"O que vejo nela?" Pergunta básica que nos fazemos naquelas alturas, em que alguém começa a ficar no nosso pensamento diário. Toda a gente pergunta a si mesmo por isto. Normalmente é-nos muito difícil perceber o que realmente a pessoa nos passa, o que vemos nela. Ficamos sempre com a ideia de que aquilo que vamos dizer como resposta, serão sempre os clichés do costume. Vemos sempre coisas boas, coisas muito positivas, que certamente antes não víamos em ninguém.
Normalmente não achamos muito possível, assim do nada, alguém mexer tanto connosco. Não percebemos muito bem como podemos achar aquela pessoa tão bela e natural ao mesmo tempo. Aquele olhar, aquele sorriso, aquela voz, aquele atributo físico que te tira do serio. Aquela forma de lidar com a nossa presença, aquele cruzamos de olhares. Vê-la sorrir, trás por si só vontade de sorrir também. Habitualmente as pessoas dizem, que não acreditamos e muitas vezes desperdiçamos oportunidades por não investirmos. Geralmente não acreditamos, e se calhar não queremos ver o que estará muitas vezes visível aos nossos olhos e claramente aos olhos de todos! Pomos sempre em questão o que ela terá a mais do que os outros. Certamente que terá tanta coisa a mais do que todas os outras, a começar pela simplicidade ou até a sua postura envergonhada, ou então aquele sorriso para toda a gente, ou o olhar doce e meigo, ou a forma de falar, ou aquela conversa que certamente te entusiasma falar. Achamos que ali existe alguém que não é muito raro encontrar. Cruzamos olhares e sentimos um friozinho na barriga. Sorrimos e tudo e todos à volta se tornam meramente figurante de uma peça que certamente será apenas vivida naquele momento a dois. Parece estúpido não é? Já tivemos certamente muitas pessoas nas nossas vidas, algumas delas com tempo que nos pareceram para sempre, mas sempre que nos sentimos disponíveis para algo ou alguém, certamente que aquilo que sentimos é necessariamente diferente, de tudo que vivemos no passado. Desejámos sempre que seja a “nossa hora”, naquele momento e que sejamos correspondidos. Desejamos sempre poder cuidar daquela pessoa que achamos linda! Nunca sabemos descrever o que vai dentro de nós, apenas sabemos que a queremos fazer feliz! Faze-la sorrir, brilhar o olhar, fazê-la corar, fazê-la passar horas em conversa contigo, percorrer os mesmos passos que ela. Por isso pergunto-me muitas vezes porque fingimos que não sentimos nada? Nem um ligeiro interesse? Porque não encaramos a realidade tal qual ela é? Não ganhamos nada com isso, muitas vezes só perdemos. Mesmo que não sejamos correspondidos, ao menos voltamos a sentir o que é gostar de alguém e viver o dia-a-dia com a intensidade que isso nos transmite. Somos assim, vivemos de emoções, sentimentos e perceções. Vivemos de momentos visuais e efetuosos. Gostamos, expomos. Não gostamos, expomos. Independentemente de tudo, não deixemos de viver momentos, só pelo medo de que as coisas sejam mal interpretadas, ou não correspondidas. As paixões são irracionais, por isso não são muito para ser pensadas. Apenas vividas. E com essa vivência, surgem pensamentos instantâneos, e com esses pensamentos e nessa altura percebemos que os nossos corpos são como um vulcão. Prontos a explodir e a provocar uma grande erupção. E não importa há quanto tempo nos conhecemos, quando a sintonia é despertada e a vontade tende cada vez a aumentar mais. E é nesta altura, que após pensarmos bem, sabemos perfeitamente o que vemos nela. Vemos atração, desejo e entrega.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Tudo começou com aquele olhar…
Deduzo que já nos conheciamos, por meros cruzares de corpos nas diversas ruas que percorremos. Senti essa primeira impressão, assim que te foquei mais do que os meros segundos, aleatórios e momentâneos, de passagens fugazes que certamente o destino nos proporcionou ao longo dos últimos tempos. Desconhecia-te, apesar de achar que te conhecia de algures. Tanto que até amigos em comum tínhamos, descobrimos depois. À primeira vista, falo daquela que tive quando cruzamos olhares por mais do que meros segundos, achei-te lindíssima. Deslumbrante. Tinhas de uma forma geral, tudo que me agradava, e de maneira particular tudo que me derretia. Curvas deliciosas, face de anjo. No entanto pensei imediatamente que fazias parte daquele grupo de mulheres que sempre evitei. Não digo que evitar seja neste ponto uma variável negativa, mas uma mulher como tu trazia compromissos e acontecimentos que certamente não estaria preparado para “viver. Contudo naquele dia estava extraordinariamente bem humorado. Acordei bem-disposto e pronto para vestir a minha melhor peça de roupa: o sorriso. Por isso, sorri assim que te vi e confesso que adorei o teu olhar decidido e afável como sempre quando chegavas. Vi que trazias aquele teu vestido colado, rabo redondo, perfeito. Decote na medida certa. Não resisti. Ver-te assim ali. Aproximei-me e senti o teu perfume. Mataste-me. Cheiro bom. Cabelo tratado. Olho brilhante. Ao encarares o meu olhar malandro não foste capaz de evitar um ligeiro sorriso comprometedor e ficas-te ligeiramente envergonhada. Ficaste sem jeito, sentiste um calafrio, sei que sim. Senti o mesmo. Disse-te para me deixares passar. Agradeci o teu movimento. Com ar de mulher decidida, sacana e envergonhada devolveste o sorriso… Fim da festa. Espaço começa a esvaziar. No fecho da noite, sozinho como era habitual aquela hora, desloco-me para ir embora. Contudo sinto o teu perfume e isso desconcentra-me e involuntariamente desloco o olhar para ti. Vejo-te avançar para mim, sem vergonha, sem hesitação. Arrastas-me contigo, para um aglomerado de carros, no parque do espaço. Tiras um casado curto, que certamente deixaste no cabide durante o evento e expões o teu vestido preto justo. Deixas que ele seja o cartão de visita para um corpo que se define por toda a exuberância que sabes que tem. Fiquei sem reação. Bloqueaste-me as ideias. Aproveitas-te da minha ausência de reação e como uma leoa e atacas. Ajoelhas-te à minha frente, de imediato fazes desaparecer o meu cinto e abres-me o fecho. Ao descobrires aquilo que certamente gostavas de sentir, semicerras e fazes um pequeno gemido, de mulher provocadora. Hum, gosto… - Dizes. Fazes o que queres após tirares o que querias para fora. Abocanhas-lo. Delicadamente. Ou com aumentos de ritmo. Sentes o tesão que me dás. Penso que sabes bem o que fazes. Levantas-te e permites-me que te toque. Acaricio-te. Já estás completamente molhada. Estimulo-te até que os teus gemidos, já se ouvem pelo parque. Não aguentamos mais. Sobes o vestido num só movimento e encaixas-te de num só movimento e com facilidade o movimento torna-se ritmado. Estás completamente molhada. Gememos em tons menores. Tornamos aquele momento de rebeldia só nosso. Cavalgas de olhos fechados enquanto te acaricio os seios. Perfeitos. Chupo os teus bicos. Estremeces e gemes bem alto. Reparas nos teus gritos e sorris com ar provocatório. Aproximas-te do clímax, tento controlar-me. A custo. Não aguento muito mais. Vejo o teu ar de safada. Notas que me estás a dar um tesão brutal. Sentes as minhas mãos a apertar-te com força. Cravas-me as unhas nas costas. Viras-te, montas-me desta vez mais forte. Dás o ritmo, enquanto te faço atingir mais um orgasmo. Alternas entre cavalgadas fortes e momentos de calmaria. Não controlo o desejo. Começo a ficar louco. Chegamos a mais um orgasmo, agora em momento sincronizado. Quase desfaleço, sinto os nossos corpos ainda a tremer. Não me controlo. Aperto-te para libertar a adrenalina e tesão do momento. Beijamo-nos com toda a força que toda a envolvência proporciona. Ergues-te. Ajeitas o vestido, olhas-me a sorrir diabolicamente. Prego-te um olhar de safado e sorrimos. Piscas-me o olho e retribuo-te. Ajeito a roupa. Mais um sorriso e mais um olhar de cumplicidade. Mais um beijo e despedimo-nos. Desaparecemos tao depressa, como chegamos aquele local. Viemos certamente os dois com o mesmo pensamento. Amanhã, ali ou noutro qualquer local, a dose de tesão seria para repetir. Descobrimos que merecíamos mais lições daquelas. Porque adoramos aprender um com o outro. E no caminho entre semáforos e arranques, viemos a pensar que com tudo o que podia acontecer, tudo começou com aquele olhar…
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Hoje seria assim, com silêncio e gemidos...
A mente hoje chama-me para uma escrita mais intensa. Não sei porquê, mas o dia hoje foi tranquilo. Tranquilo demais… Sinto necessidade de sair desta tranquilidade. Sinto necessidade de um pensamento mais revolto. Mais intenso. Mais desejado. E as palavras começam por fluir-me… Vou-te descrever exatamente palavra por palavra o meu pensamento. Que no seu conjunto dão a estas ideias e visões, a ilusão de uma tela que seria certamente considerada uma autêntica obra de arte. Enfim… Ando perdido em pensamentos… Acabei de me permitir a perder como disse num deles. Assim sendo a escolha foi perdi-me em ti… Uma, duas, três vezes. Desta vez perco-me num pensamento deste género. Vê se te agrada: Chego a ti sem esperar mais tempo, indo no teu sentido. Olho-te com ardor e encosto-te bruscamente a uma qualquer parede que te ampara-se o corpo. Não dizemos qualquer palavra. Os nossos gestos, preenchem com sons o vazio que o silêncio vai ocupando. Olho-te com a intensidade de quem te deseja e te provoca. Com um beijo na tua face límpida e bem tratada, sorris. O teu jeitinho malandro e rebelde, de quem sabe exatamente o que vai acontecer e deseja que se realize. Mas um beijo intenso e isso faz-me perder o controlo e a ti arrepia-te. O calor que os nossos corpos transmitem, aquecem a casa que com o frio da noite, tem tendência a ficar gelada. Quando os nossos lábios se tocam os nossos os corpos rende-se à intensidade do momento. Deixas-te render à intensidade do meu beijo. Deixo-me dominar pelo teu lindo olhar. Fico rendido a esses olhos. Que imprimem um brilhem de desejo e tesão que começam a aumentar no teu corpo. Quase nos falta o ar. Dá-mos um espaço entre os nossos corpos. Para que possamos respirar. A intensidade já é alta. Afasto o teu cabelo e coloco-te a minha palma no lado do teu pescoço e trago-te novamente ati mim com um beijo intenso. As nossas peles arrepiam-se. Desço a alça de um top aleatório, que hoje decidiste vestir. É da cor dos teus olhos. Faz-te ainda mais linda do que és. E de imediato desço a outra e nesse momento afasto-me de ti. Observo o teu corpo nu à mercê do meu toque. De imediato, sem controlar emoções, deixo que as tuas mãos me desapertem a camisa e a façam cair no chão. Passas as mãos pelo meu tronco. Sentes-te excitada com aquilo que percorres. Num ápice e as minhas calças descem e logo depois os boxers. E pouco depois também sou eu me encontro nu à tua frente e sem conseguir esconder o desejo que sinto por ti.
Preparo-me para te agarrar, mas empurras-me para um sofá, que aqui jaz solitário. Sem reservas, colocas-te no meu colo. Vamos aquecendo novamente os corpos. Percorro o teu corpo, e vão-me passando pela cabeça cenas que vou realizando no próprio momento. Gememos com intensidade. Apertas-me com tesão aquilo que não consegue esconder o desejo que me vai alimentando de ti. Ao meu teu percorro o teu corpo com a boca húmida, tocando-te ao mesmo ritmo que me fazes a mim. Deito-te e palmilho zonas que te fazem levar à loucura. Demoro-me por lá. Sentes-te perto do orgasmo. Interrompo. Deixo-me dominar por ti nesse momento. Não deixas que fique sem resposta. Fazes-me de tudo. Deixo-me levar no tesão que me dás. Não dizemos qualquer palavra. Os gemidos e sons indecifráveis, falam por nós. Os nossos olhares não mentem. Nenhum de nós quer parar. Os nossos corpos movem-se, em momentos sincronizados. Balançam-se ao mesmo ritmo. Ritmo esse que já nenhum de nós controla. Deixámo-nos ir. Em várias posições. Ali. Ensaiamos diversas vezes, um diálogo, que é feito pelos nossos corpos. Até que com um suspiro profundo atingem o auge e precipitas o meu. Abandonámos o chão e reclinamo-nos um sobre o outro. Olho-te e sorriu. Tu abres em leque um para mim. Olhamo-nos durante minutos. Com os nossos olhares a dizer tudo que não conseguimos ainda naquele momento de recuperação. Estes momentos fazem-se de silêncios ensurdecedores…
E hoje seria exatamente assim. Com silêncios e gemidos.
Preparo-me para te agarrar, mas empurras-me para um sofá, que aqui jaz solitário. Sem reservas, colocas-te no meu colo. Vamos aquecendo novamente os corpos. Percorro o teu corpo, e vão-me passando pela cabeça cenas que vou realizando no próprio momento. Gememos com intensidade. Apertas-me com tesão aquilo que não consegue esconder o desejo que me vai alimentando de ti. Ao meu teu percorro o teu corpo com a boca húmida, tocando-te ao mesmo ritmo que me fazes a mim. Deito-te e palmilho zonas que te fazem levar à loucura. Demoro-me por lá. Sentes-te perto do orgasmo. Interrompo. Deixo-me dominar por ti nesse momento. Não deixas que fique sem resposta. Fazes-me de tudo. Deixo-me levar no tesão que me dás. Não dizemos qualquer palavra. Os gemidos e sons indecifráveis, falam por nós. Os nossos olhares não mentem. Nenhum de nós quer parar. Os nossos corpos movem-se, em momentos sincronizados. Balançam-se ao mesmo ritmo. Ritmo esse que já nenhum de nós controla. Deixámo-nos ir. Em várias posições. Ali. Ensaiamos diversas vezes, um diálogo, que é feito pelos nossos corpos. Até que com um suspiro profundo atingem o auge e precipitas o meu. Abandonámos o chão e reclinamo-nos um sobre o outro. Olho-te e sorriu. Tu abres em leque um para mim. Olhamo-nos durante minutos. Com os nossos olhares a dizer tudo que não conseguimos ainda naquele momento de recuperação. Estes momentos fazem-se de silêncios ensurdecedores…
E hoje seria exatamente assim. Com silêncios e gemidos.
domingo, 17 de abril de 2016
... És apenas tu que me interessas...
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que te vi. Não te vou dizer o que pensei (ou melhor, talvez já te tenha dito em curtas palavras o que pensei), senão nem eu próprio estaria aqui a escrever isto… Seria do género como ir a um local, olhar em redor, e à primeira vista não gostar e pensar que nunca mais lá voltaria. O problema, é que o destino decidiu cruzar-me contigo e permitir que “essa primeira vista”, se prolonga-se até agora em “inúmeras vistas”. Recordo-me, das primeiras sensações. Não me interessei logo de imediato, por diversas razões. Umas mais plausíveis que outras. Mas senti algo diferente. Não pensei muito no futuro. O “nosso” presente ainda era e é bastante curtinho. Deixei de criar expetativas. Pecámos sempre por isso. As expetativas neste contexto, são como que aquele momento, em que vais comprar algo pela internet sabes? Onde tudo parece tão impecável e bem feito e quando recebes a encomenda, nada é como aquilo que viste. Ou seja, se começas a pensar que alguém é tudo aquilo que procuras e nem sequer paras para a conhecer, ao ponto de perceber se esse tal alguém estará com a mesma disponibilidade que tu, acabas por bater na parede, sem te aperceberes que ela está ali, desde o momento que ganhas-te esse interesse. Sejamos sinceros, o que surge inicialmente é aquele impacto visual, aquele interesse de ver se “aquela capa de livro, tem conteúdo que nos agrade em ler”. Foi tal qual assim. Rendi-me a algo em ti. Recordo da nossa primeira conversa. Se ali pudesse saber, o que até agora se ia desenvolver, entre olhares e sorrisos, não sei o que teria dito. Apesar de em todos nós existir um(a) romântico(a) incurável, em mim talvez num patamar superior admito, todos nós também temos os mecanismos de defesa próprios.
Não gosto de me entregar logo, para que possa comprovar/ver se existe “a tal parede” onde posso bater. Mas se me entrego, faço-o de corpo e alma. Mas isto não será certamente uma equação com uma única variável. Existe uma variável, que mais do que variável, é certamente uma incógnita, pois depende do lado de lá (do teu neste caso). Daí ser difícil apostarmos tudo. Comigo não seria ou será diferente.
Costumo pensar, indo de encontro à frase anterior, que se soubéssemos o que iria acontecer, a história não teria graça em ser vivida. Entre alguns passos mal dados, em momentos que não sabemos bem o que dizer ou fazer, para lhe provocar um sorriso, ou uma aprovação, existe sempre o reverso, em que com um sorriso ou um olhar, ou uma simples pergunta a fazer lembrar-lhe “sim mandei-te esta mensagem pois estas no meu pensamento”, dizem tudo. Se ainda não percebes-te, algo que duvido, então será melhor começares a saber interpretar-me. Estou-me a sentir disponível para ti.
Lembro-me da primeira vez que te vi. Mas talvez dessa altura, me seja já impossível contar quantas vezes mais me perdi a olhar para ti. Muitas vezes te apercebes, outras nem tanto. Contudo, não deixarei de o fazer. Não ligo a interpretações de quem de fora, não entende ou vive o que sinto ou vivencio. Ainda assim, recordo e lembro-me de tudo o que fui sentindo. Todos nós temos aqueles momentos, em que por vezes nos apanhamos sozinhos a imaginar como será a primeira cena, intensa, carnal, dedicada e sedutora, de um guião que gostaríamos que fosse longo. Não sou diferente. Fico a relembrar esse lindos olhos e esse sorriso espontâneo, essa face de menina rebelde e esse jeito de ser agradável e descontraído e assim vou a cada dia que passa ganhando mais certezas, que és apenas tu que me interessas…
Não gosto de me entregar logo, para que possa comprovar/ver se existe “a tal parede” onde posso bater. Mas se me entrego, faço-o de corpo e alma. Mas isto não será certamente uma equação com uma única variável. Existe uma variável, que mais do que variável, é certamente uma incógnita, pois depende do lado de lá (do teu neste caso). Daí ser difícil apostarmos tudo. Comigo não seria ou será diferente.
Costumo pensar, indo de encontro à frase anterior, que se soubéssemos o que iria acontecer, a história não teria graça em ser vivida. Entre alguns passos mal dados, em momentos que não sabemos bem o que dizer ou fazer, para lhe provocar um sorriso, ou uma aprovação, existe sempre o reverso, em que com um sorriso ou um olhar, ou uma simples pergunta a fazer lembrar-lhe “sim mandei-te esta mensagem pois estas no meu pensamento”, dizem tudo. Se ainda não percebes-te, algo que duvido, então será melhor começares a saber interpretar-me. Estou-me a sentir disponível para ti.
Lembro-me da primeira vez que te vi. Mas talvez dessa altura, me seja já impossível contar quantas vezes mais me perdi a olhar para ti. Muitas vezes te apercebes, outras nem tanto. Contudo, não deixarei de o fazer. Não ligo a interpretações de quem de fora, não entende ou vive o que sinto ou vivencio. Ainda assim, recordo e lembro-me de tudo o que fui sentindo. Todos nós temos aqueles momentos, em que por vezes nos apanhamos sozinhos a imaginar como será a primeira cena, intensa, carnal, dedicada e sedutora, de um guião que gostaríamos que fosse longo. Não sou diferente. Fico a relembrar esse lindos olhos e esse sorriso espontâneo, essa face de menina rebelde e esse jeito de ser agradável e descontraído e assim vou a cada dia que passa ganhando mais certezas, que és apenas tu que me interessas…
domingo, 10 de abril de 2016
Fico à tua espera...
Todas as histórias têm um início. A lei da vida, assim o define. Precisamos que o destino, conspire contra nós, ou então que nos inspire. Melhor ainda, diria que precisa de nos tirar, ou retirar, os receios, de dar aquele passo, "o tal", que muitos de nós sempre questiona, se será na direcção certa. Então se todas as histórias tem um início é porque, de certeza, de alguma forma, os receios desse primeiro passo, foram ultrapassados. Ora, a histórias de cruzamentos de pessoas, são muitas vezes iniciadas, com esses passos, que surgem após várias vezes nos questionarmos sobre todas as incertezas. O destino na minha história decidiu levar-me para algures e no início de num momento aleatório da vida, permitiu-me conhecer-te. Encontrei-te e ainda bem que assim foi. Recordo-me desse primeiro impacto ao olhar-te. Olhei-te meio de lado, como que se te tratasses de um “fruto proibido”, do qual tinha receio em me “matar”. Mas eu gosto do ” proibido ” e olhei. Ainda hoje, vou revendo as primeiras impressões ao ver-te e por todas essas vezes, tendo a sorrir. Não sei bem quando, nem como, mas o nosso primeiro sorriso mútuo provocado pelo destino, fez o teu olhar brilhar e o meu ficar encantado. Foste das melhores “paisagens” que alguma vez tinha visto. Aquele teu sorriso, aquele brilhozinho nos olhos, aquela paz transmitida pelo teu olhar, o teu jeito rebelde, a tua forma de rir, fez-me ficar rendido. Dizem, que só vivemos intensamente se sentirmos intensamente. Dizem que quanto mais pensamos sobre algo, mais gostamos disso. O teu olhar, faz-me ter pensamentos diários. O teu sorriso de menina, faz-me reviver e relembrar, de todos os momentos que me lembro de o ter visto. Porque o meu pensamento está mais abrangente, do que alguma vez imaginei e esse teu jeitinho me despertou algo que outrora, estaria bloqueado e numa constante incerteza, assalta-me neste momento um pensamento, que culmina numa pergunta: “Hoje apenas quero ter-te, quero beijar-te, tocar-te, como se fossemos nós e mais quatro paredes. Como se fossemos um só. Vens?”. Fico à tua espera...
sábado, 2 de abril de 2016
O que dizem os teus olhos?
Dizem os mais antigos que os olhos são o espelho da nossa alma e de facto são mesmo. Todos nós o sentimos e o comprovamos. Por isso, não posso deixar de concordar com essa afirmação. Nunca sabemos controlar emoções através deles. Duplamente. São eles que as proporcionam e são eles que as revelam ao mundo. De facto através do olhar podemos saber muita coisa. Ou perceber muita coisa. Todos nós adoramos olhares. Expressivos. Reveladores. Exóticos. Misteriosos. Cativantes. Profundos. Sensuais. Provocadores. São eles (os olhares) que nos proporcionam compreender, ou entender, as pessoas que nos rodeiam, sobre quem mais gostamos ou sobre quem apenas vemos como simples conhecidos. Através do olhar revela-se a alma e sente-se o coração, desenha-se o sol e pinta-se o amor com todas as tonalidades, ou apenas de uma única cor. Sentimos o que o outro nos quer revelar. Positiva ou negativamente. São eles que nos mostram interesses. São eles que procuram, o que o pensamento te provoca, como sendo uma necessidade. São eles que te satisfazem e te fazem observar aquilo que tu entendes por belo. Aquilo que tu encaras como desejo. Como interesse, ou como algo a explorar. Olhares. Tão discretos. E ao mesmo tempo, tão reveladores. Tão superficiais. E ao mesmo tempo tão profundos. Tão desinteressantes. E ao mesmo tempo tão cativantes. Tão vulgares. E ao mesmo tempo tão diferentes. Tão tentadores. Tão encantadores. Tão imaginativos. Tão sedutores. Os olhares, são o espelho da nossa alma. Tão depressa revelam o que sentimos e nos colocam em situações embaraçosas, como tão devagar nos envolvem em momentos de sedução longamente demorados. A envolvência do momento e de quem está do lado de lá, deixa-nos sem palavras, tanto que por vezes perante a nossa timidez, não sabemos o que dizer mesmo o que dizer. Quando isso acontecer, não nos preocupemos, pois temos aquilo que venho falando, a falar por nós. Por ti e por mim. E nessa altura, não te negues a demonstrar o que sentes. Deixa que os teus olhos brilhem e te façam dizer tudo que desejas mesmo sem palavras. Deixa que eles te provoquem um sorriso rasgado. E que digam “olá”, com um piscar de olhos. Deixa que os olhares se cruzem e se cumprimentem. E perguntem “como estás?”. Ou revelem: “Sim queria que os nossos olhares se cruzassem e se sorrissem”. Nessa altura contempla, a suavidade e doçura do olhar dela, quando se cruza com o teu e mais uma vez sem palavras te diz: “Sim o meu pensamento manifestou a mesma necessidade” Neste dia, se estes olhares se cruzassem, certamente um de nós perguntava: “Hoje, o que dizem os teus olhos? Os meus sorriem-te”…
sábado, 26 de março de 2016
Ela...
Ela é assim, quase sempre. Assim tal qual, como vou aqui falar. É assim, de sorriso fácil. Tão fácil, que congela tudo à volta. Quando sorri, faz brilhar aqueles lindos olhos. Cativantes. Hipnotizantes. E tudo para. Para, para contemplar, aquele momento. Sorriso e olhar em uníssono. A debitar uma clara melodia apaziguante e deliciosa. Ela é vaidosa. Mas nem sempre. Gosta de te tratar. De se arranjar, mas nem sempre. Apenas quando ela quer. Talvez, nem necessite disso. Exacto isso mesmo. Não necessita de meia dúzia de pós para a cara, só para ser mais bonita. Ela já o é, e sabe. Sabe que ser natural, a torna assim. Única e cativante. Ela é quase sempre independente. Não gosta de se sentir desconfortável num local. Com alguma situação. Não gosta de se sentir atrapalhada. Gosta que tudo esteja no seu controlo. É assim de personalidade forte. Tem o receio natural, de qualquer mulher desprotegida. Valoriza tudo que a vida lhe traz. Tinha tudo para ser alguém triste, sem sorrisos para transmitir e com um olhar melancólico. Mas decidiu ser todo e o seu contrário. Transborda alegria e olhares cativantes. Vive a vida a sorrir. Com sorrisos que a tornam doce e meiga. Tem aquele ar de menina linda e desprotegida pelo mundo. Contudo, é alguém que a muito perdeu o medo e apaixonou-se pelo dia-a-dia. Apaixonou-se por si, pelo momento que vive. Vive a vida por etapas, por momentos, por reflexos, dos seus actos e emoções. Precisa de pouco para ser feliz. Um fim de tarde com as amigas. Um pôr-do-sol perdido no meio do oceano. Uma tarde a olhar para o horizonte. Uma noite de copos. Uma música que a liberte. Precisa de algo que não é necessariamente visto num plural, mas que com os diversos singulares, se torne num produto completo. Detesta a monotonia. Faz de tudo para ir ali e acolá, só porque sim. Tem a mania de demonstrar força quando o mundo ameaça desabar. Ou então não é apenas mania, mas força de vontade. Já passou, por momentos complicados. Soube deixá-los para traz, ultrapassá-los e vivê-los como se tratassem de ensinamentos para o futuro. A partir deles sabe agora como e onde arranjar força. Conhece-se como ninguém. Sabe-se quando feliz, quando triste, quando envergonhada, quando descontente, quando revoltada, quando chateada. Sabe pedir desculpa, quando o deve e de a exigir quando se sente no direito. O mundo faz-lhe brilhar aquele olhar lindo. O sol faz o seu sorriso aparecer. Molda-lhe a cor da pele e torna-a assim. Linda. O seu coração meigo, faz o tempo congelar. E congela os homens a sua volta. Aquele ar de menina mulher, torna-a quase inacessível. Menina para ser protegida, mas ao mesmo tempo mulher sem necessidade de protecção. Gosta de viajar. Conhece mais pessoas que tu. Valoriza os amigos e faz tudo por eles. Dá-se por eles. Não vive sem eles. Para ela, dizer-lhe apenas que é linda, não basta. Ouve isso todos os dias. Ela própria o sabe. Tornou-se um mero clichê. Ela quer mais. Quer que a decifrem, que a desejem, que a provoquem. Que a façam sorrir. Que a façam brilhar. Não por mero sentido de ser a estrela principal de um argumento qualquer. Não, nada disso. Ela gosta que a façam brilhar, para que saiba que está protegida. Que a pessoa do lado de lá, a valoriza ao ponto de a querer bem, feliz e de sorriso no rosto. Ela é assim e não muda. Talvez se possa moldar. Mas mudar nunca. Já errou o suficiente, para neste momento saber o que quer. Sabe exactamente, que a vida é feita de ciclos, de oportunidades e de momentos. Vive intensamente, o momento de agora. Agarra a oportunidade sempre que pode. E vive assim. E nesse viver assim, a vida vai-te cruzar com ela. E quando, frente a frente, pela primeira vez se olharem, ela vai-te fixar e tu vais-te derreter! Foi assim a primeira vez que a vi. Desde esse dia, o seu sorriso ficou gravado no meu olhar, e desde então que ela tem sido o motivo do meu.
quinta-feira, 3 de março de 2016
Procura alguém assim... Por sorrisos
Faz rir. Sorrir. Em alto e bom som. Ou então baixinho e em silêncio. Olha e provoca um sorriso. Sente a forma com que esse sorriso aparecer na face de um outro. Provoca-o e observa-o. Arrepia-te, quando o deslumbras. Sorri pelo deslumbrar de algo autêntico. Perde-te, na beleza daquilo que provocas. Perde-te naquele sorriso. Por isso digo: haverá algo mais puro do que alguém que nos faça sorrir, só pelo olhar? Sem que se diga uma piada? Ou algo engraçado? Ou se faça algo ao estilo "palhaço"? Haverá algo mais autêntico do que dois olhares que se cruzam e que em silêncio digam "sorri, que eu vou fazer o mesmo. Provocaste-me isso. Desejas-te isso.".
Haverá algo mais intenso emocionalmente que, dois sorrisos que se abrem em leque de forma sincronizada? Quando olhas alguém e imediatamente os olhares dizem: "Vou sorrir agora, sorris comigo?"
Haverá algo mais cúmplice, do que dois sorrisos que se entendem quando mais ninguém o percebe? Quando pensam exactamente o mesmo? Quando se falam em diálogos silenciosos e se dizem "Sim foste tu que me provocas-te isto. Sim encantas-me. Derretes-me e dominas-me, apenas com esse sorriso."
Haverá algo mais cativante, do que dois sorrisos que são iniciados e nos despem a "máscara" de sentimentos que queremos controlar? Do género "Sim com este sorriso, estou a dizer que me interessas, que me cativas e me provocas todas estas borboletas que me fazem ficar envergonhado"...
Ora, são esses sorrisos, que nos fazem perder. Que nos levam e nos fazem querer procurá-los constantemente. Que nos fazem ir e não querer mais voltar. Que nos fazem querer explorar. Esses sorrisos, despem-nos as "barreiras". Destroem os muros, que fomos criando. Que fomos construindo por experiências passadas. Esses sorrisos cúmplices, que nos olhares cruzados nos invadem as emoções e nos fazem prender, por segundos àquela pessoa. Esses sorrisos, são raros. E quando encontrados, devem ser preservados como o maior tesouro que alguma vez recebemos. Esses sorrisos, são o espelho exterior dos teus sentimentos. De que aquele alguém te cativa e te interessa. Que te fascina e te leva. Por isso, procura alguém que te faça sorrir, tal qual. Sem filtros ou receios. Sem vergonhas ou medos. Procura alguém, que te faz sorrir com um olhar, que te faz ver a beleza do cenário provocado. Cenário esse, de alegrias por colorir, com as cores da beleza do outro. Hoje chegado a casa, questiono-me se os sorrisos que os nossos olhares nos provocam, terão sido mantidos em "monólogos" ou em "diálogos"...
Haverá algo mais intenso emocionalmente que, dois sorrisos que se abrem em leque de forma sincronizada? Quando olhas alguém e imediatamente os olhares dizem: "Vou sorrir agora, sorris comigo?"
Haverá algo mais cúmplice, do que dois sorrisos que se entendem quando mais ninguém o percebe? Quando pensam exactamente o mesmo? Quando se falam em diálogos silenciosos e se dizem "Sim foste tu que me provocas-te isto. Sim encantas-me. Derretes-me e dominas-me, apenas com esse sorriso."
Haverá algo mais cativante, do que dois sorrisos que são iniciados e nos despem a "máscara" de sentimentos que queremos controlar? Do género "Sim com este sorriso, estou a dizer que me interessas, que me cativas e me provocas todas estas borboletas que me fazem ficar envergonhado"...
Ora, são esses sorrisos, que nos fazem perder. Que nos levam e nos fazem querer procurá-los constantemente. Que nos fazem ir e não querer mais voltar. Que nos fazem querer explorar. Esses sorrisos, despem-nos as "barreiras". Destroem os muros, que fomos criando. Que fomos construindo por experiências passadas. Esses sorrisos cúmplices, que nos olhares cruzados nos invadem as emoções e nos fazem prender, por segundos àquela pessoa. Esses sorrisos, são raros. E quando encontrados, devem ser preservados como o maior tesouro que alguma vez recebemos. Esses sorrisos, são o espelho exterior dos teus sentimentos. De que aquele alguém te cativa e te interessa. Que te fascina e te leva. Por isso, procura alguém que te faça sorrir, tal qual. Sem filtros ou receios. Sem vergonhas ou medos. Procura alguém, que te faz sorrir com um olhar, que te faz ver a beleza do cenário provocado. Cenário esse, de alegrias por colorir, com as cores da beleza do outro. Hoje chegado a casa, questiono-me se os sorrisos que os nossos olhares nos provocam, terão sido mantidos em "monólogos" ou em "diálogos"...
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Em segredo...
Lá fora a noite está fria. Acabo de chegar de mais um dia de trabalho. O quente da casa contrasta com a temperatura que se faz no exterior. Acomodo-me por aqui. Mais um blá blá constante de notícias. Falam sobre os jogos, sobre o meu Porto e sobre tudo e o nada. Um blá, blá, blá, sem fim. Coloco as vozes, sem som. Olho. A casa está num silêncio apaziguante. Decidi aceitar o convite do momento e decido eu próprio ficar num silencioso segredo. Aqui. E no segredo em que me coloco, surgem um conjunto de segredos. Meus, teus e nossos. Estes segredos que nos fazem sorrir por dentro, que nos fazem querer mais, sentir mais, viver mais. Desejar mais. Todos nós temos segredos, mais ou menos escondidos ou revelados. Em segredo revelo que te quero. Aqui. Ali. Acóla. Onde der. Com roupa. Sem roupa. Com roupa, vejo-te despida. Sem ela, vejo-te elegante.
Quando sinto o teu cheiro, fico inebriado. Bêbado de ti. Quando te digo bom dia, beijo-te em segredo. Faço-te minha. E torno-me teu. E assim, em segredo, vamo-nos pertencendo. Vamo-nos sendo. Mas em segredo… Meu e teu!
Queremo-nos assim desta forma, com a boca seca, com a fome do desejo de mais e mais, os nossos corpos pedem-se. Pintámo-nos e com as nossas telas de depravações excitantes, de loucuras lúcidas e de desejos irracionais, vamo-nos sendo. De cada um. Os gritos no escuro, os sopros de desejo e a dança dos nossos corpos, que outrora, estavam inertes, fazem-nos segredar, aquilo que vamos sendo. Amantes em segredo. E neste segredo sentimos falta de tudo o que cada um de nós nos dá e provoca. Mesmo que seja pela longo momento que um segundo tem, sentimos falta. Sentimos falta dos nossos olhares cruzados, das nossas mãos entrelaçadas e dos nossos lábios unidos. Os desejos exprimidos por esses olhares emotivos. As vontades por essas mãos firmes e as excitações por esses lábios viciantes. Segredos e segundos tão nossos.
Quantas vontades nos exprimimos em segredo? Inúmeras. Não precisamos de ter o dom da palavra, para nos dizermos: Quero-te! Os olhares, os toques, os diálogos, os corpos, falam por si. Segredámo-nos em silêncio, que nos queremos, todos os dias.
Sendo eu o teu segredo, és-me tu o meu!
Apaixonante, vibrante, excitante, dialogante, sorridente, porco, sujo, e no fundo tão nosso! Em segredo…
Quando sinto o teu cheiro, fico inebriado. Bêbado de ti. Quando te digo bom dia, beijo-te em segredo. Faço-te minha. E torno-me teu. E assim, em segredo, vamo-nos pertencendo. Vamo-nos sendo. Mas em segredo… Meu e teu!
Queremo-nos assim desta forma, com a boca seca, com a fome do desejo de mais e mais, os nossos corpos pedem-se. Pintámo-nos e com as nossas telas de depravações excitantes, de loucuras lúcidas e de desejos irracionais, vamo-nos sendo. De cada um. Os gritos no escuro, os sopros de desejo e a dança dos nossos corpos, que outrora, estavam inertes, fazem-nos segredar, aquilo que vamos sendo. Amantes em segredo. E neste segredo sentimos falta de tudo o que cada um de nós nos dá e provoca. Mesmo que seja pela longo momento que um segundo tem, sentimos falta. Sentimos falta dos nossos olhares cruzados, das nossas mãos entrelaçadas e dos nossos lábios unidos. Os desejos exprimidos por esses olhares emotivos. As vontades por essas mãos firmes e as excitações por esses lábios viciantes. Segredos e segundos tão nossos.
Quantas vontades nos exprimimos em segredo? Inúmeras. Não precisamos de ter o dom da palavra, para nos dizermos: Quero-te! Os olhares, os toques, os diálogos, os corpos, falam por si. Segredámo-nos em silêncio, que nos queremos, todos os dias.
Sendo eu o teu segredo, és-me tu o meu!
Apaixonante, vibrante, excitante, dialogante, sorridente, porco, sujo, e no fundo tão nosso! Em segredo…
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Ele e Ela
Ontem havia ela. E havia ele. Ela vivia a vida num reboliço, com a máxima intensidade que a caracteriza (sim ela adora a adrenalina da vida); ele passava pela vida sem pestanejar, sem olhar para trás. Ela era festa; ele diversão. Ela mulher que ninguém conseguia conquistar; ele homem de cara alegre, com aquele sorriso, que ninguém tentava conquistar. Ela mulher tímida; ele homem extrovertido. Ela era isso mesmo: uma mulher. Uma mulher que o tempo fez miúda. Meiga. Querida. Irreverente. Livre. Independente. Que a si se bastava. Que tudo em si controlava. Que não dava justificações. Que não sabia (ou não queria) abdicar de si própria em prol de algo. Uma mulher que construiu um muro, em forma de stand-by para ela própria, que mantinha tão alto e exigente, que poucos arriscavam, ou sequer conseguiam transpor. Um muro para que pudesse recompor de “vidas passadas”. Intocável, diria ele. Uma mulher em que os desafios e momentos da vida, a souberam tornar madura. Uma mulher repleta de intensidade e gestos meigos, de mimalhice e carinho. De certezas e de incertezas poucos certas. De uma simples e bela beleza. De elegância. E de um sorriso. Simples e genuíno.
Ele. Ele era ele. Nada mais. Sempre alegre e bem disposto. Sempre pronto para um bom diálogo e para saber ouvir. Intenso na intimidade de uma relação. Sempre cheio de sorrisos alegres, prontos a fazer sorrir os outros. Com convicções e certezas. Teimoso e obstinado, quando contrariado. Irritantemente correto e íntegro. Honesto e direto. Face séria, quando estava perante o “mundo” que o fez sofrer, um miúdo, quando estava com ela… E hoje há ela. E ele. E os seus caminhos cruzaram-se. Algures. Num momento que nada predispunha a isso. As suas mentes encontraram-se. E as suas vidas decidiram “intrometer-se” uma na outra. E baralhar-se. A vida começou por trocar-lhes os planos. Fez com que “tropeçassem” um no outro. Ela – que, já se disse, a si se achava bastar, que não procurava ninguém – cruzou-se na vida dele! Ele – que se achava um homem tão despreocupado com o sexo oposto – nunca se enamoraria tão cedo por uma mulher! Mas as suas vidas cruzaram-se, duas vidas que, apesar das suas diferenças, eram iguais. Duas pessoas únicas que de tão únicas, se pareciam imenso. Dois muros que, solidamente teimosos, abriram “brechas”, quando ambos disseram "olá”. Ele não queria admitir, que abrira essa “brecha”, não já, não neste momento. Sim, foi um simples "olá” que lhes emaranhou a vida. A ele questionou as suas certezas. A ela perguntou se ainda se mantinha intocável. Que os fez perceber que a vida não era só o que possuíam, que não são só amigos e cumplicidades banais. Foi um "olá” que lhes mostrou quem era o outro. Ela: era uma mulher responsável. Independente, porque assim foi obrigada a estar no mundo. Livre e irreverente, porque se sentia insegura. Com medos e dúvidas, típicas de uma mulher assim, linda mas que não o percepciona! Que se permitia, agora, ser uma miúda, pois tinha crescido rápido demais. Era uma mulher decidida. Determinada. Cheia de força, pois sabia que lhe faltava a mão que a agarrasse quando caísse. Uma solitária no meio de um mundo de gente. Era uma mulher que chorava quando o mundo lhe fugia. Mulher pronta a viver com coisas simples, porque eram estas que a faziam feliz. Dava valor àquilo
que muita vezes ninguém percebe o real significado: família. Um dia alguém lhe disse "Tu és uma força da natureza. Um dia perceberás isso.”
E ele? Ele era ele. Vulnerável, mas com uma “capa”, que vista de fora, faria acreditar que aguentava tudo. Tímido com quem não conhecia, mas que abria um sorriso quando a via. Brincalhão, companheiro, amigo. Atento, liga muito a pormenores, e preocupado. Sozinho. Sozinho é provavelmente a palavra que melhor se enquadrava na sua vida, neste momento. Um dia ela, em pensamento, perguntou-lhe: "És feliz?”. Ele, em pensamento, apenas soube dizer "Antes de te conhecer, achava que sim.” Foi aí que ele estranhamente começou por perceber que a presença dela, não lhe era indiferente. Que lhe queria, muitas vezes, dizer algo que racionalmente o cérebro lhe impedia. Que a vontade de estar com ela, era muito mais forte que a distância que os separava. Que estar, longas e longas horas, na sua companhia, lhe trazia equilíbrio, paz e alegria. Que lhe proporcionava olhar para algo belo. Para uma mulher interessante, que lhe despertava algo.
E no fundo, houve ela. E ele. E hoje há ela. Questionando-se se existe ele
Ele. Ele era ele. Nada mais. Sempre alegre e bem disposto. Sempre pronto para um bom diálogo e para saber ouvir. Intenso na intimidade de uma relação. Sempre cheio de sorrisos alegres, prontos a fazer sorrir os outros. Com convicções e certezas. Teimoso e obstinado, quando contrariado. Irritantemente correto e íntegro. Honesto e direto. Face séria, quando estava perante o “mundo” que o fez sofrer, um miúdo, quando estava com ela… E hoje há ela. E ele. E os seus caminhos cruzaram-se. Algures. Num momento que nada predispunha a isso. As suas mentes encontraram-se. E as suas vidas decidiram “intrometer-se” uma na outra. E baralhar-se. A vida começou por trocar-lhes os planos. Fez com que “tropeçassem” um no outro. Ela – que, já se disse, a si se achava bastar, que não procurava ninguém – cruzou-se na vida dele! Ele – que se achava um homem tão despreocupado com o sexo oposto – nunca se enamoraria tão cedo por uma mulher! Mas as suas vidas cruzaram-se, duas vidas que, apesar das suas diferenças, eram iguais. Duas pessoas únicas que de tão únicas, se pareciam imenso. Dois muros que, solidamente teimosos, abriram “brechas”, quando ambos disseram "olá”. Ele não queria admitir, que abrira essa “brecha”, não já, não neste momento. Sim, foi um simples "olá” que lhes emaranhou a vida. A ele questionou as suas certezas. A ela perguntou se ainda se mantinha intocável. Que os fez perceber que a vida não era só o que possuíam, que não são só amigos e cumplicidades banais. Foi um "olá” que lhes mostrou quem era o outro. Ela: era uma mulher responsável. Independente, porque assim foi obrigada a estar no mundo. Livre e irreverente, porque se sentia insegura. Com medos e dúvidas, típicas de uma mulher assim, linda mas que não o percepciona! Que se permitia, agora, ser uma miúda, pois tinha crescido rápido demais. Era uma mulher decidida. Determinada. Cheia de força, pois sabia que lhe faltava a mão que a agarrasse quando caísse. Uma solitária no meio de um mundo de gente. Era uma mulher que chorava quando o mundo lhe fugia. Mulher pronta a viver com coisas simples, porque eram estas que a faziam feliz. Dava valor àquilo
que muita vezes ninguém percebe o real significado: família. Um dia alguém lhe disse "Tu és uma força da natureza. Um dia perceberás isso.”
E ele? Ele era ele. Vulnerável, mas com uma “capa”, que vista de fora, faria acreditar que aguentava tudo. Tímido com quem não conhecia, mas que abria um sorriso quando a via. Brincalhão, companheiro, amigo. Atento, liga muito a pormenores, e preocupado. Sozinho. Sozinho é provavelmente a palavra que melhor se enquadrava na sua vida, neste momento. Um dia ela, em pensamento, perguntou-lhe: "És feliz?”. Ele, em pensamento, apenas soube dizer "Antes de te conhecer, achava que sim.” Foi aí que ele estranhamente começou por perceber que a presença dela, não lhe era indiferente. Que lhe queria, muitas vezes, dizer algo que racionalmente o cérebro lhe impedia. Que a vontade de estar com ela, era muito mais forte que a distância que os separava. Que estar, longas e longas horas, na sua companhia, lhe trazia equilíbrio, paz e alegria. Que lhe proporcionava olhar para algo belo. Para uma mulher interessante, que lhe despertava algo.
E no fundo, houve ela. E ele. E hoje há ela. Questionando-se se existe ele
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Somos assim...
Somos assim. Somos humanos. Partilhamos e demonstramos sentimentos, emoções e os nossos actos são normalmente moldados por estas duas variáveis. Variáveis estas que nunca sabemos bem quantificar. Não dá para definir um número. Nem mesmo conseguimos por vezes, definir escalas. Como as escalas de dor. Como a escala de Ritcher. Somos meramente imperfeitos. Muitos de nós procuram a perfeição, sem por vezes perceber que para lá chegar, fazemos escolhas. E quando se opta por uma dessas escolhas, nunca vamos saber se aquela que desprezamos, nos iria levar a uma melhor perfeição.
Ora então porque é que quotidianamente, colocamos fasquias elevadas nessas escolhas? Ou nessas opções? Será que a perfeição requer essas fasquias racionais? Ou será que são os sentimentos e emoções que nos devem levar a essa dita perfeição? Será que por isso não perdemos demasiadas oportunidades? Será essa uma forma de não querermos tomar opções ou escolhas por medo? Porque não as achamos devidamente interessantes para as avaliar? A sociedade molda-nos para sermos assim e assado. Quantos de nós passamos horas a ouvir palestras ou textos sobre isto ou sobre aquilo? Por que é que nos sentimos impelidos a ouvir ou ler algo? Será que precisamos que alguém nos ensine a sentir ou viver? Ou será porque precisamos sempre de culpar alguma coisa, se algo correr mal? Culpar uma linha mal escrita, ou um ponto final numa frase demasiado curta. E porque não pensar de outra forma pergunto? Diria que a pensar bem que esta podia ser uma delas: Deixar acontecer, investir, acreditar. Permitir-te e permitir. Coisas boas acontecem. Sempre. Em qualquer lugar ou espaço. Com qualquer pessoa. Perdemos muitas oportunidades, chances, pessoas, momentos, vidas, emoções, muitas vezes por medo, insegurança ou por regras a que nos impomos, que criamos e inventamos. Somos humanos, temos de viver, expressar!
Não há regras naquilo a que chamamos de vida. Ou melhor, talvez haja uma regra: apenas viver. Não há modelos, padrões, a vida não tem dados estatísticos. Quando tem que acontecer, acontece, é forte, intenso, vivo, pulsante, e determina novos sentimentos e emoções. Por isso, não tenhas medo de gostar, de expressar. Quantas vezes nos questionamos sobre o medo de gostar de algo ou alguém? Fazem sentido essas perguntas? Ou teremos medo daquele momento em que devemos reconhecer que gostámos? Só porque isso nos vai moldar determinados hábitos ou estilos de vida. Ou porque achámos que não temos capacidade para lá chegar, ou que algo ou alguém é “demais” para nós? Ninguém pode viver a nossa vida, sentir o que sentimos, chorar as nossas lágrimas e curar as nossas dores, somos sozinhos e solitários em nós mesmos. Então porque que não passamos a partilhar essa “solidão” com a “solidão”, com algo ou alguém?
Quando sabemos que existe sentimento, desejo, vontade, por que não deixar acontecer? O que nos impede?
“Tenho medo de sofrer, apego-me rápido demais”, dizemos. Claro, todos nós temos medo de sofrer, por isso quando se trata de partilha, ou expressão desse apego a uma outra pessoa, definido em paixão ou carinho, entramos sempre com o travão de mão accionado e normalmente vamos sempre derrapando aqui e ali. Por isso digo: sofremos muito mais por medo do que por razões reais e factos concretos. Digo eu…
Ora então porque é que quotidianamente, colocamos fasquias elevadas nessas escolhas? Ou nessas opções? Será que a perfeição requer essas fasquias racionais? Ou será que são os sentimentos e emoções que nos devem levar a essa dita perfeição? Será que por isso não perdemos demasiadas oportunidades? Será essa uma forma de não querermos tomar opções ou escolhas por medo? Porque não as achamos devidamente interessantes para as avaliar? A sociedade molda-nos para sermos assim e assado. Quantos de nós passamos horas a ouvir palestras ou textos sobre isto ou sobre aquilo? Por que é que nos sentimos impelidos a ouvir ou ler algo? Será que precisamos que alguém nos ensine a sentir ou viver? Ou será porque precisamos sempre de culpar alguma coisa, se algo correr mal? Culpar uma linha mal escrita, ou um ponto final numa frase demasiado curta. E porque não pensar de outra forma pergunto? Diria que a pensar bem que esta podia ser uma delas: Deixar acontecer, investir, acreditar. Permitir-te e permitir. Coisas boas acontecem. Sempre. Em qualquer lugar ou espaço. Com qualquer pessoa. Perdemos muitas oportunidades, chances, pessoas, momentos, vidas, emoções, muitas vezes por medo, insegurança ou por regras a que nos impomos, que criamos e inventamos. Somos humanos, temos de viver, expressar!
Não há regras naquilo a que chamamos de vida. Ou melhor, talvez haja uma regra: apenas viver. Não há modelos, padrões, a vida não tem dados estatísticos. Quando tem que acontecer, acontece, é forte, intenso, vivo, pulsante, e determina novos sentimentos e emoções. Por isso, não tenhas medo de gostar, de expressar. Quantas vezes nos questionamos sobre o medo de gostar de algo ou alguém? Fazem sentido essas perguntas? Ou teremos medo daquele momento em que devemos reconhecer que gostámos? Só porque isso nos vai moldar determinados hábitos ou estilos de vida. Ou porque achámos que não temos capacidade para lá chegar, ou que algo ou alguém é “demais” para nós? Ninguém pode viver a nossa vida, sentir o que sentimos, chorar as nossas lágrimas e curar as nossas dores, somos sozinhos e solitários em nós mesmos. Então porque que não passamos a partilhar essa “solidão” com a “solidão”, com algo ou alguém?
Quando sabemos que existe sentimento, desejo, vontade, por que não deixar acontecer? O que nos impede?
“Tenho medo de sofrer, apego-me rápido demais”, dizemos. Claro, todos nós temos medo de sofrer, por isso quando se trata de partilha, ou expressão desse apego a uma outra pessoa, definido em paixão ou carinho, entramos sempre com o travão de mão accionado e normalmente vamos sempre derrapando aqui e ali. Por isso digo: sofremos muito mais por medo do que por razões reais e factos concretos. Digo eu…
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Será que te perguntas?
Será que te perguntas? Ou se nos teus tempos mortos dos dias, de azáfama geral, pensas? Interrogaste sobre isto? Sobre as coincidências da vida? E sobre os meros cruzares de olhar, que ela nos proporciona e tende a repetir? Só porque o primeiro, criou aquela empatia mútua? Que nos fazem sorrir por dentro, pois não queremos revelar o que sentimos para não darmos “bobeira”? Será que olhas para o horizonte e deslumbras uma possível tela, onde as personagens principais seriamos nós? Pintadas sobre um pôr-do-sol daqueles… Enfim! Queria-te responder a estas perguntas, tal qual aquela pessoa que vai fazendo as perguntas para um outro, mas que no fundo queria era obter do “lado de lá” as respostas que nos próprios daríamos. Contudo, nem sempre sabemos o que dizer, ou fazer, na altura certa e eu não sou uma excepção. É que de repente tu chegaste. A minha vida que estava sem graça, começou a dar-me vontade de sorrir. Sentia-me no mero deixar andar, sem acreditar que nada resultaria tão cedo. E de repente comecei a sentir-me um mero tonto, ao olhar-te e não saber o que dizer. Bastava-lhe olhar e qualquer “olha…”, não saía no momento certo. Aquele frio na barriga ao ver alguém, começou por ficar quando tu vinhas. Decidiu visitar-me e quis aqui permanecer. Confesso, quando te olho ainda me vem aquele nervoso miudinho, de te querer dizer tudo e por algum motivo, acabar por não te dizer nada. E de repente algo começou a fazer sentido. Algo que mantenho em segredo. Os segredos, dizem, silenciam receios! Se assim for, talvez tenha receios. Diria que sim. Todos nós os temos. Receios de por em causa muito do que já até aqui se construiu, mas a vida fica sem a tal graça, se as barreiras que criámos não tentam ser vencidas. Será porque a minha vida, que estava sem graça, passou a ter sorrisos, que agora tenho pressa? Será por isso que agora tenho pressa de ti? Pressa de te ter. Continuo o mesmo “banana” ao querer chamar a tua atenção. Mas olha… que se dane. Passei a ter medo que o tempo passe e que não te possa dizer tudo o que me vais proporcionando. Passei a ter pressa para que percebas que estou a fim. A fim de ir onde queiras. A fim que as horas voem, que o amanhã se torne hoje, para te ter agora. Tenho pressa de te ter. Todos nós temos segredos e eu no segredo dos meus, vou-te querendo. Vou-te desejando, em parcelas. Físicas e emocionais. Não sei se sentes o mesmo, por vezes sinto dificuldade em interpretar, ou melhor, sempre tive dificuldades em interpretar os sinais. Deste género. Nunca sei, se alguém está a fim ou não! Queria saber decifrar os sorrisos, as expressões da tua personalidade. Queria saber “ouvir” o que tens para me dizer quando nada me dizes, quando me olhas apenas. Olhares estes que num instante me fazem sentir que passam horas, que me fazem sentir pequeno. Conto sorrisos, ouço coisas, mas não os entendo. Este jogo de palavras mudas, ditas entre olhares, fazem-me sentir que tudo que me apetece dizer, se deve manter em segredo. Mas tenho pressa de revelar estes segredos que me fazem o corpo sorrir por dentro, que nos fazem desejar mais, sentir mais, viver mais. Quero olhar-te nos olhos e dizer-te que estes segredos, não passam de medos, de receios, de que não estejas a sentir o mesmo. Por isso, pergunto-te: Será que és curiosa? Será que me darás “sinal”, para te expor os meus segredos? Até lá, vou esperando. Talvez um dia me digas que “sim”.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Quero-te dizer...
Quando te conheci sabia que ias fazer nascer um furacão na minha vida, tal qual uma revolução marcante na história da civilização. Irias arrasar com as minhas fronteiras e limites e iria ter altos e baixos em todas a batalhas que até agora tenho vivido, neste nosso conhecimento mútuo. Sabia que isso iria acontecer, quer chegássemos um dia a ser um casal ou não. Sabia que com muita certeza, irias e irás ser a razão dos meus sorrisos e das minhas tristezas. Que irias e irás ser a razão dos meus maiores desejos e dos meus maiores disparates. Que irias e irás ser a razão de me querer superar em todos os aspectos. E assim foi e tem sido. Naquele dia sabia que algo iria mudar. Não me sentia preparado para tal, mas sabia que ao me ter sido dada a oportunidade de me cruzar contigo, naquele preciso dia, algo iria mudar. Batalhava-me para que não chegasse a conhecer ninguém. Ou melhor, ninguém tão interessante como tens sido. Não queria que me surpreendesses. E quiseste de forma totalmente inconsciente, ter uma batalha comigo nesse sentido. E ganhas-te. Destruíste-me as barreiras com esse sorriso. Apunhalas-te as minhas maiores reticencias, com os teus olhos doces. Quebras-te as minhas maiores dúvidas, quando me disseste um olá. Sabia que, naquele dia ou dava um passo atrás, ou certamente teria de fazer um caminho longo para chegar até ti. Com demasiadas curvas fechadas, com limites de velocidade estabelecidos quase inteiramente por ti. Por isso faço-te uma pergunta: não sentes o mesmo que eu, quando nos vemos? Ou quando nos tocamos? Ou quando te afago o rosto? Ou quando te abraço? Diz-me sentes o mesmo que eu quando, cada um dos nossos olhares se cruzam e se sorriem em silencio? Para que mais ninguém perceba a alegria do toque dos nossos olhos? Diz-me não sentes o teu coração a acelerar, quando existe um momento em que, de alguma forma, tenhamos a oportunidade de nos sentirmos mais perto um do outro?
Não é frequente em mim, mas ultimamente tenho deixado o meu pensamento fluir mais vezes para ti! Não consigo deixar de pensar em ti, no teu sorriso, na forma divertida como te expressas, nos teus amuos, ou na forma simples como te ris e semi-cerras os olhos. Na forma, como de repente me questionas e me desafias a querer conhecer-te mais e mais.
È curioso, há uns meses atrás éramos dois estranhos que a vida decidiu cruzar. Comunicávamos de forma tímida e cruzávamos olhares tímidos. Chegávamos e despedíamo-nos com uns simples “olá” e “adeus”. Mas tudo tem mudado aos meus olhos, e aos teus? Tenho receio de te dizer e de perder o que já até aqui se construiu, mas tem nascido em mim uma vontade enorme de não me calar! Se te dizer que me encantas e me enlouqueces. Que a minha vontade é de te beijar e te dizer que me atrais. Que me tornas uma marioneta quando te vejo.
Por isso pergunto-te: queres-me questionar por isto? Quero-te ser sincero e dizer que tens sido a razão de todos os meus sorrisos ultimamente. Atreves-te?
Não é frequente em mim, mas ultimamente tenho deixado o meu pensamento fluir mais vezes para ti! Não consigo deixar de pensar em ti, no teu sorriso, na forma divertida como te expressas, nos teus amuos, ou na forma simples como te ris e semi-cerras os olhos. Na forma, como de repente me questionas e me desafias a querer conhecer-te mais e mais.
È curioso, há uns meses atrás éramos dois estranhos que a vida decidiu cruzar. Comunicávamos de forma tímida e cruzávamos olhares tímidos. Chegávamos e despedíamo-nos com uns simples “olá” e “adeus”. Mas tudo tem mudado aos meus olhos, e aos teus? Tenho receio de te dizer e de perder o que já até aqui se construiu, mas tem nascido em mim uma vontade enorme de não me calar! Se te dizer que me encantas e me enlouqueces. Que a minha vontade é de te beijar e te dizer que me atrais. Que me tornas uma marioneta quando te vejo.
Por isso pergunto-te: queres-me questionar por isto? Quero-te ser sincero e dizer que tens sido a razão de todos os meus sorrisos ultimamente. Atreves-te?
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Acreditas no destino?
Quero-te aqui, agora… em todos os segundos que chamo por ti… Desejo-te a cada instante, na iminência de cada batimento cardíaco. A cada olhar menos discreto, a cada palavra dita inocentemente, a cada momento “de pegar contigo”. Desejo-te.
Por isso, vem… estou a dizer-te, que o podes fazer! Vem em suspiros profundos, em batimentos lacerantes…Não aguento mais esta espera incessante, esta apaixonante demora! Oiço-te no vento que faz neste dias de tempestade. Tem estado uns dias horríveis não achas? Sinto o teu cheiro em lugares banais, vejo o teu rosto refletido em gotas de chuva que me molham. Aqui sentado surge-me uma pergunta para ti: Acreditas no destino? Desde que nos conhecemos naquele dia muito pouco aleatório, desde que entrelaçamos naquele local, os nossos olhares, e nos dissemos olá, passei a acreditar que éramos meros espetadores de uma viagem que nos levaria ao cruzamento físico entre nós. Não sei se era para ser ali, naquela hora, naquele dia, naquele momento, ou se era para ser mais tarde. Mas foi ali e por isso agradeço-te mesmo que não o percebas, ou tentes não perceber. Obrigado por me fazeres sorrir, e me lembrar do sangue vivo que me corre nas veias, e das vontades que de dás de te dizer um olá, e de te dar um abraço, e de te dar um beijo na tua face, e de requerer a tua atenção numa mensagem sem sentido, e de conseguir um olhar cruzado contigo e do batimento forte do meu coração quando te olho e te vejo a sorrir. Devia ser proibido um sorriso tão cativante como o teu. Onde o arranjaste? Perdi-me desculpa. Voltando ao texto… Eu que sempre pensei que o destino era invejoso e conspirava contra mim, ah… esse tal destino, afinal só andava a conspirar a favor do nosso cruzamento. Todo este tempo. Só demorou a aproximar-nos talvez para nos fortalecer. Talvez porque queria que fossemos mais do que uma paixão arrebatadora de uma madrugada qualquer. Tenho um pedido para ti. Estou prestes a fazer anos. Será que me dás oportunidade de ter algo teu? Como por exemplo um abraço? Posso pedir-te aconchego nesta noite fria, de um dia em que a a tempestade se instalou, de emoções escaldantes? Que isso tem a ver com “Destino”? Diria que talvez o destino nos reserve um local, onde os nossos braços se entrelacem, num momento único de puro prazer de um beijo provocador e de toques apaixonantes! Por enquanto, fico no silêncio, tentando responder à minha própria pergunta. E os meus olhos brilham, pois sabem a resposta! Se aqui estivesses, beijava-te, neste momento, na sensualidade dos teus lábios, dando-te a minha resposta: acredito no destino.
Por isso, vem… estou a dizer-te, que o podes fazer! Vem em suspiros profundos, em batimentos lacerantes…Não aguento mais esta espera incessante, esta apaixonante demora! Oiço-te no vento que faz neste dias de tempestade. Tem estado uns dias horríveis não achas? Sinto o teu cheiro em lugares banais, vejo o teu rosto refletido em gotas de chuva que me molham. Aqui sentado surge-me uma pergunta para ti: Acreditas no destino? Desde que nos conhecemos naquele dia muito pouco aleatório, desde que entrelaçamos naquele local, os nossos olhares, e nos dissemos olá, passei a acreditar que éramos meros espetadores de uma viagem que nos levaria ao cruzamento físico entre nós. Não sei se era para ser ali, naquela hora, naquele dia, naquele momento, ou se era para ser mais tarde. Mas foi ali e por isso agradeço-te mesmo que não o percebas, ou tentes não perceber. Obrigado por me fazeres sorrir, e me lembrar do sangue vivo que me corre nas veias, e das vontades que de dás de te dizer um olá, e de te dar um abraço, e de te dar um beijo na tua face, e de requerer a tua atenção numa mensagem sem sentido, e de conseguir um olhar cruzado contigo e do batimento forte do meu coração quando te olho e te vejo a sorrir. Devia ser proibido um sorriso tão cativante como o teu. Onde o arranjaste? Perdi-me desculpa. Voltando ao texto… Eu que sempre pensei que o destino era invejoso e conspirava contra mim, ah… esse tal destino, afinal só andava a conspirar a favor do nosso cruzamento. Todo este tempo. Só demorou a aproximar-nos talvez para nos fortalecer. Talvez porque queria que fossemos mais do que uma paixão arrebatadora de uma madrugada qualquer. Tenho um pedido para ti. Estou prestes a fazer anos. Será que me dás oportunidade de ter algo teu? Como por exemplo um abraço? Posso pedir-te aconchego nesta noite fria, de um dia em que a a tempestade se instalou, de emoções escaldantes? Que isso tem a ver com “Destino”? Diria que talvez o destino nos reserve um local, onde os nossos braços se entrelacem, num momento único de puro prazer de um beijo provocador e de toques apaixonantes! Por enquanto, fico no silêncio, tentando responder à minha própria pergunta. E os meus olhos brilham, pois sabem a resposta! Se aqui estivesses, beijava-te, neste momento, na sensualidade dos teus lábios, dando-te a minha resposta: acredito no destino.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Fico aqui a imaginar-te
Fico aqui a imaginar-te. Os teus olhos, a tua boca, a tua pele. Tens esse olhar a ferver de um desejo e um tesão que posso ver nos teus olhos... esse olhar que me atira contra uma parede e não me deixa dizer que não... esse olhar que me domina, que me prende, que me amarra... Adoro... cada parte do teu corpo, cada curva, mais ou menos apertada, mais ou menos perfeita. Fico a imaginar os teus olhos, a tua boca e a tua pele. O meu corpo estremece ao ver-te, ao ouvir a tua voz. Imagino as tuas mãos e as minhas a percorrem os nossos corpos, palmilhando tudo aquilo que não está a vista dos nossos olhos. Imagino a tua boca na minha, os meus olhos nos teus, em momentos de auge. Seremos apenas um quando os nossos corpos se encaixarem. Seremos apenas um quando as nossas bocas se encontrarem e não se formarem falas, mas apenas gestos. E gemidos… e apertos… Seremos apenas um, quando as nossas bocas se encaixarem, as curvas se moldarem e pernas se acharem. E nesse momento podemos de forma livre liberar a adrenalina, misturada com suor e prazer. Não precisamos de falas, apenas de gestos. Aqueles que falam por nós. Os meus olhos sussurram-te baixinho. E os teus ouvidos ouvem as falas que eles ferozes e arregalados te dizem. Esses olhos que querem observar todo o teu corpo. Que orientam as minhas mãos. Mãos que te fazem soltar gritos no escuro, sopros de desejo e a dança que nossos corpos fazem, são a prova que nos completamos. Cerramos os punhos, e os nossos olhos, observavam em frente os corpos um do outro. Cada um procura aquilo que mais gosta. As nossas peles, roçam-se e o chão não nos falta. Os teus lábios, deliciam-me. Vejo como respondem aos meus. A tua boca húmida de desejo. Mereces toda a dedicação. Todos os momentos de ternura e sofreguidão. Gritamos e dizemos palavras menos próprias. Toda a vizinhança percebe que nos adorámos. O teu corpo torna-se um labirinto, que a minha língua quer saborear. Delicio-te com a ponta da minha língua. Saboreio cada parte do teu corpo. Cada pormenor que me dê tesão. Que te satisfaça. O nosso sexo encontra-se. E em momentos de mera geometria de corpos, temos longos minutos de vibrações, arrepios, ondulações, posições, arranhões, apertões misturados de “fod***” “cara***” e “put** que pa**”. Tudo para que no fim nos deitámos ao lado do outro e entre olhares cúmplices digamos:
- “Repetimos?”.
- “Repetimos?”.
domingo, 20 de dezembro de 2015
Vamos ser só tu e eu
Vem, voa na minha imaginação mas não vás para longe. Fica! Fica no meu colo… Isso… Assim. Não, não fales, apenas sente a minha respiração. Escuta o meu silêncio, despe a minha timidez, cobre-me de coragem, e vem! Ou então chama-me que eu vou. Sou teu, entendes? É isso que quero dizer: Ainda te sinto. Aqui. Pelo teu cheiro. O teu perfume, seduz-me. A tua pele macia, faz-me querer tocá-la. Constantemente. Porque te vais já? Espera. Vou-te contar uma coisa. Passava aqui o dia todo a olhar-te. A tocar-te. A falar-te. Bastava dizeres. Diz-me como me queres e como queres. Pede. Basta pedires. Deita-te sobre a cama e amarra-me com os teus braços. Deixa-me descobrir as tuas fantasias e eu prometo realizá-las quando quiseres. Mostra-me os teus medos. Desvendo-te os meus. Quero sentir o teu coração a bater. Agarrar-te pelas ancas como quem agarra um volante, e acelera, pedal a fundo, até nos estamparmos juntos. Encaixar-te as pernas no meu corpo. Agarrar-te o rabo com vontade. Por-te a minha mão sobre a raiz dos teus cabelos longos. E descer. Quero que me ensines o caminho. O melhor deles. Quero percorrer-te os altos e baixos. Devagar. Agarra-te. Sente como me colocas. Sente. Beija-me e farei o mesmo, com todo o desejo na ponta de língua. Sussurra no meu ouvido quando involuntariamente eu arranhar as tuas costas. Diz que está a doer só para eu pedir desculpa e confessar que é impossível controlar-me. Dás-me tesão! Odeio não te ver. Não te sentir por perto e imaginar o nosso sexo. Tu a dizeres-me para te penetrar numa noite que se prolongada pela madrugada, contigo a dizer que queres sentir as minhas mãos a apertarem-te os seios, a lamber-te descendo pelo teu ventre, sem controlo. Até la chegar. E te fazer sentir e viver orgasmos. Um. Dois. Múltiplos. Descontrolados. Virar-te, enquanto te beijo as costas e te aperto contra mim. Iniciando um registo ritmado pelo suor dos nossos corpos, respirando-te ao ouvido. Fazendo-te dizer palavras menos próprias. Ou melhor. Palavras próprias que nunca são demais. Por isso, pergunto-te: Vamo-nos perder juntos neste mundo de mistérios e incertezas? Vem! Vem agora! Não demores! Vem antes que eu me perca no labirinto de uma incerta, no meio de frases com “ses”… Vem ser o meu segredo! Shhhh… ninguém precisa saber! Vamos ser só eu e tu e os nossos gemidos.
sábado, 12 de dezembro de 2015
Vens?
Hoje não quero apenas gostar-te… não quero apenas desejar-te… apenas observar-te… pensar-te… sentir-te… hoje quero ter-te. Dar-te beijos, morder-te a pele, rasgar-te a roupa. Quero ouvir a sofreguidão dos nossos respirares ritmados. Quero ouvir-te. Quero ouvir-me. Quero viver-te, lamber-te o corpo, quero ser um maluco, num carro desgovernado, sem ponto de travagem. Quero enlouquecer-me no prazer que é ver-te gemer de desejo. Fazer-te perder no desejo, que é ver-me desejar-te. Quero dar-te todo o prazer. Todo aquele que nunca chegas-te a ter. Ou que chegas-te, mas desejas ter novamente. Hoje quero chegar e ver-te a olhar para mim. Enquanto eu te beijo o pescoço, enquanto te toco o corpo, enquanto te palmilho a pele em toques provocantes. Enquanto, me pedes que te mate a vontade.
Hoje quero arder de prazer, esquentar-te na paixão, em qualquer sitio em que possamos ter-nos. Na cama, no chão, ali, acolá. Em qualquer local onde nos sintamos cómodos, com o corpo um do outro. Com a boca um do outro. Com as mãos um do outro. Então seremos só tesão, aquela que nos faz selvagens, que nos faz perder o controlo, em que só reagimos por instintos. Que nos marca as costas com os nossos dedos, que me junta o teu corpo ao meu, que te despeitei-a o cabelo, que te borrata a maquiagem. Que te rasga a roupa, enquanto te junto contra mim e te faço sentir tudo de mim. Hoje quero devorar-te. Hoje quero que me uses. Que abuses. Hoje quero intensidade. Hoje quero orgasmos. Quero gritos de prazer. Quero parar e recomeçar. Quero que comece hoje e terminar amanhã.
Hoje… não quero somente fazer algo ocasional… Hoje quero perder-me em ti, que te percas em mim. Quero fazer-te suar. Gritar. Pedir por mais. Hoje quero que nos possamos perder e sentir… Numa f*** daquelas que nos tira o fôlego. Vens?
Hoje quero arder de prazer, esquentar-te na paixão, em qualquer sitio em que possamos ter-nos. Na cama, no chão, ali, acolá. Em qualquer local onde nos sintamos cómodos, com o corpo um do outro. Com a boca um do outro. Com as mãos um do outro. Então seremos só tesão, aquela que nos faz selvagens, que nos faz perder o controlo, em que só reagimos por instintos. Que nos marca as costas com os nossos dedos, que me junta o teu corpo ao meu, que te despeitei-a o cabelo, que te borrata a maquiagem. Que te rasga a roupa, enquanto te junto contra mim e te faço sentir tudo de mim. Hoje quero devorar-te. Hoje quero que me uses. Que abuses. Hoje quero intensidade. Hoje quero orgasmos. Quero gritos de prazer. Quero parar e recomeçar. Quero que comece hoje e terminar amanhã.
Hoje… não quero somente fazer algo ocasional… Hoje quero perder-me em ti, que te percas em mim. Quero fazer-te suar. Gritar. Pedir por mais. Hoje quero que nos possamos perder e sentir… Numa f*** daquelas que nos tira o fôlego. Vens?
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Mesmo sem saber, sempre te desejei...
Desde que chegaste o sol não vai embora. Os dias têm sido quentes. De azáfama. De muita, ou pouca, rotina. De trabalho, de descanso, de treinos, de folgas, de fins de semana. De tudo. E nesse tudo brilha o sol. E foi no dia em que chegaste, que esse sol, se tem mantido como rotina. E adoro essa rotina.
Sei que esse sol brilha, desde o momento em que te vi, sem saber que a minha vida ia mudar, sem querer mais do que sempre quis, quis-te mal te vi.
Foram pequenos rasgos de demência ou lucidez, em momentos solitários ou acompanhados, em esquinas, em cantos, em pedaços do pequeno mundo que me tem acompanhado, ultimamente.
Não sei o porquê nem como, mas sei que te quero, desde aquele momento e desde aquele local. Começou por um “olá prazer”. E até agora tem sido com todo o prazer que te tenho dito olás. E como prazer que te tenho conhecido. Urge em mim uma vontade de mais, um desejo de ti, um sabor de nós.
A cada precisar, a cada sentir, a cada sorriso, a cada olhar, a cada falar, a cada tocar, a cada um dos pontos de vista diferentes. Urge em mim, um vontade de te conhecer, de mais precisares, de mais sentires, de mais sorrisos, de mais olhares, de mais falares, de mais tocares. De mais.
É este gostar, de todos estes aspectos da vida, que me fazem andar em direcção ao desconhecido e que me prende sem correntes. Mesmo sem correntes, sinto-me acorrentado. És tu. Gigante, gigante este meu eu que luta para te conquistar aos poucos.
Escuta as palavras soltas, a raiva do peito, os dizeres do meu olhar;
Escuta.
São eles que te dizem algo, mesmo quando não te digo, são eles que te provam que nem com milhares de palavras eu te diria melhor;
São eles que te explicam o que não consigo.
Escuta, o sol ainda se mantêm e não quero que a chuva venha… Agora deixa que as vozes nos falem, que o mundo repare em nós, que o brilho ofusque quem não brilha por si, pois sem saber que te desejava, sempre te quis…
Sei que esse sol brilha, desde o momento em que te vi, sem saber que a minha vida ia mudar, sem querer mais do que sempre quis, quis-te mal te vi.
Foram pequenos rasgos de demência ou lucidez, em momentos solitários ou acompanhados, em esquinas, em cantos, em pedaços do pequeno mundo que me tem acompanhado, ultimamente.
Não sei o porquê nem como, mas sei que te quero, desde aquele momento e desde aquele local. Começou por um “olá prazer”. E até agora tem sido com todo o prazer que te tenho dito olás. E como prazer que te tenho conhecido. Urge em mim uma vontade de mais, um desejo de ti, um sabor de nós.
A cada precisar, a cada sentir, a cada sorriso, a cada olhar, a cada falar, a cada tocar, a cada um dos pontos de vista diferentes. Urge em mim, um vontade de te conhecer, de mais precisares, de mais sentires, de mais sorrisos, de mais olhares, de mais falares, de mais tocares. De mais.
É este gostar, de todos estes aspectos da vida, que me fazem andar em direcção ao desconhecido e que me prende sem correntes. Mesmo sem correntes, sinto-me acorrentado. És tu. Gigante, gigante este meu eu que luta para te conquistar aos poucos.
Escuta as palavras soltas, a raiva do peito, os dizeres do meu olhar;
Escuta.
São eles que te dizem algo, mesmo quando não te digo, são eles que te provam que nem com milhares de palavras eu te diria melhor;
São eles que te explicam o que não consigo.
Escuta, o sol ainda se mantêm e não quero que a chuva venha… Agora deixa que as vozes nos falem, que o mundo repare em nós, que o brilho ofusque quem não brilha por si, pois sem saber que te desejava, sempre te quis…
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Sorrisos
Pergunto-me a mim mesmo: O que penso quando escrevo…estas coisas? Pergunta básica esta! Sendo que todas as perguntas básicas, por serem tão básicas, tornam as respostas tão complexas. Tendemos constantemente a complicar as coisas, somos humanos, gostamos de coisas difíceis e desleixá-mo-nos com as coisas básicas. Por isso quando nos colocamos com questões básicas, tendemos a pensar como respondemos facilmente a elas. O que torna tudo muito complexo. Diria que a minha resposta andará mais ou menos neste complexo de palavras: quando escrevo, a minha vida inteira fica ali sentada no puff. Cruza as pernas, recosta-se, e olha-me. Fala-me das experiências vividas, dos sentimentos partilhados, das visões observadas e das emoções experimentadas. Fala comigo. Canta alto, em notas afinadas, nas pausas daquilo que me diz. Levanta-se e vem espreitar por cima do meu ombro para ler aquilo que escrevo. Pergunta-se se lhe minto. Quando escrevo, tento pensar no que devo e no que não devo escrever. Quem viveu a minha vida comigo. Os lugares onde a vivi. E tudo se mistura. Metade das minhas palavras é sobre ti. E a outra metade do que escrevo é sobre o espaço, que entre linhas, me mantém nesta imensa confusão de palavras. Hoje escrevo sobre o teu sorriso. O teu sorriso. Só porque será aquilo que mais adoro observar nas pessoas. O modo como me fazem sentir que nada mais importa. A maneira como nos esquecemos dos outros, como deixamos de ouvir o que dizem à nossa volta. O teu sorriso, ou a tua gargalhada, com um encolher de ombros, cria-me um frio delicioso na barriga. Esse sorriso contagiante com olhos doces e brilhantes de mulher, desprotegida e feliz, que acabou de descobrir algo importante que, sem notar, tem de partilhar. Adoro igualmente que me façam sorrir. O modo como me esqueço que a vida tem tantas coisas menos boas. A maneira como se esquece que o tempo passou, por nós, e que o sorriso foi aquilo que ficou. E é com esse sorriso, o teu, tímido, delicado e expressivo, que cativas o meu. E é com esses sorrisos, que tudo à volta, se torna complexo e tudo entre nós se torna tão simples...
sábado, 28 de novembro de 2015
Destinos cruzados
Nunca pensei em ficar assim, tonto, com aquele sorriso imenso e vago no seu rosto.
Quando os meus olhos, naquele mesmo instante momentâneo e efémero, se cruzaram com os teus e os teus com os meus, o som estridente da azáfama quotidiana calou-se. Entre nós, ficaram apenas o silêncio tímido dos nossos sorrisos, expressando todas as as palavras doces, ditas em silêncio, que partilhámos apenas com o tal primeiro olhar.
Foi exactamente assim e exactamente ali: quando os meus olhos caíram nos teus e os teus nos meus, tu ali e eu além, demos nesse preciso momento, o primeiro e o maior abraço de todos: aquele que é oferecido com silêncio do brilho dos nossos olhos; aquele que não necessita de avanços nem recuos de um ou de outro; aqueles que nos agarra um ao outro, sem querer, sem sequer nos tocar, aquele que não precisa sequer de braços, mas que apesar disso, se agarra a nós e nos aperta com tamanha força, que poucos se atrevem a separar.
Naquele momento que é, e foi, só nosso, onde nos deixámos ficar, demoradamente, o teu olhar veio ter com o meu em momentos seguintes e o meu “abraçou-se” ao teu, em uniões mais ou menos extensas, provocadas por pestanejar de olhos, sem sequer nos lembrarmos que de facto, para darmos mesmo um abraço, seria preciso que ambos se movessem no chão e se aproximassem um do outro, afastando-nos do passados que ambos vivemos.
Mas apesar desse tal passado, no meio desse primeiro olhar, um sorriso formou-se em ambos os lábios, tornando esse momento o primeiro de muitos…
E foi assim que percebemos que somos tão mais do que apenas corpos. Somos olhares, sorrisos, falares, somos memórias, somos vidas, formadas pelas nossas vivências. Percebemos então que somos homens e mulheres, e que nos milhares de homens e mulheres existentes, o destino nos cruzou, por um motivo ainda não muito aparente….
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