quarta-feira, 22 de junho de 2016
Contagiaste-me
Senti… Senti o teu olhar e o teu perfume e fiquei sem palavras e sem reacção… Costuma disser que isto se resume numa expressão, ou com uma frase que contem uma expressão: fiquei sem jeito… Simplesmente tiraste-me as palavras, parei de pensar e fiquei imóvel… Fechei os olhos! Ainda bem que ninguém reparou na forma como te fiquei a olhar, pois naquele momento o meu pensamento transportou-se para um local bem longínquo dali, ou se calhar até bem perto, onde apenas nós os dois pertencemos aos meus mais devassos, intensos e sinceros pensamentos. Contagiaste-me! Não sei bem ainda quem tu és, mas quero falar contigo… Podes não acreditar, mas sinto que existe algo que nos liga. Somos pensamentos, feitos de pensamentos, e seguimos na vida por esses mesmos pensamentos. Queres saber por onde fomos no meu pensamento? Se te permitires vir, eu conto tudo! Começando então, sem ninguém se aperceber fugimos entre todos aqueles que nos rodeavam naquele local e por fim estávamos num qualquer jardim desta cidade. Pode ser o que mais gostares, porque eu adoro-os a todos. Ainda não te disse, mas amo o Porto. Com o Rio Douro à nossa frente ficamos estáticos e a contemplar a vista. As luzes fracas e espaçadas dos candeeiros permitiram criar um ambiente cúmplice e construir um canto meio escondido onde dificilmente nos conseguiriam ver. O local era acolhedor e onde a pouca luz que te insidia permitiu-me ficar imóvel a deslumbrar-te. Os teus cabelos escuros e ondulados, o brilho dos teus olhos enquanto deslumbravas a bela paisagem, o teu sorriso aberto de felicidade por estarmos ali a sós e sossegados. Facilmente se formam perguntas na tua e na minha cabeça, mas sai-te apenas uma, até meia banal: “Linda, não é?”, à qual eu respondo “Quem? Tu? Sem dúvida!” Não disfarças, coras, sorris e baixas a cabeça de meia com vergonha. Suavemente com a meu dedo indicador levanto-te o queixo, de forma a fixarmos o olhar um no outro. Abrindo ligeiramente os lábios sustemos a respiração, olhamo-nos fixamente. É impossível resistir-te… Aproximo-me de ti e de imediato sinto um aroma que me hipnotiza. Como é possível? Conquistas-me as narinas e paras-me o raciocínio mais lógico. A suavidade da tua pele é tanta, que os meus dedos facilmente a percorrem… Pensamos os dois o mesmo: “tenho que te beijar”… Encosto os meus lábios aos teus e naquele momento sinto que devia de te ter beijado à mais tempo! Os nossos lábios alimentam-se na lentidão de um primeiro contacto e as nossas línguas cruzam-se com uma vontade de não mais se largarem! Coloco as minha mão nas tuas costas e ali sinto o toque da tua blusa. Desço até ao teu rabo firme, apertando-o com vigor. Libertas um leve gemido. Com a outra mão seguro na tua face com carinho e desejo, passando com o polegar nos teus lábios… Deixas o teu pescoço à minha mercê. Não te consigo largar, parar de te beijar e naquele momento só anseio sentir o relevo da tua lingerie. Desço a mão e os meus lábios até ao teu peito… “Não é pah?” Fico confuso… “Não é verdade o que estou a dizer?” “Onde estou?” Pergunto-me. Ups… Parece que fui interrompido pela pergunta de alguém e exatamente ali soube que estava a sonhar. Na despedida deste-me um beijo longo e suave na face, fixei o teu aroma no meu pensamento e naquele momento soube que tinha de te voltar a olhar…
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Ela + Ele = Eles
Encontraram-se num acaso. Desses que acontecem diariamente. Ou que se calhar nem acontecem, mas só para contrair naquele momento ocorreu. Um acaso daqueles que o destino projeta, sem sabermos bem que eles existem. O destino e o acaso. Foi um daqueles acasos de porta semi-aberta em que o conhecimento é feito a medo e com reservas, sem querer transparecer que o primeiro impacto foi positivo, e com o receio natural para que não houvessem muitos alongamentos comprometedores ou que levassem a avisos prévios para desaparecer. Sorriram naquele local, após o primeiro olhar, como se fossem íntimos há muito tempo. Ele andava cansado da rotina das saídas e de todas as possibilidades de casos furtivos sem sentimentos, que se predispunham diariamente e que ele decidia não aproveitar. Aprendeu a gostar da sua própria companhia, sem precisar estar num grupo de amigos todos os sábados. Não queria envolver-se com qualquer uma. Queria uma mulher que ele reconhecesse pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela cor dos seus olhos, pela voz doce ou pela gargalhada que sabia que ia ecoar pelo espaço transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Queria viver uma paixão tranquila, repleta de emoções e carinhos e ao mesmo tempo turbulenta onde os desejos ardentes e provocatórios incendiassem o seu corpo e o dela, em momento de puro tesão e cumplicidade. Queria ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar na “caça” por companhias vazias e encontros efêmeros.
Ela deixou de se importar se seria possível ter vontade de se envolver novamente. Seguia a sua vida despreocupadamente. Sorrisos nítidos, olhares sedutores. Ela era assim. Timidamente sedutora. Mas foram tantas as dores, iniciais e finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha. Contudo, percebeu que a vida de solteira já não faz tanto sentido. Decidiu que queria um relacionamento verdadeiro… que pode nem ser eterno mas que pudesse acordá-la com um abraço que faria o seu dia feliz. Queria alguém que ela pudesse cuidar e que a aceitasse com todos os defeitos que ela tem. Queria sentir algo sem receios. Quer a alegria dos finais de semana em conjunto, quer sentir a cumplicidade ao dividir os segredos e em passatempos juntos. Queria ser elogiada pela forma como se veste, pela forma como sorri, pela beleza natural que tem, pela sua maneira de ser e viver agitada e ao mesmo tempo pacifica.
Eles andavam por aí, a sonhar um com o outro, até que o acaso os cruzou. O tempo decidiu juntá-los e uni-los e dar a hipótese de se complementarem, pois sabia que estavam ávidos e prontos para iniciar um sentimento verdadeiro e feliz. Por isso, perguntam-se cada um no seu espaço, se algum deles duvida que o destino, num qualquer acaso, traz aquilo que cada um deles desejava, esperando que o outro responda com um simples "olá, que fazes hoje? Encontramo-nos no mesmo sitio, ou combinamos algo só nosso?"
Ela deixou de se importar se seria possível ter vontade de se envolver novamente. Seguia a sua vida despreocupadamente. Sorrisos nítidos, olhares sedutores. Ela era assim. Timidamente sedutora. Mas foram tantas as dores, iniciais e finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha. Contudo, percebeu que a vida de solteira já não faz tanto sentido. Decidiu que queria um relacionamento verdadeiro… que pode nem ser eterno mas que pudesse acordá-la com um abraço que faria o seu dia feliz. Queria alguém que ela pudesse cuidar e que a aceitasse com todos os defeitos que ela tem. Queria sentir algo sem receios. Quer a alegria dos finais de semana em conjunto, quer sentir a cumplicidade ao dividir os segredos e em passatempos juntos. Queria ser elogiada pela forma como se veste, pela forma como sorri, pela beleza natural que tem, pela sua maneira de ser e viver agitada e ao mesmo tempo pacifica.
Eles andavam por aí, a sonhar um com o outro, até que o acaso os cruzou. O tempo decidiu juntá-los e uni-los e dar a hipótese de se complementarem, pois sabia que estavam ávidos e prontos para iniciar um sentimento verdadeiro e feliz. Por isso, perguntam-se cada um no seu espaço, se algum deles duvida que o destino, num qualquer acaso, traz aquilo que cada um deles desejava, esperando que o outro responda com um simples "olá, que fazes hoje? Encontramo-nos no mesmo sitio, ou combinamos algo só nosso?"
quinta-feira, 2 de junho de 2016
O que vemos nela?
"O que vejo nela?" Pergunta básica que nos fazemos naquelas alturas, em que alguém começa a ficar no nosso pensamento diário. Toda a gente pergunta a si mesmo por isto. Normalmente é-nos muito difícil perceber o que realmente a pessoa nos passa, o que vemos nela. Ficamos sempre com a ideia de que aquilo que vamos dizer como resposta, serão sempre os clichés do costume. Vemos sempre coisas boas, coisas muito positivas, que certamente antes não víamos em ninguém.
Normalmente não achamos muito possível, assim do nada, alguém mexer tanto connosco. Não percebemos muito bem como podemos achar aquela pessoa tão bela e natural ao mesmo tempo. Aquele olhar, aquele sorriso, aquela voz, aquele atributo físico que te tira do serio. Aquela forma de lidar com a nossa presença, aquele cruzamos de olhares. Vê-la sorrir, trás por si só vontade de sorrir também. Habitualmente as pessoas dizem, que não acreditamos e muitas vezes desperdiçamos oportunidades por não investirmos. Geralmente não acreditamos, e se calhar não queremos ver o que estará muitas vezes visível aos nossos olhos e claramente aos olhos de todos! Pomos sempre em questão o que ela terá a mais do que os outros. Certamente que terá tanta coisa a mais do que todas os outras, a começar pela simplicidade ou até a sua postura envergonhada, ou então aquele sorriso para toda a gente, ou o olhar doce e meigo, ou a forma de falar, ou aquela conversa que certamente te entusiasma falar. Achamos que ali existe alguém que não é muito raro encontrar. Cruzamos olhares e sentimos um friozinho na barriga. Sorrimos e tudo e todos à volta se tornam meramente figurante de uma peça que certamente será apenas vivida naquele momento a dois. Parece estúpido não é? Já tivemos certamente muitas pessoas nas nossas vidas, algumas delas com tempo que nos pareceram para sempre, mas sempre que nos sentimos disponíveis para algo ou alguém, certamente que aquilo que sentimos é necessariamente diferente, de tudo que vivemos no passado. Desejámos sempre que seja a “nossa hora”, naquele momento e que sejamos correspondidos. Desejamos sempre poder cuidar daquela pessoa que achamos linda! Nunca sabemos descrever o que vai dentro de nós, apenas sabemos que a queremos fazer feliz! Faze-la sorrir, brilhar o olhar, fazê-la corar, fazê-la passar horas em conversa contigo, percorrer os mesmos passos que ela. Por isso pergunto-me muitas vezes porque fingimos que não sentimos nada? Nem um ligeiro interesse? Porque não encaramos a realidade tal qual ela é? Não ganhamos nada com isso, muitas vezes só perdemos. Mesmo que não sejamos correspondidos, ao menos voltamos a sentir o que é gostar de alguém e viver o dia-a-dia com a intensidade que isso nos transmite. Somos assim, vivemos de emoções, sentimentos e perceções. Vivemos de momentos visuais e efetuosos. Gostamos, expomos. Não gostamos, expomos. Independentemente de tudo, não deixemos de viver momentos, só pelo medo de que as coisas sejam mal interpretadas, ou não correspondidas. As paixões são irracionais, por isso não são muito para ser pensadas. Apenas vividas. E com essa vivência, surgem pensamentos instantâneos, e com esses pensamentos e nessa altura percebemos que os nossos corpos são como um vulcão. Prontos a explodir e a provocar uma grande erupção. E não importa há quanto tempo nos conhecemos, quando a sintonia é despertada e a vontade tende cada vez a aumentar mais. E é nesta altura, que após pensarmos bem, sabemos perfeitamente o que vemos nela. Vemos atração, desejo e entrega.
Normalmente não achamos muito possível, assim do nada, alguém mexer tanto connosco. Não percebemos muito bem como podemos achar aquela pessoa tão bela e natural ao mesmo tempo. Aquele olhar, aquele sorriso, aquela voz, aquele atributo físico que te tira do serio. Aquela forma de lidar com a nossa presença, aquele cruzamos de olhares. Vê-la sorrir, trás por si só vontade de sorrir também. Habitualmente as pessoas dizem, que não acreditamos e muitas vezes desperdiçamos oportunidades por não investirmos. Geralmente não acreditamos, e se calhar não queremos ver o que estará muitas vezes visível aos nossos olhos e claramente aos olhos de todos! Pomos sempre em questão o que ela terá a mais do que os outros. Certamente que terá tanta coisa a mais do que todas os outras, a começar pela simplicidade ou até a sua postura envergonhada, ou então aquele sorriso para toda a gente, ou o olhar doce e meigo, ou a forma de falar, ou aquela conversa que certamente te entusiasma falar. Achamos que ali existe alguém que não é muito raro encontrar. Cruzamos olhares e sentimos um friozinho na barriga. Sorrimos e tudo e todos à volta se tornam meramente figurante de uma peça que certamente será apenas vivida naquele momento a dois. Parece estúpido não é? Já tivemos certamente muitas pessoas nas nossas vidas, algumas delas com tempo que nos pareceram para sempre, mas sempre que nos sentimos disponíveis para algo ou alguém, certamente que aquilo que sentimos é necessariamente diferente, de tudo que vivemos no passado. Desejámos sempre que seja a “nossa hora”, naquele momento e que sejamos correspondidos. Desejamos sempre poder cuidar daquela pessoa que achamos linda! Nunca sabemos descrever o que vai dentro de nós, apenas sabemos que a queremos fazer feliz! Faze-la sorrir, brilhar o olhar, fazê-la corar, fazê-la passar horas em conversa contigo, percorrer os mesmos passos que ela. Por isso pergunto-me muitas vezes porque fingimos que não sentimos nada? Nem um ligeiro interesse? Porque não encaramos a realidade tal qual ela é? Não ganhamos nada com isso, muitas vezes só perdemos. Mesmo que não sejamos correspondidos, ao menos voltamos a sentir o que é gostar de alguém e viver o dia-a-dia com a intensidade que isso nos transmite. Somos assim, vivemos de emoções, sentimentos e perceções. Vivemos de momentos visuais e efetuosos. Gostamos, expomos. Não gostamos, expomos. Independentemente de tudo, não deixemos de viver momentos, só pelo medo de que as coisas sejam mal interpretadas, ou não correspondidas. As paixões são irracionais, por isso não são muito para ser pensadas. Apenas vividas. E com essa vivência, surgem pensamentos instantâneos, e com esses pensamentos e nessa altura percebemos que os nossos corpos são como um vulcão. Prontos a explodir e a provocar uma grande erupção. E não importa há quanto tempo nos conhecemos, quando a sintonia é despertada e a vontade tende cada vez a aumentar mais. E é nesta altura, que após pensarmos bem, sabemos perfeitamente o que vemos nela. Vemos atração, desejo e entrega.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Tudo começou com aquele olhar…
Deduzo que já nos conheciamos, por meros cruzares de corpos nas diversas ruas que percorremos. Senti essa primeira impressão, assim que te foquei mais do que os meros segundos, aleatórios e momentâneos, de passagens fugazes que certamente o destino nos proporcionou ao longo dos últimos tempos. Desconhecia-te, apesar de achar que te conhecia de algures. Tanto que até amigos em comum tínhamos, descobrimos depois. À primeira vista, falo daquela que tive quando cruzamos olhares por mais do que meros segundos, achei-te lindíssima. Deslumbrante. Tinhas de uma forma geral, tudo que me agradava, e de maneira particular tudo que me derretia. Curvas deliciosas, face de anjo. No entanto pensei imediatamente que fazias parte daquele grupo de mulheres que sempre evitei. Não digo que evitar seja neste ponto uma variável negativa, mas uma mulher como tu trazia compromissos e acontecimentos que certamente não estaria preparado para “viver. Contudo naquele dia estava extraordinariamente bem humorado. Acordei bem-disposto e pronto para vestir a minha melhor peça de roupa: o sorriso. Por isso, sorri assim que te vi e confesso que adorei o teu olhar decidido e afável como sempre quando chegavas. Vi que trazias aquele teu vestido colado, rabo redondo, perfeito. Decote na medida certa. Não resisti. Ver-te assim ali. Aproximei-me e senti o teu perfume. Mataste-me. Cheiro bom. Cabelo tratado. Olho brilhante. Ao encarares o meu olhar malandro não foste capaz de evitar um ligeiro sorriso comprometedor e ficas-te ligeiramente envergonhada. Ficaste sem jeito, sentiste um calafrio, sei que sim. Senti o mesmo. Disse-te para me deixares passar. Agradeci o teu movimento. Com ar de mulher decidida, sacana e envergonhada devolveste o sorriso… Fim da festa. Espaço começa a esvaziar. No fecho da noite, sozinho como era habitual aquela hora, desloco-me para ir embora. Contudo sinto o teu perfume e isso desconcentra-me e involuntariamente desloco o olhar para ti. Vejo-te avançar para mim, sem vergonha, sem hesitação. Arrastas-me contigo, para um aglomerado de carros, no parque do espaço. Tiras um casado curto, que certamente deixaste no cabide durante o evento e expões o teu vestido preto justo. Deixas que ele seja o cartão de visita para um corpo que se define por toda a exuberância que sabes que tem. Fiquei sem reação. Bloqueaste-me as ideias. Aproveitas-te da minha ausência de reação e como uma leoa e atacas. Ajoelhas-te à minha frente, de imediato fazes desaparecer o meu cinto e abres-me o fecho. Ao descobrires aquilo que certamente gostavas de sentir, semicerras e fazes um pequeno gemido, de mulher provocadora. Hum, gosto… - Dizes. Fazes o que queres após tirares o que querias para fora. Abocanhas-lo. Delicadamente. Ou com aumentos de ritmo. Sentes o tesão que me dás. Penso que sabes bem o que fazes. Levantas-te e permites-me que te toque. Acaricio-te. Já estás completamente molhada. Estimulo-te até que os teus gemidos, já se ouvem pelo parque. Não aguentamos mais. Sobes o vestido num só movimento e encaixas-te de num só movimento e com facilidade o movimento torna-se ritmado. Estás completamente molhada. Gememos em tons menores. Tornamos aquele momento de rebeldia só nosso. Cavalgas de olhos fechados enquanto te acaricio os seios. Perfeitos. Chupo os teus bicos. Estremeces e gemes bem alto. Reparas nos teus gritos e sorris com ar provocatório. Aproximas-te do clímax, tento controlar-me. A custo. Não aguento muito mais. Vejo o teu ar de safada. Notas que me estás a dar um tesão brutal. Sentes as minhas mãos a apertar-te com força. Cravas-me as unhas nas costas. Viras-te, montas-me desta vez mais forte. Dás o ritmo, enquanto te faço atingir mais um orgasmo. Alternas entre cavalgadas fortes e momentos de calmaria. Não controlo o desejo. Começo a ficar louco. Chegamos a mais um orgasmo, agora em momento sincronizado. Quase desfaleço, sinto os nossos corpos ainda a tremer. Não me controlo. Aperto-te para libertar a adrenalina e tesão do momento. Beijamo-nos com toda a força que toda a envolvência proporciona. Ergues-te. Ajeitas o vestido, olhas-me a sorrir diabolicamente. Prego-te um olhar de safado e sorrimos. Piscas-me o olho e retribuo-te. Ajeito a roupa. Mais um sorriso e mais um olhar de cumplicidade. Mais um beijo e despedimo-nos. Desaparecemos tao depressa, como chegamos aquele local. Viemos certamente os dois com o mesmo pensamento. Amanhã, ali ou noutro qualquer local, a dose de tesão seria para repetir. Descobrimos que merecíamos mais lições daquelas. Porque adoramos aprender um com o outro. E no caminho entre semáforos e arranques, viemos a pensar que com tudo o que podia acontecer, tudo começou com aquele olhar…
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Hoje seria assim, com silêncio e gemidos...
A mente hoje chama-me para uma escrita mais intensa. Não sei porquê, mas o dia hoje foi tranquilo. Tranquilo demais… Sinto necessidade de sair desta tranquilidade. Sinto necessidade de um pensamento mais revolto. Mais intenso. Mais desejado. E as palavras começam por fluir-me… Vou-te descrever exatamente palavra por palavra o meu pensamento. Que no seu conjunto dão a estas ideias e visões, a ilusão de uma tela que seria certamente considerada uma autêntica obra de arte. Enfim… Ando perdido em pensamentos… Acabei de me permitir a perder como disse num deles. Assim sendo a escolha foi perdi-me em ti… Uma, duas, três vezes. Desta vez perco-me num pensamento deste género. Vê se te agrada: Chego a ti sem esperar mais tempo, indo no teu sentido. Olho-te com ardor e encosto-te bruscamente a uma qualquer parede que te ampara-se o corpo. Não dizemos qualquer palavra. Os nossos gestos, preenchem com sons o vazio que o silêncio vai ocupando. Olho-te com a intensidade de quem te deseja e te provoca. Com um beijo na tua face límpida e bem tratada, sorris. O teu jeitinho malandro e rebelde, de quem sabe exatamente o que vai acontecer e deseja que se realize. Mas um beijo intenso e isso faz-me perder o controlo e a ti arrepia-te. O calor que os nossos corpos transmitem, aquecem a casa que com o frio da noite, tem tendência a ficar gelada. Quando os nossos lábios se tocam os nossos os corpos rende-se à intensidade do momento. Deixas-te render à intensidade do meu beijo. Deixo-me dominar pelo teu lindo olhar. Fico rendido a esses olhos. Que imprimem um brilhem de desejo e tesão que começam a aumentar no teu corpo. Quase nos falta o ar. Dá-mos um espaço entre os nossos corpos. Para que possamos respirar. A intensidade já é alta. Afasto o teu cabelo e coloco-te a minha palma no lado do teu pescoço e trago-te novamente ati mim com um beijo intenso. As nossas peles arrepiam-se. Desço a alça de um top aleatório, que hoje decidiste vestir. É da cor dos teus olhos. Faz-te ainda mais linda do que és. E de imediato desço a outra e nesse momento afasto-me de ti. Observo o teu corpo nu à mercê do meu toque. De imediato, sem controlar emoções, deixo que as tuas mãos me desapertem a camisa e a façam cair no chão. Passas as mãos pelo meu tronco. Sentes-te excitada com aquilo que percorres. Num ápice e as minhas calças descem e logo depois os boxers. E pouco depois também sou eu me encontro nu à tua frente e sem conseguir esconder o desejo que sinto por ti.
Preparo-me para te agarrar, mas empurras-me para um sofá, que aqui jaz solitário. Sem reservas, colocas-te no meu colo. Vamos aquecendo novamente os corpos. Percorro o teu corpo, e vão-me passando pela cabeça cenas que vou realizando no próprio momento. Gememos com intensidade. Apertas-me com tesão aquilo que não consegue esconder o desejo que me vai alimentando de ti. Ao meu teu percorro o teu corpo com a boca húmida, tocando-te ao mesmo ritmo que me fazes a mim. Deito-te e palmilho zonas que te fazem levar à loucura. Demoro-me por lá. Sentes-te perto do orgasmo. Interrompo. Deixo-me dominar por ti nesse momento. Não deixas que fique sem resposta. Fazes-me de tudo. Deixo-me levar no tesão que me dás. Não dizemos qualquer palavra. Os gemidos e sons indecifráveis, falam por nós. Os nossos olhares não mentem. Nenhum de nós quer parar. Os nossos corpos movem-se, em momentos sincronizados. Balançam-se ao mesmo ritmo. Ritmo esse que já nenhum de nós controla. Deixámo-nos ir. Em várias posições. Ali. Ensaiamos diversas vezes, um diálogo, que é feito pelos nossos corpos. Até que com um suspiro profundo atingem o auge e precipitas o meu. Abandonámos o chão e reclinamo-nos um sobre o outro. Olho-te e sorriu. Tu abres em leque um para mim. Olhamo-nos durante minutos. Com os nossos olhares a dizer tudo que não conseguimos ainda naquele momento de recuperação. Estes momentos fazem-se de silêncios ensurdecedores…
E hoje seria exatamente assim. Com silêncios e gemidos.
Preparo-me para te agarrar, mas empurras-me para um sofá, que aqui jaz solitário. Sem reservas, colocas-te no meu colo. Vamos aquecendo novamente os corpos. Percorro o teu corpo, e vão-me passando pela cabeça cenas que vou realizando no próprio momento. Gememos com intensidade. Apertas-me com tesão aquilo que não consegue esconder o desejo que me vai alimentando de ti. Ao meu teu percorro o teu corpo com a boca húmida, tocando-te ao mesmo ritmo que me fazes a mim. Deito-te e palmilho zonas que te fazem levar à loucura. Demoro-me por lá. Sentes-te perto do orgasmo. Interrompo. Deixo-me dominar por ti nesse momento. Não deixas que fique sem resposta. Fazes-me de tudo. Deixo-me levar no tesão que me dás. Não dizemos qualquer palavra. Os gemidos e sons indecifráveis, falam por nós. Os nossos olhares não mentem. Nenhum de nós quer parar. Os nossos corpos movem-se, em momentos sincronizados. Balançam-se ao mesmo ritmo. Ritmo esse que já nenhum de nós controla. Deixámo-nos ir. Em várias posições. Ali. Ensaiamos diversas vezes, um diálogo, que é feito pelos nossos corpos. Até que com um suspiro profundo atingem o auge e precipitas o meu. Abandonámos o chão e reclinamo-nos um sobre o outro. Olho-te e sorriu. Tu abres em leque um para mim. Olhamo-nos durante minutos. Com os nossos olhares a dizer tudo que não conseguimos ainda naquele momento de recuperação. Estes momentos fazem-se de silêncios ensurdecedores…
E hoje seria exatamente assim. Com silêncios e gemidos.
domingo, 17 de abril de 2016
... És apenas tu que me interessas...
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que te vi. Não te vou dizer o que pensei (ou melhor, talvez já te tenha dito em curtas palavras o que pensei), senão nem eu próprio estaria aqui a escrever isto… Seria do género como ir a um local, olhar em redor, e à primeira vista não gostar e pensar que nunca mais lá voltaria. O problema, é que o destino decidiu cruzar-me contigo e permitir que “essa primeira vista”, se prolonga-se até agora em “inúmeras vistas”. Recordo-me, das primeiras sensações. Não me interessei logo de imediato, por diversas razões. Umas mais plausíveis que outras. Mas senti algo diferente. Não pensei muito no futuro. O “nosso” presente ainda era e é bastante curtinho. Deixei de criar expetativas. Pecámos sempre por isso. As expetativas neste contexto, são como que aquele momento, em que vais comprar algo pela internet sabes? Onde tudo parece tão impecável e bem feito e quando recebes a encomenda, nada é como aquilo que viste. Ou seja, se começas a pensar que alguém é tudo aquilo que procuras e nem sequer paras para a conhecer, ao ponto de perceber se esse tal alguém estará com a mesma disponibilidade que tu, acabas por bater na parede, sem te aperceberes que ela está ali, desde o momento que ganhas-te esse interesse. Sejamos sinceros, o que surge inicialmente é aquele impacto visual, aquele interesse de ver se “aquela capa de livro, tem conteúdo que nos agrade em ler”. Foi tal qual assim. Rendi-me a algo em ti. Recordo da nossa primeira conversa. Se ali pudesse saber, o que até agora se ia desenvolver, entre olhares e sorrisos, não sei o que teria dito. Apesar de em todos nós existir um(a) romântico(a) incurável, em mim talvez num patamar superior admito, todos nós também temos os mecanismos de defesa próprios.
Não gosto de me entregar logo, para que possa comprovar/ver se existe “a tal parede” onde posso bater. Mas se me entrego, faço-o de corpo e alma. Mas isto não será certamente uma equação com uma única variável. Existe uma variável, que mais do que variável, é certamente uma incógnita, pois depende do lado de lá (do teu neste caso). Daí ser difícil apostarmos tudo. Comigo não seria ou será diferente.
Costumo pensar, indo de encontro à frase anterior, que se soubéssemos o que iria acontecer, a história não teria graça em ser vivida. Entre alguns passos mal dados, em momentos que não sabemos bem o que dizer ou fazer, para lhe provocar um sorriso, ou uma aprovação, existe sempre o reverso, em que com um sorriso ou um olhar, ou uma simples pergunta a fazer lembrar-lhe “sim mandei-te esta mensagem pois estas no meu pensamento”, dizem tudo. Se ainda não percebes-te, algo que duvido, então será melhor começares a saber interpretar-me. Estou-me a sentir disponível para ti.
Lembro-me da primeira vez que te vi. Mas talvez dessa altura, me seja já impossível contar quantas vezes mais me perdi a olhar para ti. Muitas vezes te apercebes, outras nem tanto. Contudo, não deixarei de o fazer. Não ligo a interpretações de quem de fora, não entende ou vive o que sinto ou vivencio. Ainda assim, recordo e lembro-me de tudo o que fui sentindo. Todos nós temos aqueles momentos, em que por vezes nos apanhamos sozinhos a imaginar como será a primeira cena, intensa, carnal, dedicada e sedutora, de um guião que gostaríamos que fosse longo. Não sou diferente. Fico a relembrar esse lindos olhos e esse sorriso espontâneo, essa face de menina rebelde e esse jeito de ser agradável e descontraído e assim vou a cada dia que passa ganhando mais certezas, que és apenas tu que me interessas…
Não gosto de me entregar logo, para que possa comprovar/ver se existe “a tal parede” onde posso bater. Mas se me entrego, faço-o de corpo e alma. Mas isto não será certamente uma equação com uma única variável. Existe uma variável, que mais do que variável, é certamente uma incógnita, pois depende do lado de lá (do teu neste caso). Daí ser difícil apostarmos tudo. Comigo não seria ou será diferente.
Costumo pensar, indo de encontro à frase anterior, que se soubéssemos o que iria acontecer, a história não teria graça em ser vivida. Entre alguns passos mal dados, em momentos que não sabemos bem o que dizer ou fazer, para lhe provocar um sorriso, ou uma aprovação, existe sempre o reverso, em que com um sorriso ou um olhar, ou uma simples pergunta a fazer lembrar-lhe “sim mandei-te esta mensagem pois estas no meu pensamento”, dizem tudo. Se ainda não percebes-te, algo que duvido, então será melhor começares a saber interpretar-me. Estou-me a sentir disponível para ti.
Lembro-me da primeira vez que te vi. Mas talvez dessa altura, me seja já impossível contar quantas vezes mais me perdi a olhar para ti. Muitas vezes te apercebes, outras nem tanto. Contudo, não deixarei de o fazer. Não ligo a interpretações de quem de fora, não entende ou vive o que sinto ou vivencio. Ainda assim, recordo e lembro-me de tudo o que fui sentindo. Todos nós temos aqueles momentos, em que por vezes nos apanhamos sozinhos a imaginar como será a primeira cena, intensa, carnal, dedicada e sedutora, de um guião que gostaríamos que fosse longo. Não sou diferente. Fico a relembrar esse lindos olhos e esse sorriso espontâneo, essa face de menina rebelde e esse jeito de ser agradável e descontraído e assim vou a cada dia que passa ganhando mais certezas, que és apenas tu que me interessas…
domingo, 10 de abril de 2016
Fico à tua espera...
Todas as histórias têm um início. A lei da vida, assim o define. Precisamos que o destino, conspire contra nós, ou então que nos inspire. Melhor ainda, diria que precisa de nos tirar, ou retirar, os receios, de dar aquele passo, "o tal", que muitos de nós sempre questiona, se será na direcção certa. Então se todas as histórias tem um início é porque, de certeza, de alguma forma, os receios desse primeiro passo, foram ultrapassados. Ora, a histórias de cruzamentos de pessoas, são muitas vezes iniciadas, com esses passos, que surgem após várias vezes nos questionarmos sobre todas as incertezas. O destino na minha história decidiu levar-me para algures e no início de num momento aleatório da vida, permitiu-me conhecer-te. Encontrei-te e ainda bem que assim foi. Recordo-me desse primeiro impacto ao olhar-te. Olhei-te meio de lado, como que se te tratasses de um “fruto proibido”, do qual tinha receio em me “matar”. Mas eu gosto do ” proibido ” e olhei. Ainda hoje, vou revendo as primeiras impressões ao ver-te e por todas essas vezes, tendo a sorrir. Não sei bem quando, nem como, mas o nosso primeiro sorriso mútuo provocado pelo destino, fez o teu olhar brilhar e o meu ficar encantado. Foste das melhores “paisagens” que alguma vez tinha visto. Aquele teu sorriso, aquele brilhozinho nos olhos, aquela paz transmitida pelo teu olhar, o teu jeito rebelde, a tua forma de rir, fez-me ficar rendido. Dizem, que só vivemos intensamente se sentirmos intensamente. Dizem que quanto mais pensamos sobre algo, mais gostamos disso. O teu olhar, faz-me ter pensamentos diários. O teu sorriso de menina, faz-me reviver e relembrar, de todos os momentos que me lembro de o ter visto. Porque o meu pensamento está mais abrangente, do que alguma vez imaginei e esse teu jeitinho me despertou algo que outrora, estaria bloqueado e numa constante incerteza, assalta-me neste momento um pensamento, que culmina numa pergunta: “Hoje apenas quero ter-te, quero beijar-te, tocar-te, como se fossemos nós e mais quatro paredes. Como se fossemos um só. Vens?”. Fico à tua espera...
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