-lhe e para ele eram sempre a mesma coisa. Pessoa alegre de dia e de derrame de lagrimas à noite. Já fazia tempo, o tempo em que num dos últimos momentos de consciência, antes de uma noite de sono, a sua alma sorria para o dia que se ia ali apagar. Não se mostrava triste. Era uma força da natureza no seio da sociedade. Não gostava de mostrar a vida triste que levava, nem tão pouco o seu lado melancólico. Tinham sido as escolhas que o levaram ali. Sabia disso e carregava apenas para ele o resultado das suas opções.
Todos os dias se cruzava com dezenas de pessoas e sentia que naquele momento era o único que parecia afogar-se. Questionava-se. Sem uma resposta obvia. Sentia que não tinha ninguém para desabafar e que a única boa ouvinte seria uma garrafa de um vinho carrascão, que o levava ao estado onde neste momento se mantinha. Ali quase que jazia um corpo, onde dentro de si, um ser gostava de ter sido tudo, mas que sem força torna-se a ser um nada.
Sentia que era isso mesmo, que não era suficiente bom em nada, todos os seus erros eram colocados no placar da equipa adversária, o que faria avolumar um resultado que por si só já seria desnivelado. Ali a observá-lo da janela do meu quarto, as emoções do momento, faziam-me pensar que, a vida é feita de obstáculos. Naquele preciso momento lembrava-me precisamente de uma frase que todos nós devíamos colocar como post-it eterno na nossa vida que diz algo como isto: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”… Sejamos então nós os protagonistas máximos das nossas vidas, em constantes ensaios que sabemos que darão uma peça de que muito nos orgulharemos...
Ia percorrendo o caminho que nestas noites, sempre percorria. A chuva “molha tolos”, ia ensopando aos poucos a roupa que ele trazia vestida. Já nem o casaco grosso escapava. O corpo arrastando-se, trazia-lhe o espirito de uma noite onde a bebedeira, foi e estava a ser a estrela principal. O seu olhar perdido, fazia com que o seu corpo se torna-se inconsciente. Não sabia que neste momento, o seu corpo começava a tremer. O álcool a correr nas suas veias e artérias, anestesiavam aquilo que o exterior vinha a querer revelar.
Quem o visse diria “mais do mesmo, há muito que assim é, a vida o moldou”. A vida moldou-o. É certo. Hoje ele sabe, que é apenas um nome e uma idade. Em momentos de consciência sai de casa e sabe para onde vai. Mas não sabe porquê. A vida não o soube levar, ou ele nunca a soube carregar. Naquela noite, sentou-se. Por debaixo de um parapeito, ia descansando as pernas que se tornavam bambas. Tinha sonhos. Tinha objetivos. Queria passar esses sonhos em novos objetivos. Mas naquele momento sentiu que os deixava ir. A sua face, começou a forçar uma feição triste. As primeiras lagrimas, impercetíveis pela cara molhada, começavam por cair. Olhou-se. Ali sentando, ia-se observando. Os membros descaídos e as pernas desleixadas e preguiçosas, davam-lhe um ar meio soturno.
Os dias passavam-lhe e para ele eram sempre a mesma coisa. Pessoa alegre de dia e de derrame de lagrimas à noite. Já fazia tempo, o tempo em que num dos últimos momentos de consciência, antes de uma noite de sono, a sua alma sorria para o dia que se ia ali apagar. Não se mostrava triste. Era uma força da natureza no seio da sociedade. Não gostava de mostrar a vida triste que levava, nem tão pouco o seu lado melancólico. Tinham sido as escolhas que o levaram ali. Sabia disso e carregava apenas para ele o resultado das suas opções.
Todos os dias se cruzava com dezenas de pessoas e sentia que naquele momento era o único que parecia afogar-se. Questionava-se. Sem uma resposta obvia. Sentia que não tinha ninguém para desabafar e que a única boa ouvinte seria uma garrafa de um vinho carrascão, que o levava ao estado onde neste momento se mantinha. Ali quase que jazia um corpo, onde dentro de si, um ser gostava de ter sido tudo, mas que sem força torna-se a ser um nada.
Sentia que era isso mesmo, que não era suficiente bom em nada, todos os seus erros eram colocados no placar da equipa adversária, o que faria avolumar um resultado que por si só já seria desnivelado. Ali a observá-lo da janela do meu quarto, as emoções do momento, faziam-me pensar que, a vida é feita de obstáculos. Naquele preciso momento lembrava-me precisamente de uma frase que todos nós devíamos colocar como post-it eterno na nossa vida que diz algo como isto: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”… Sejamos então nós os protagonistas máximos das nossas vidas, em constantes ensaios que sabemos que darão uma peça de que muito nos orgulharemos...
sábado, 21 de janeiro de 2017
Se nunca te atirares, nunca saberás se alguém te deu a mão e caiu contigo...
Hoje caminhava mais uma vez por aí. O dia ia frio e o vento arrepiava-lhe o corpo. A sua mente continha tudo o que se possa imaginar, contudo o olhar perdido contrastava com a forma eufórica como vivia a vida.
Naquele momento era apenas mais um que caminhava sozinho, por aquela estrada que formava cristais de gelo. Quem se cruzava com ele, sentia que era mais um que se tinha comprometido com a solidão. Era mais um que não se permitia sentir, para que não lhe doe-se.
Tornou-se amargo, com uma postura de quem está sempre em guerra, de quem nunca larga a espada e o escudo. Durante muito tempo quase que amou a solidão. Naquele dia, ao chegar a casa, demorei horas no banho, onde cantava e relaxava, após um dia stressante.
Pensava que o sexo oposto só servia para que o satisfizesse quando quisesse. Alimentava a ideia de que a solidão o permitia ser e fazer o que quisesse.
Contudo quando o amor lhe bateu à porta, simplesmente tendeu a não ligar, como se isso nem existisse. Acontece que por vezes, mesmo não querendo, o amor é insistente, e mesmo com resistência, ele acaba por entrar. Nessa ocasião, quando lhe bate à porta, não espera duas vezes para ouvir a permissão para entrar. Entra e instala-se. Precisamente naquele local, onde outrora não sentava nem dormia ninguém. Instala-se precisamente, naquele lugar, onde outrora ninguém lhe fazia, formar e formular histórias, tipo guião de filme romântico de domingo a tarde.
E hoje enquanto se instalava naquele local, surgiu a ideia de que naquele lugar, começou por escrever um argumento de uma história de amor. Começou por guardar o escudo e a espada, da guerra onde estava inserido, parafraseando as mais lindas histórias de amor, que unem um soldado a alguém que o faz querer regressar.
Por isso, tal como ele, enganem-se todos aqueles que dizem não ser capazes de amar de novo, todas as que dizem que vão ficar entregues à solidão, porque em algum momento da vida, a solidão vai deixar-vos entregues ao amor. Para ensinar que, tal como caímos na solidão, amar é cair do precipício, na esperança de que alguém nos dê a mão e caia connosco.
Em suma se nunca te atirares, nunca saberás se alguém te deu a mão e caiu contigo.
Naquele momento era apenas mais um que caminhava sozinho, por aquela estrada que formava cristais de gelo. Quem se cruzava com ele, sentia que era mais um que se tinha comprometido com a solidão. Era mais um que não se permitia sentir, para que não lhe doe-se.
Tornou-se amargo, com uma postura de quem está sempre em guerra, de quem nunca larga a espada e o escudo. Durante muito tempo quase que amou a solidão. Naquele dia, ao chegar a casa, demorei horas no banho, onde cantava e relaxava, após um dia stressante.
Pensava que o sexo oposto só servia para que o satisfizesse quando quisesse. Alimentava a ideia de que a solidão o permitia ser e fazer o que quisesse.
Contudo quando o amor lhe bateu à porta, simplesmente tendeu a não ligar, como se isso nem existisse. Acontece que por vezes, mesmo não querendo, o amor é insistente, e mesmo com resistência, ele acaba por entrar. Nessa ocasião, quando lhe bate à porta, não espera duas vezes para ouvir a permissão para entrar. Entra e instala-se. Precisamente naquele local, onde outrora não sentava nem dormia ninguém. Instala-se precisamente, naquele lugar, onde outrora ninguém lhe fazia, formar e formular histórias, tipo guião de filme romântico de domingo a tarde.
E hoje enquanto se instalava naquele local, surgiu a ideia de que naquele lugar, começou por escrever um argumento de uma história de amor. Começou por guardar o escudo e a espada, da guerra onde estava inserido, parafraseando as mais lindas histórias de amor, que unem um soldado a alguém que o faz querer regressar.
Por isso, tal como ele, enganem-se todos aqueles que dizem não ser capazes de amar de novo, todas as que dizem que vão ficar entregues à solidão, porque em algum momento da vida, a solidão vai deixar-vos entregues ao amor. Para ensinar que, tal como caímos na solidão, amar é cair do precipício, na esperança de que alguém nos dê a mão e caia connosco.
Em suma se nunca te atirares, nunca saberás se alguém te deu a mão e caiu contigo.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
"Como é bom acordar assim de manhã"
Manha fria, com toda a certeza. Estamos no Inverno, portanto. Acordo e tudo parece-me bastante escuro. A luz ténue, tenta com toda a força que não tem, passar pelo estore corrido das janelas do teu quarto. Contudo, todo o espaço se encontra quente. O aquecedor, vai mantendo uma temperatura agradável. Olho em redor e sinto o teu corpo tenso. Olho-te e vejo-te a acordar. Encolhida como sempre. Linda e ao mesmo tempo desprotegida, quando te desprendi do meu corpo. Os lençois encontram-se desamparados e a cama encontram-se em lume ténue, aquecido pelo calor dos nossos corpos. Foi fácil notar que aos poucos fingias estar a dormir. Mesmo tu estando de costas para mim. Conseguia ler alguns dos teus pensamento, naquele momento, que te passavam pelo leve momento que íamos passando ao acordar. O teu corpo, começava por se mexer, lentamente. Aos poucos e ao sabor do meu toque, ia-se compondo uma melodia assimétrica no teu corpo. Encontravas-te naquele momento, a lutar contra os teus pensamentos. Aqueles que a poucos minutos, sabia estar a interpretar na integra. Viraste-te para mim suavemente. Vi-te a abrir os olhos, e o teu olhar intenso fixou-se no meu que já ardia. Toda aquela intensidade, formou um furacão de desejos, que aquela cama seria certamente pequena para suportar. Sorrimos. Sabíamos que pensávamos o mesmo. Ali. Mantiveste-te quieta, mas com uma inquietude percetível. Aproximamo-nos ainda mais um do outro, e acariciamos as nossas faces. O primeiro beijo, saltou da nossa vontade, logo de seguida. Foi dado o primeiro gemido. Desejo. Estávamos a ferver e as nossas mãos, já espalhavam um no outro o calor que o outro ainda necessitava de sentir. Os tremores de desejo, começaram a fazer-se sentir. O aquecedor, já não fazia falta. O ambiente já era aquecido, pelo calor dos nossos corpos. Pegamos nas mãos um do outro e deixamos que cada um delas percorressem o corpo um do outro. Cada pormenor, começou por ser sentido, pela palma das nossas mãos, para posteriormente ser saboreado pelo paladar da nossa boca. Estávamos a escaldar. Sabíamos que o início da manhã, seria passado ali por uns belos, lindos e gostosos minutos. E naquele preciso momento, ambos pensávamos “Como é bom acordar assim de manhã”…
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Cedo a ti, todos os dias, mais um pouco
Cedi a ti. Admito sem qualquer rodeio. Não sou pessoa de dizer que não, quando o meu pensamento diz sim. Cedi a ti. Conquistaste-me, num ápice. Como que um piscar de olhos. Num instante vês tudo clarividente. No outro já estás apaixonado. Nesse momento, sorri. E tu estavas ali ao lado. Não deu para disfarçar. Estavas ali. O mais junto possível, para que o meu pensamento, facilmente fosse entendido por ti. Tão esquisito este momento. As vezes, procuramos, procuramos e raramente encontramos. Respostas, caminhos, decisões… pessoas. As vezes tudo torna-se tão fácil, que tendes a achar estranho. Mas afinal de contas, com um simples sorriso, tudo se conquista. E não há volta a dar, adoro o teu. Tão limpo, tão aberto, tão natural e expressivo. E quando sorris, despertas o que de melhor há em mim. A felicidade indescritível que se esconde no nosso peito, a grandiosidade dos meus sentimentos, a inquietude das saudades tuas que me invade, o desassossego de ti que se eleva, a paixão por ti que me alimenta o coração. Provocas-me tudo isto. Nesse momento, cedo a ti através de uma leveza e uma partilha inexplicáveis e o meu sorriso é espelhado nos teus olhos, quando me olhas. Nas tuas mãos trémulas, quando me tocas. Nos momentos em que me abraças, nos momentos em que me beijas. Nos momentos em que me tocas. Cedo a ti. Como poderia não me render perante algo tão belo? O teu sorriso! O teu jeito parvo de lidares comigo! A tua meiguice! A tua doçura! A tua beleza natural! O teu corpo esguio e sensual! O teu toque! O teu beijo e até mesmo quando resmungas (ou tentas) resmungar comigo, fazem-me ver o quanto eu sou feliz contigo! Bastou um encontro de olhares sem estarmos à espera e uma única palavra saída dos teus doces lábios para conseguir reproduzir, talvez arrisque a dizer, o meu melhor sorriso de sempre. Abri os olhos lentamente e sorri…e… Com os braços em volta do meu corpo, estavas tu. Não com medo de me veres fugir, mas sim para teres a certeza de que naquele momento, estávamos juntos em pensamento e desejo e que eu te pertencia. Como é simples e lindo cada segundo passado ao teu lado. E desde esse momento, até hoje, cedo a ti todos os dias, mais um pouco…
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Foste a melhor escolha que o destino me possibilitou
Começo por dizer que foste a melhor coisa que o destino colocou no meio caminho. Já vais perceber. Há escolhas que não nos pertencem, que não dependem completamente de nós. Que nos fogem dos dedos, a cada abertura de mãos que fazemos. Há escolhas que, por finalidade das circunstâncias, temos de as fazer. Eu não escolho acordar todos os dias cedo para trabalhar. Ninguém o faz, conscientemente. Quem gosta de se levantar cedo? Que ponha a mão no ar! Eu cá não! Mas por força das tais circunstâncias, diferentes certamente de pessoa para pessoa, tenho de a realizar. Contudo, existe com toda a certeza, porque o afirmo, uma escolha que conscientemente decidimos tomar e que o destino sempre nos sabe responder. E essa escolha é ficar rendido a alguém. É nos apaixonarmos por alguém. É desejarmos esse alguém. É comtemplá-lo e achá-lo a melhor coisa que o mundo te pôde colocar à frente. É sentires saudades. É o aperto no peito, quando te queres exprimir com mil palavras e no fundo só te sai um “adoro-te” ou um “gosto muito de ti”. Esta é a escolha que todos nós, mais tarde ou mais cedo, se confrontam. E certamente, porque novamente o afirmo, isso aconteceu comigo. Não escolhemos o dia. É aleatório. Não escolhemos a hora. Ou melhor, estimámos uma hora. Digo estimámos, porque só tu te conheces. Só tu sabes se estás mais ou menos disponível, para te deixares conquistar e quereres conquistar. Para te deixares conhecer, ou não. Para de deixares envolver, ou não. Comigo e provocado por ti, foi certamente um conjunto de isto tudo. Logo à primeira vista, senti que me queria deixar conhecer, queria-me deixar envolver, queria-me tornar disponível. Contudo, estas escolhas não são só nossas, tem que haver algo no “outro lado” que nos faça dar o primeiro passo, ainda que sem um mapa. Não são apenas consciência. Tem muito de inconsciência. E só nos damos conta, quando já estamos emaranhados nelas. Não escolhi apaixonar-me por ti, mas escolhi com toda a certeza ficar. Escolhi porque percebi, que a inconsciência da minha paixão, tinha razão de ser. Razões que me fazem querer ficar. Que me fazem querer te conquistar a todos os dias que passa. Que me fazem sorrir, assim que te vejo ao longe a andar com o teu jeitinho elegante. Que me fazem derreter, com o teu jeitinho meigo de ser. Que me fazes despertar desejo, pela tua beleza física. Que me fazes interessar, pela tua personalidade e gostos. Que me fazem andar que nem um doido, a procura de qualquer espaço do dia, onde me possa incluir na tua vida.
Sobra em ti tudo aquilo que me fazia falta. Tudo aquilo que me faz ser eu próprio, sem filtros ou omissões. Sobra em ti tudo o que desejo, o doce e intenso saber do teu beijo, essa tua vontade de me tocar e de nos abraçarmos. Sobra em ti a paz que se sente, num momento de ternura. Ou o teu tão agradável cheiro. Sobra em ti, tudo o que preciso, tudo o que sonhei, tudo o que desejei, todas as cores de uma Primavera, todo o calor de um Verão, toda a beleza de um Outono, ou toda a paz de um Inverno. Sobra em ti, os cheiros e afetos que me deixam perdido, todo esse sorriso que me derrete e que me apetece provocá-lo. Sobra em ti a delicadeza, de uma mulher sensível e amorosa. Sobra em ti, toda a beleza que me fascina e me provoca e te faz desejar beijar, tocar, abraçar e percorrer todas a linhas do teu corpo. Sobra em ti, tudo que me faz baixar a guarda e me render.
Foste e és a melhor escolha que o destino me possibilitou, e pela qual todos os dias irei lutar.
Sobra em ti tudo aquilo que me fazia falta. Tudo aquilo que me faz ser eu próprio, sem filtros ou omissões. Sobra em ti tudo o que desejo, o doce e intenso saber do teu beijo, essa tua vontade de me tocar e de nos abraçarmos. Sobra em ti a paz que se sente, num momento de ternura. Ou o teu tão agradável cheiro. Sobra em ti, tudo o que preciso, tudo o que sonhei, tudo o que desejei, todas as cores de uma Primavera, todo o calor de um Verão, toda a beleza de um Outono, ou toda a paz de um Inverno. Sobra em ti, os cheiros e afetos que me deixam perdido, todo esse sorriso que me derrete e que me apetece provocá-lo. Sobra em ti a delicadeza, de uma mulher sensível e amorosa. Sobra em ti, toda a beleza que me fascina e me provoca e te faz desejar beijar, tocar, abraçar e percorrer todas a linhas do teu corpo. Sobra em ti, tudo que me faz baixar a guarda e me render.
Foste e és a melhor escolha que o destino me possibilitou, e pela qual todos os dias irei lutar.
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