domingo, 11 de setembro de 2016

Conexões...

Normalmente são eles que nos fazem apreciar o mundo. Nascemos e o primeiro contacto permite-nos usar aquilo que talvez seja o nosso melhor instinto. O olhar. Nesse sentido certamente que todos nós nos perguntamos: porque será que os olhos são os primeiros a denunciar qualquer emoção, por muito que queiras esconder? O mesmo se passou entre eles. Nunca lhes passaria pela cabeça que um simples olhar desinteressado pudesse provocar uma cadeia de sensações, emoções e desejos à flor da pele. Encontraram-se por acaso. A vida, ou o destino, decidiu conspirar a favor deles. Ou em primeiro lugar a favor de um primeiro olhar. Fixaram-se um no outro e aquele momento parecia uma eternidade. Estão a ver aquele momento em que parecem eternos os segundos que os vivemos? Tal e qual. Mas foram segundos. Segundos esses em que ambos perceberam que tão cedo, os seus olhares saberiam bem dizer, um ao outro, as palavras que os seus cérebros conscientemente iam formulando. Souberam exactamente que aquela conexão os iria acompanhar, até que uma nova se desenrola-se. Esboçaram naquele instante um sorriso tímido e ao mesmo tempo comprometedor. Os seus olhares foram penetrantes e decididos. Sabiam que se tinham atraído um ao outro. E ambos sabiam que do lado de lá a atração queria palmilhar o mesmo caminho. Os seus corações dispararam como uma bala quando ficaram frente a frente, sufocando as suas garganta. Queriam dizer por palavras “Beija-me já, aqui e agora” mas essas naquele momento ficavam engasgadas. Contudo, tinham nos seus olhares, todo o desejo e tesão que provocavam um ao outro. O cheiro dela deixava-o inebriado. Achava-a atraente e ao mesmo tempo interessante. A boa disposição dele contagiava-a. Ela tinha as curvas que ele desejava. Corpo torneado pelo exercício físico e pelas curvas naturais do seu peito e do seu rabo. Ele a cara de menino fofo e safado que ela adorava. Pensava exactamente que aquela roupa escondia nele, um corpo definido e traçado que lhe dava tesão. Ela tinha um sorriso meio envergonhado e tímido que lhe despertava interesse. Identificavam-se. Dois tímidos, mas que sabiam perfeitamente o que fazer com o outro. As conversas entre eles tornaram-se cada vez mais interessantes e intensas. Estavam a satisfazer o seu conhecimento. Pessoal e íntimo. As indirectas, tornavam-se cada vez mais diretas. Brincavam com o desejo um do outro. A conversa tornava-se cada vez menos “confortável”. Falavam de si intensamente, sem se aperceberem que o desejo, que cada revelação que faziam um ao outro fazia aumentar. Adoravam pensar na ideia de uma noite de loucura. Desejavam-se. Sabiam disso. Aguardavam um local aleatório para revelar isso. Um sítio improvável, num momento aleatório de mais um encontro desejado entre ambos. Adoravam pensar na forma como se iriam beijar. Na maneira simples ou complexa, com que se iriam despir. A forma como se iriam tocar. Adoravam coisas intensas e momentos intensos. Pensavam que se iriam completar tão bem, que mesmo sem se tocarem, o tesão já fluía nos espaços que frequentavam. Só os pequenos toques, que de forma natural, iam dando um ao outro, já servia para arrepiar e acelerar os seus corações. Sabiam que se estavam destinados. E que o tempo se iria encarregar, de os unir. Num momento que certamente nenhum deles iria esquecer. Bastou aquele olhar e desde aquele momento, muitos outros certamente iriam existir. Sabiam que o desejo deles, mais tarde ou mais cedo, se iria tornar numa bela paixão tórrida e de puro prazer mutuo pelo conhecimento e que o amor iria vingar naqueles anos de união física e emocional…

domingo, 21 de agosto de 2016

Pausas de "5 minutos"

“Enlouqueces-me”! Pensa ele, num ligeiro momento de desconcentração do dia. Perde-se em pensamentos e ilusões reais, no meio daquela pausa de 5 minutos. Há muito que atravessaram a linha do que separa o certo do errado. O que na consciência dele e no fundo também dela, sim dela, porque nesse mesmo momento ela perde-se na pausa de 5 minutos dele, o certo deixou de ter esse mesmo significado, depois do primeiro toque e do primeiro olhar. O errado passou a dar mais significado àquilo que diariamente, com olhares cúmplices e sorrisos declamatórios, vão vivendo. O errado, a partir desse momento passou a dar sentido a vida deles. Hoje, ela estava especialmente gostosa e atraente. Cabelo apanhado, num emaranhado que culminava num enrolar de fios de cabelo no topo da nuca. Ela levava aquele vestido que ele tanto adorava. Colado as curvas do seu belo rabo e com aquele decote que lhe deixava ver, aquele par de mamas que o deixava doido. E de todas as vezes que ela passava, ele perdia o que de consciente ainda conseguia manter ao pé dela, e prendia o olhar nela. Ela, sentindo que lhe provocava tamanha reação, sentia-se ainda mais poderosa. Foi nesses precisos 5 minutos que se prenderam numa pausa, que os dois perceberam que de deslocavam para o mesmo espaço. Aquela sala, aquele local ali escondido, ao qual ninguém ia. Ele aborda-a. Ela deixa-se ser abordada. Ele diz-lhe que ela mexe com ele. Já não aguenta o desejo de a beijar e a de provar. Ela acha-o atraente. Há algo nele que ela adora. O seu toque, a sua voz, o seu ar de menino querido e ao mesmo tempo safado. Há muito que esperava o momento de ele a abordar, referindo o que ela causava nele. Sentem-se numa atração prestes a descarrilar. Os olhares intensos, fixados um no outro. As respirações a começar a acelerar. Não dizem mais nada, nem precisam. Ela com a falta de resposta, dá-lhe todo o incentivo para avançar. E descarrilam os dois. Em sintonia e na mesma direção. Beijam-se e as mãos, de cada um deles, vão percorrendo aquilo que de melhor existe, nos corpos de cada um. Excitam-se e a roupa começa a fazer estorvo. Ele sente cada curva do corpo dela com delicadeza e firmeza. Fala sentir a intensidade do seu toque. Ela começa a arfar de tesão. Beijam-se descontroladamente. Ele levanta-lhe o vestido até a cintura e vira-a de rabo para ele. Aquela cueca fio dental deixa-o doido. Ela sente no seu rabo, a ereção que lhe provoca e solta um gemido. Ele beija-a no pescoço, a medida que lhe vai estimulando o clitóris em movimentos precisos e que a levam a ficar imensamente húmida. Ela com o tesão aperta-lhe o pénis e querendo sentir a textura, abre-lhe a presilha e saca-o para fora. Estimula-o em movimentos de vai e vem, deixando-o doido. Ele pega nela e senta-a em cima de uma pequena mesa, que ali perdida, serve de suporte para tudo o que irá acontecer. Afasta-lhe a cueca e enfia-lhe dois dedos em movimentos curtos e frenéticos, ao mesmo tempo que lhe chupa os mamilos até que eles fiquem duros. Ela sente-se doida. Atinge o primeiro orgasmo. Ele sentindo que ela está descontrolada, desce e fala abrir as pernas. Usa a sua língua e os seus dedos, para a fazer ter mais um alucinante espasmo de prazer com a chegada de mais um orgasmo. Ela doida empurra-o contra a parede. Ele lança-lhe aquele ar intenso. Ela olha-o e vê aquilo que lhe quer chupar. Coloca-o na boca. Engole-o com prazer. Falo atingir níveis de excitação extremos e os dois sentem que chegou a hora de se foderem. Como dois animais no cio. Fodem-se, suam-se, apertam-se, gemem um para o outro, acariam-se. Mudam de posições e continuam frenéticos. Ele adora fazer com que ela atinja níveis de prazer máximos. Adora que gema e se descontrole com os orgasmos que vai tendo. Ela adora a forma intensa e constante como ele a fode. O vocabulário, já só vai buscar palavras caralhadas e nomes menos próprios. Ele ao vê-la assim tão disponível, fica louco. Encontram-se os dois num ambiente desconhecido e perigoso. Ela pede-lhe que ele o foda. Com força. Pede para ele não parar. Ele sente-se envolvido nas suas palavras. A adrenalina toma conta dele e isso faz-lhe querer e deseja-la mais. Olham-se e percebem o prazer que se dão um ao outro. Ela atinge mais um orgasmo mais uma vez e ele não se controla e deixa-se levar ao orgasmo. Recuperam a respiração. Deitam-se no chão e sorriem. Que foda, pensam. Fazem sentir um ao outro, que aquele momento certamente será o primeiro de muitos. Adoram aquilo que cada um deles transmitiu ao outro. Vestem-se e beijam-se mais uma vez, como dois amantes, que ainda não recuperaram nem metade do desejo que tem um pelo outro. Voltam aos seus locais e cada um deles, vai pensando quanto tempo demorará até que aquelas pausas de “5 minutos” voltem a acontecer.

sábado, 13 de agosto de 2016

Não vamos esperar por amanhã, pois não?

Não vamos esperar por amanhã pois não? Acho que é isto que o pensamento deles se tem questionado ao longo destes tempos… Tempos esses que já decorrem há um bom par de semanas quando se cruzaram. Naquele corredor, que todos os dias percorrem, ou naquela sala que tem o hábito de partilhar nas últimas semanas, os olhares vão-se repetindo. Cada vez com mais frequência e intensidade. Cruzam-se, trocam olhares mas nem uma palavra direta lhes sai da boca. Conversam como dois “estranhos” que vão tentando cultivar uma amizade, mas que sabem que se desejam. Olham-se, e é o bastante para perceberem que tem vontade de se agarrarem logo ali, esquecendo tudo o que os rodeia. Nota-se a intensidade com que se olham. É algo constante. Sorriem, desviam o olhar e continuam. Nesses momentos, que são meros segundos, os seus pensamentos levam-nos para um local bem distante dali. Onde todos os seus desejos se vão multiplicando e somando, dando um resultado que nem eles sabem bem calcular. Ele pensa em agarra-la, sentindo o toque daquele vestido colado às suas curvas. Ela pensa que aquele agarrar a iria fazer suspirar e arrepiar. Aquele arfar de desejo, com a expiração projetada no seu pescoço. Eles de copo de vinho do Porto na mão. Deixando-se ir pela música ambiente que aos poucos os vai seduzindo. Ele pensa que a beijava. Ela que o desejava intensamente. Adora a forma, com que naquele pensamento, ele a toca. Começa a sentir-se molhada. Ele não aguenta o desejo e faz com que ela perceba isso. Cola-se ao corpo dela. Pega nela. Ela no seu pensamento, deixa-se levar. Percorre o corpo dele com a palma das suas mãos. Ele senta-a em cima da mesa. Arruma com um só gesto, a tralha que vai ocupando espaço na superfície da mesa. Sobe-lhe o vestido até a anca e encaixa a sua na dela. No seu pensamento, ela beija-o e adoro o sabor da sua boca. Deixa-se levar. Desabotoa-lhe a camisa, enquanto ele lhe toca devagar por cima da cueca, expondo um tronco bem definido e que a excita ainda mais. Deixa que ele a agarre com a força que o tesão vai proporcionando. Ele tira-lhe por completo o vestido. O corpo dela é magnífico. Pensa que os tempos que passa no ginásio são certamente bem empregues. Olha-a nos seus lindos olhos e percebe o desejo que lhe oferece. Ela não aguenta mais. Quer ser chupada, lambida e fodida. Ele não espera mais tempo. Abre-lhe as pernas e ao mesmo tempo que lhe vai lambendo freneticamente ou pausadamente o clitóris, ela agarra-lhe com força o cabelo e vai gemendo de tesão, penetrando-a com dois dedos, até que tenha o seu primeiro orgasmo e a deixe no ponto. Ela no seu pensamento, já se encontra no dele. Tira-lhe as calças e boxers e mete-o na boca, chupando de forma lenta e intensa. Quer sentir o desejo que lhe pode dar. Ele adora isso. Esses primeiros momentos do sexo. Intenso e moroso. Até a penetração. Fodem-se sem parar. Em cima da mesa. No chão frio que rapidamente aquece com os suores de casa um. Levantam-se e a canzana com o sofá a servir de apoio, ela atinge mais um ou dois orgasmos. Eles nem os contam. Ela pensa que esta super molhada. Ele pensa que a adora sentir assim. Fodem-se que nem duas criaturas que sempre se desejaram e que agora tem de libertar toda a tensão acumulada. Gemidos, caralhadas, um fode-se entre frases de puro desejo. Até que ele perto de se sentir quase a vir, faz com que ela o faça atingir o orgasmo. Ela com o seu entre os dedos, ele com os seus dentro dela. Até que ele se vem e até que ela atinge, passados uns momentos, mais um orgasmo……
Entretanto um barulho da sala, os faz voltar a realidade. Nesse momento, e no mesmo momento olham-se! E percebem perfeitamente que estavam os dois no mesmo pensamento e perguntam-se sem qualquer palavra um para o outro: Não vamos esperar por amanhã, pois não?

sábado, 23 de julho de 2016

Sintonias

Corpos que se desejam na inocência de um café. Noites quentes. Um café composto por um ambiente onde as sombras prevalecem. A paisagem torna-se escura, repleta de imensa luz, dando ao espaço um certo ambiente intimo. Sentados frente a frente a partilhar vidas, histórias e sorrisos espontâneos, vamos olhando um para outro. A sintonia no olhar torna-se um padrão para os pensamentos que vão fluindo. Naquele momento a minha vida assumiu a rebeldia do desejo que me provocavas. Pedimos um copo de um néctar que achámos agradável na carta de vinhos. Um brinde a nós e aos prazeres da vida. Contudo, no cantinho daquele espaço e na inocência dos diálogos que se proporcionavam, a minha mente agitava-se comandada pela vontade de ti. Olhava-te e de nada o desejo aumentava de forma exponencial. Começou por ser uma curva ténue no início, passando quase a uma reta ao longo do momento. Conversas interessantes e conhecimentos mútuos. Adorava a nossa conversa. Sempre me pareceste interessante. Desde o primeiro dia. Não é preciso dizer-te qual, tu certamente que o sabes. Gostava do que ouvia. E sentia. Mas… O meu pensamento sossegado naquele café, ganhou vida dentro da minha cabeça, lá, livrei-me das roupas que trazia, peguei em ti e despi-te e descobri a suavidade e textura da tua pele. Desconcentrei-me completamente com o simples movimento dos teus lábios. A tua boca. Dialogava e em todas as palavras ouvia a chamar-me. Provocaste-me.
Na minha mente aproximei-me e peguei em ti e atirando-me para o teu beijo, na realidade, troquei de lugar e sentei-me ao teu lado. Neste momento suspirei-te os meus desejos e histórias no teu ouvido. Notei de forma intensa o teu perfume e o teu cheiro de mulher segura de si. Intensa, desapegada e exigente. Junto com o calor que emitias. O pânico. Engoli em seco e respirei pausadamente. Foi nesse instante que reparei no teu rosto. Estava marcado pelo desejo e a tentação de me levar por um caminho que naquela noite só teria uma direção... Foi nesse instante que percebemos, que os nossos corpos se desejavam e as nossas mentes se encontravam em sintonia. Ambas pensavam o mesmo e davam ordens para que o corpo de cada um, satisfizesse tais tentações, usando o do outro até que as energias nos faltassem.
Nesse instante percebemos igualmente que quando os nossos corpos dessem azo as ordens das nossas mentes, não haviam retas nem curvas, apenas caminho para percorrer sem travagens ou viragens.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Contagiaste-me

Senti… Senti o teu olhar e o teu perfume e fiquei sem palavras e sem reacção… Costuma disser que isto se resume numa expressão, ou com uma frase que contem uma expressão: fiquei sem jeito… Simplesmente tiraste-me as palavras, parei de pensar e fiquei imóvel… Fechei os olhos! Ainda bem que ninguém reparou na forma como te fiquei a olhar, pois naquele momento o meu pensamento transportou-se para um local bem longínquo dali, ou se calhar até bem perto, onde apenas nós os dois pertencemos aos meus mais devassos, intensos e sinceros pensamentos. Contagiaste-me! Não sei bem ainda quem tu és, mas quero falar contigo… Podes não acreditar, mas sinto que existe algo que nos liga. Somos pensamentos, feitos de pensamentos, e seguimos na vida por esses mesmos pensamentos. Queres saber por onde fomos no meu pensamento? Se te permitires vir, eu conto tudo! Começando então, sem ninguém se aperceber fugimos entre todos aqueles que nos rodeavam naquele local e por fim estávamos num qualquer jardim desta cidade. Pode ser o que mais gostares, porque eu adoro-os a todos. Ainda não te disse, mas amo o Porto. Com o Rio Douro à nossa frente ficamos estáticos e a contemplar a vista. As luzes fracas e espaçadas dos candeeiros permitiram criar um ambiente cúmplice e construir um canto meio escondido onde dificilmente nos conseguiriam ver. O local era acolhedor e onde a pouca luz que te insidia permitiu-me ficar imóvel a deslumbrar-te. Os teus cabelos escuros e ondulados, o brilho dos teus olhos enquanto deslumbravas a bela paisagem, o teu sorriso aberto de felicidade por estarmos ali a sós e sossegados. Facilmente se formam perguntas na tua e na minha cabeça, mas sai-te apenas uma, até meia banal: “Linda, não é?”, à qual eu respondo “Quem? Tu? Sem dúvida!” Não disfarças, coras, sorris e baixas a cabeça de meia com vergonha. Suavemente com a meu dedo indicador levanto-te o queixo, de forma a fixarmos o olhar um no outro. Abrindo ligeiramente os lábios sustemos a respiração, olhamo-nos fixamente. É impossível resistir-te… Aproximo-me de ti e de imediato sinto um aroma que me hipnotiza. Como é possível? Conquistas-me as narinas e paras-me o raciocínio mais lógico. A suavidade da tua pele é tanta, que os meus dedos facilmente a percorrem… Pensamos os dois o mesmo: “tenho que te beijar”… Encosto os meus lábios aos teus e naquele momento sinto que devia de te ter beijado à mais tempo! Os nossos lábios alimentam-se na lentidão de um primeiro contacto e as nossas línguas cruzam-se com uma vontade de não mais se largarem! Coloco as minha mão nas tuas costas e ali sinto o toque da tua blusa. Desço até ao teu rabo firme, apertando-o com vigor. Libertas um leve gemido. Com a outra mão seguro na tua face com carinho e desejo, passando com o polegar nos teus lábios… Deixas o teu pescoço à minha mercê. Não te consigo largar, parar de te beijar e naquele momento só anseio sentir o relevo da tua lingerie. Desço a mão e os meus lábios até ao teu peito… “Não é pah?” Fico confuso… “Não é verdade o que estou a dizer?” “Onde estou?” Pergunto-me. Ups… Parece que fui interrompido pela pergunta de alguém e exatamente ali soube que estava a sonhar. Na despedida deste-me um beijo longo e suave na face, fixei o teu aroma no meu pensamento e naquele momento soube que tinha de te voltar a olhar…

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Ela + Ele = Eles

Encontraram-se num acaso. Desses que acontecem diariamente. Ou que se calhar nem acontecem, mas só para contrair naquele momento ocorreu. Um acaso daqueles que o destino projeta, sem sabermos bem que eles existem. O destino e o acaso. Foi um daqueles acasos de porta semi-aberta em que o conhecimento é feito a medo e com reservas, sem querer transparecer que o primeiro impacto foi positivo, e com o receio natural para que não houvessem muitos alongamentos comprometedores ou que levassem a avisos prévios para desaparecer. Sorriram naquele local, após o primeiro olhar, como se fossem íntimos há muito tempo. Ele andava cansado da rotina das saídas e de todas as possibilidades de casos furtivos sem sentimentos, que se predispunham diariamente e que ele decidia não aproveitar. Aprendeu a gostar da sua própria companhia, sem precisar estar num grupo de amigos todos os sábados. Não queria envolver-se com qualquer uma. Queria uma mulher que ele reconhecesse pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela cor dos seus olhos, pela voz doce ou pela gargalhada que sabia que ia ecoar pelo espaço transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Queria viver uma paixão tranquila, repleta de emoções e carinhos e ao mesmo tempo turbulenta onde os desejos ardentes e provocatórios incendiassem o seu corpo e o dela, em momento de puro tesão e cumplicidade. Queria ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar na “caça” por companhias vazias e encontros efêmeros.
Ela deixou de se importar se seria possível ter vontade de se envolver novamente. Seguia a sua vida despreocupadamente. Sorrisos nítidos, olhares sedutores. Ela era assim. Timidamente sedutora. Mas foram tantas as dores, iniciais e finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha. Contudo, percebeu que a vida de solteira já não faz tanto sentido. Decidiu que queria um relacionamento verdadeiro… que pode nem ser eterno mas que pudesse acordá-la com um abraço que faria o seu dia feliz. Queria alguém que ela pudesse cuidar e que a aceitasse com todos os defeitos que ela tem. Queria sentir algo sem receios. Quer a alegria dos finais de semana em conjunto, quer sentir a cumplicidade ao dividir os segredos e em passatempos juntos. Queria ser elogiada pela forma como se veste, pela forma como sorri, pela beleza natural que tem, pela sua maneira de ser e viver agitada e ao mesmo tempo pacifica.
Eles andavam por aí, a sonhar um com o outro, até que o acaso os cruzou. O tempo decidiu juntá-los e uni-los e dar a hipótese de se complementarem, pois sabia que estavam ávidos e prontos para iniciar um sentimento verdadeiro e feliz. Por isso, perguntam-se cada um no seu espaço, se algum deles duvida que o destino, num qualquer acaso, traz aquilo que cada um deles desejava, esperando que o outro responda com um simples "olá, que fazes hoje? Encontramo-nos no mesmo sitio, ou combinamos algo só nosso?"

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O que vemos nela?

"O que vejo nela?" Pergunta básica que nos fazemos naquelas alturas, em que alguém começa a ficar no nosso pensamento diário. Toda a gente pergunta a si mesmo por isto. Normalmente é-nos muito difícil perceber o que realmente a pessoa nos passa, o que vemos nela. Ficamos sempre com a ideia de que aquilo que vamos dizer como resposta, serão sempre os clichés do costume. Vemos sempre coisas boas, coisas muito positivas, que certamente antes não víamos em ninguém.
Normalmente não achamos muito possível, assim do nada, alguém mexer tanto connosco. Não percebemos muito bem como podemos achar aquela pessoa tão bela e natural ao mesmo tempo. Aquele olhar, aquele sorriso, aquela voz, aquele atributo físico que te tira do serio. Aquela forma de lidar com a nossa presença, aquele cruzamos de olhares. Vê-la sorrir, trás por si só vontade de sorrir também. Habitualmente as pessoas dizem, que não acreditamos e muitas vezes desperdiçamos oportunidades por não investirmos. Geralmente não acreditamos, e se calhar não queremos ver o que estará muitas vezes visível aos nossos olhos e claramente aos olhos de todos! Pomos sempre em questão o que ela terá a mais do que os outros. Certamente que terá tanta coisa a mais do que todas os outras, a começar pela simplicidade ou até a sua postura envergonhada, ou então aquele sorriso para toda a gente, ou o olhar doce e meigo, ou a forma de falar, ou aquela conversa que certamente te entusiasma falar. Achamos que ali existe alguém que não é muito raro encontrar. Cruzamos olhares e sentimos um friozinho na barriga. Sorrimos e tudo e todos à volta se tornam meramente figurante de uma peça que certamente será apenas vivida naquele momento a dois. Parece estúpido não é? Já tivemos certamente muitas pessoas nas nossas vidas, algumas delas com tempo que nos pareceram para sempre, mas sempre que nos sentimos disponíveis para algo ou alguém, certamente que aquilo que sentimos é necessariamente diferente, de tudo que vivemos no passado. Desejámos sempre que seja a “nossa hora”, naquele momento e que sejamos correspondidos. Desejamos sempre poder cuidar daquela pessoa que achamos linda! Nunca sabemos descrever o que vai dentro de nós, apenas sabemos que a queremos fazer feliz! Faze-la sorrir, brilhar o olhar, fazê-la corar, fazê-la passar horas em conversa contigo, percorrer os mesmos passos que ela. Por isso pergunto-me muitas vezes porque fingimos que não sentimos nada? Nem um ligeiro interesse? Porque não encaramos a realidade tal qual ela é? Não ganhamos nada com isso, muitas vezes só perdemos. Mesmo que não sejamos correspondidos, ao menos voltamos a sentir o que é gostar de alguém e viver o dia-a-dia com a intensidade que isso nos transmite. Somos assim, vivemos de emoções, sentimentos e perceções. Vivemos de momentos visuais e efetuosos. Gostamos, expomos. Não gostamos, expomos. Independentemente de tudo, não deixemos de viver momentos, só pelo medo de que as coisas sejam mal interpretadas, ou não correspondidas. As paixões são irracionais, por isso não são muito para ser pensadas. Apenas vividas. E com essa vivência, surgem pensamentos instantâneos, e com esses pensamentos e nessa altura percebemos que os nossos corpos são como um vulcão. Prontos a explodir e a provocar uma grande erupção. E não importa há quanto tempo nos conhecemos, quando a sintonia é despertada e a vontade tende cada vez a aumentar mais. E é nesta altura, que após pensarmos bem, sabemos perfeitamente o que vemos nela. Vemos atração, desejo e entrega.