domingo, 10 de abril de 2016
Fico à tua espera...
Todas as histórias têm um início. A lei da vida, assim o define. Precisamos que o destino, conspire contra nós, ou então que nos inspire. Melhor ainda, diria que precisa de nos tirar, ou retirar, os receios, de dar aquele passo, "o tal", que muitos de nós sempre questiona, se será na direcção certa. Então se todas as histórias tem um início é porque, de certeza, de alguma forma, os receios desse primeiro passo, foram ultrapassados. Ora, a histórias de cruzamentos de pessoas, são muitas vezes iniciadas, com esses passos, que surgem após várias vezes nos questionarmos sobre todas as incertezas. O destino na minha história decidiu levar-me para algures e no início de num momento aleatório da vida, permitiu-me conhecer-te. Encontrei-te e ainda bem que assim foi. Recordo-me desse primeiro impacto ao olhar-te. Olhei-te meio de lado, como que se te tratasses de um “fruto proibido”, do qual tinha receio em me “matar”. Mas eu gosto do ” proibido ” e olhei. Ainda hoje, vou revendo as primeiras impressões ao ver-te e por todas essas vezes, tendo a sorrir. Não sei bem quando, nem como, mas o nosso primeiro sorriso mútuo provocado pelo destino, fez o teu olhar brilhar e o meu ficar encantado. Foste das melhores “paisagens” que alguma vez tinha visto. Aquele teu sorriso, aquele brilhozinho nos olhos, aquela paz transmitida pelo teu olhar, o teu jeito rebelde, a tua forma de rir, fez-me ficar rendido. Dizem, que só vivemos intensamente se sentirmos intensamente. Dizem que quanto mais pensamos sobre algo, mais gostamos disso. O teu olhar, faz-me ter pensamentos diários. O teu sorriso de menina, faz-me reviver e relembrar, de todos os momentos que me lembro de o ter visto. Porque o meu pensamento está mais abrangente, do que alguma vez imaginei e esse teu jeitinho me despertou algo que outrora, estaria bloqueado e numa constante incerteza, assalta-me neste momento um pensamento, que culmina numa pergunta: “Hoje apenas quero ter-te, quero beijar-te, tocar-te, como se fossemos nós e mais quatro paredes. Como se fossemos um só. Vens?”. Fico à tua espera...
sábado, 2 de abril de 2016
O que dizem os teus olhos?
Dizem os mais antigos que os olhos são o espelho da nossa alma e de facto são mesmo. Todos nós o sentimos e o comprovamos. Por isso, não posso deixar de concordar com essa afirmação. Nunca sabemos controlar emoções através deles. Duplamente. São eles que as proporcionam e são eles que as revelam ao mundo. De facto através do olhar podemos saber muita coisa. Ou perceber muita coisa. Todos nós adoramos olhares. Expressivos. Reveladores. Exóticos. Misteriosos. Cativantes. Profundos. Sensuais. Provocadores. São eles (os olhares) que nos proporcionam compreender, ou entender, as pessoas que nos rodeiam, sobre quem mais gostamos ou sobre quem apenas vemos como simples conhecidos. Através do olhar revela-se a alma e sente-se o coração, desenha-se o sol e pinta-se o amor com todas as tonalidades, ou apenas de uma única cor. Sentimos o que o outro nos quer revelar. Positiva ou negativamente. São eles que nos mostram interesses. São eles que procuram, o que o pensamento te provoca, como sendo uma necessidade. São eles que te satisfazem e te fazem observar aquilo que tu entendes por belo. Aquilo que tu encaras como desejo. Como interesse, ou como algo a explorar. Olhares. Tão discretos. E ao mesmo tempo, tão reveladores. Tão superficiais. E ao mesmo tempo tão profundos. Tão desinteressantes. E ao mesmo tempo tão cativantes. Tão vulgares. E ao mesmo tempo tão diferentes. Tão tentadores. Tão encantadores. Tão imaginativos. Tão sedutores. Os olhares, são o espelho da nossa alma. Tão depressa revelam o que sentimos e nos colocam em situações embaraçosas, como tão devagar nos envolvem em momentos de sedução longamente demorados. A envolvência do momento e de quem está do lado de lá, deixa-nos sem palavras, tanto que por vezes perante a nossa timidez, não sabemos o que dizer mesmo o que dizer. Quando isso acontecer, não nos preocupemos, pois temos aquilo que venho falando, a falar por nós. Por ti e por mim. E nessa altura, não te negues a demonstrar o que sentes. Deixa que os teus olhos brilhem e te façam dizer tudo que desejas mesmo sem palavras. Deixa que eles te provoquem um sorriso rasgado. E que digam “olá”, com um piscar de olhos. Deixa que os olhares se cruzem e se cumprimentem. E perguntem “como estás?”. Ou revelem: “Sim queria que os nossos olhares se cruzassem e se sorrissem”. Nessa altura contempla, a suavidade e doçura do olhar dela, quando se cruza com o teu e mais uma vez sem palavras te diz: “Sim o meu pensamento manifestou a mesma necessidade” Neste dia, se estes olhares se cruzassem, certamente um de nós perguntava: “Hoje, o que dizem os teus olhos? Os meus sorriem-te”…
sábado, 26 de março de 2016
Ela...
Ela é assim, quase sempre. Assim tal qual, como vou aqui falar. É assim, de sorriso fácil. Tão fácil, que congela tudo à volta. Quando sorri, faz brilhar aqueles lindos olhos. Cativantes. Hipnotizantes. E tudo para. Para, para contemplar, aquele momento. Sorriso e olhar em uníssono. A debitar uma clara melodia apaziguante e deliciosa. Ela é vaidosa. Mas nem sempre. Gosta de te tratar. De se arranjar, mas nem sempre. Apenas quando ela quer. Talvez, nem necessite disso. Exacto isso mesmo. Não necessita de meia dúzia de pós para a cara, só para ser mais bonita. Ela já o é, e sabe. Sabe que ser natural, a torna assim. Única e cativante. Ela é quase sempre independente. Não gosta de se sentir desconfortável num local. Com alguma situação. Não gosta de se sentir atrapalhada. Gosta que tudo esteja no seu controlo. É assim de personalidade forte. Tem o receio natural, de qualquer mulher desprotegida. Valoriza tudo que a vida lhe traz. Tinha tudo para ser alguém triste, sem sorrisos para transmitir e com um olhar melancólico. Mas decidiu ser todo e o seu contrário. Transborda alegria e olhares cativantes. Vive a vida a sorrir. Com sorrisos que a tornam doce e meiga. Tem aquele ar de menina linda e desprotegida pelo mundo. Contudo, é alguém que a muito perdeu o medo e apaixonou-se pelo dia-a-dia. Apaixonou-se por si, pelo momento que vive. Vive a vida por etapas, por momentos, por reflexos, dos seus actos e emoções. Precisa de pouco para ser feliz. Um fim de tarde com as amigas. Um pôr-do-sol perdido no meio do oceano. Uma tarde a olhar para o horizonte. Uma noite de copos. Uma música que a liberte. Precisa de algo que não é necessariamente visto num plural, mas que com os diversos singulares, se torne num produto completo. Detesta a monotonia. Faz de tudo para ir ali e acolá, só porque sim. Tem a mania de demonstrar força quando o mundo ameaça desabar. Ou então não é apenas mania, mas força de vontade. Já passou, por momentos complicados. Soube deixá-los para traz, ultrapassá-los e vivê-los como se tratassem de ensinamentos para o futuro. A partir deles sabe agora como e onde arranjar força. Conhece-se como ninguém. Sabe-se quando feliz, quando triste, quando envergonhada, quando descontente, quando revoltada, quando chateada. Sabe pedir desculpa, quando o deve e de a exigir quando se sente no direito. O mundo faz-lhe brilhar aquele olhar lindo. O sol faz o seu sorriso aparecer. Molda-lhe a cor da pele e torna-a assim. Linda. O seu coração meigo, faz o tempo congelar. E congela os homens a sua volta. Aquele ar de menina mulher, torna-a quase inacessível. Menina para ser protegida, mas ao mesmo tempo mulher sem necessidade de protecção. Gosta de viajar. Conhece mais pessoas que tu. Valoriza os amigos e faz tudo por eles. Dá-se por eles. Não vive sem eles. Para ela, dizer-lhe apenas que é linda, não basta. Ouve isso todos os dias. Ela própria o sabe. Tornou-se um mero clichê. Ela quer mais. Quer que a decifrem, que a desejem, que a provoquem. Que a façam sorrir. Que a façam brilhar. Não por mero sentido de ser a estrela principal de um argumento qualquer. Não, nada disso. Ela gosta que a façam brilhar, para que saiba que está protegida. Que a pessoa do lado de lá, a valoriza ao ponto de a querer bem, feliz e de sorriso no rosto. Ela é assim e não muda. Talvez se possa moldar. Mas mudar nunca. Já errou o suficiente, para neste momento saber o que quer. Sabe exactamente, que a vida é feita de ciclos, de oportunidades e de momentos. Vive intensamente, o momento de agora. Agarra a oportunidade sempre que pode. E vive assim. E nesse viver assim, a vida vai-te cruzar com ela. E quando, frente a frente, pela primeira vez se olharem, ela vai-te fixar e tu vais-te derreter! Foi assim a primeira vez que a vi. Desde esse dia, o seu sorriso ficou gravado no meu olhar, e desde então que ela tem sido o motivo do meu.
quinta-feira, 3 de março de 2016
Procura alguém assim... Por sorrisos
Faz rir. Sorrir. Em alto e bom som. Ou então baixinho e em silêncio. Olha e provoca um sorriso. Sente a forma com que esse sorriso aparecer na face de um outro. Provoca-o e observa-o. Arrepia-te, quando o deslumbras. Sorri pelo deslumbrar de algo autêntico. Perde-te, na beleza daquilo que provocas. Perde-te naquele sorriso. Por isso digo: haverá algo mais puro do que alguém que nos faça sorrir, só pelo olhar? Sem que se diga uma piada? Ou algo engraçado? Ou se faça algo ao estilo "palhaço"? Haverá algo mais autêntico do que dois olhares que se cruzam e que em silêncio digam "sorri, que eu vou fazer o mesmo. Provocaste-me isso. Desejas-te isso.".
Haverá algo mais intenso emocionalmente que, dois sorrisos que se abrem em leque de forma sincronizada? Quando olhas alguém e imediatamente os olhares dizem: "Vou sorrir agora, sorris comigo?"
Haverá algo mais cúmplice, do que dois sorrisos que se entendem quando mais ninguém o percebe? Quando pensam exactamente o mesmo? Quando se falam em diálogos silenciosos e se dizem "Sim foste tu que me provocas-te isto. Sim encantas-me. Derretes-me e dominas-me, apenas com esse sorriso."
Haverá algo mais cativante, do que dois sorrisos que são iniciados e nos despem a "máscara" de sentimentos que queremos controlar? Do género "Sim com este sorriso, estou a dizer que me interessas, que me cativas e me provocas todas estas borboletas que me fazem ficar envergonhado"...
Ora, são esses sorrisos, que nos fazem perder. Que nos levam e nos fazem querer procurá-los constantemente. Que nos fazem ir e não querer mais voltar. Que nos fazem querer explorar. Esses sorrisos, despem-nos as "barreiras". Destroem os muros, que fomos criando. Que fomos construindo por experiências passadas. Esses sorrisos cúmplices, que nos olhares cruzados nos invadem as emoções e nos fazem prender, por segundos àquela pessoa. Esses sorrisos, são raros. E quando encontrados, devem ser preservados como o maior tesouro que alguma vez recebemos. Esses sorrisos, são o espelho exterior dos teus sentimentos. De que aquele alguém te cativa e te interessa. Que te fascina e te leva. Por isso, procura alguém que te faça sorrir, tal qual. Sem filtros ou receios. Sem vergonhas ou medos. Procura alguém, que te faz sorrir com um olhar, que te faz ver a beleza do cenário provocado. Cenário esse, de alegrias por colorir, com as cores da beleza do outro. Hoje chegado a casa, questiono-me se os sorrisos que os nossos olhares nos provocam, terão sido mantidos em "monólogos" ou em "diálogos"...
Haverá algo mais intenso emocionalmente que, dois sorrisos que se abrem em leque de forma sincronizada? Quando olhas alguém e imediatamente os olhares dizem: "Vou sorrir agora, sorris comigo?"
Haverá algo mais cúmplice, do que dois sorrisos que se entendem quando mais ninguém o percebe? Quando pensam exactamente o mesmo? Quando se falam em diálogos silenciosos e se dizem "Sim foste tu que me provocas-te isto. Sim encantas-me. Derretes-me e dominas-me, apenas com esse sorriso."
Haverá algo mais cativante, do que dois sorrisos que são iniciados e nos despem a "máscara" de sentimentos que queremos controlar? Do género "Sim com este sorriso, estou a dizer que me interessas, que me cativas e me provocas todas estas borboletas que me fazem ficar envergonhado"...
Ora, são esses sorrisos, que nos fazem perder. Que nos levam e nos fazem querer procurá-los constantemente. Que nos fazem ir e não querer mais voltar. Que nos fazem querer explorar. Esses sorrisos, despem-nos as "barreiras". Destroem os muros, que fomos criando. Que fomos construindo por experiências passadas. Esses sorrisos cúmplices, que nos olhares cruzados nos invadem as emoções e nos fazem prender, por segundos àquela pessoa. Esses sorrisos, são raros. E quando encontrados, devem ser preservados como o maior tesouro que alguma vez recebemos. Esses sorrisos, são o espelho exterior dos teus sentimentos. De que aquele alguém te cativa e te interessa. Que te fascina e te leva. Por isso, procura alguém que te faça sorrir, tal qual. Sem filtros ou receios. Sem vergonhas ou medos. Procura alguém, que te faz sorrir com um olhar, que te faz ver a beleza do cenário provocado. Cenário esse, de alegrias por colorir, com as cores da beleza do outro. Hoje chegado a casa, questiono-me se os sorrisos que os nossos olhares nos provocam, terão sido mantidos em "monólogos" ou em "diálogos"...
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Em segredo...
Lá fora a noite está fria. Acabo de chegar de mais um dia de trabalho. O quente da casa contrasta com a temperatura que se faz no exterior. Acomodo-me por aqui. Mais um blá blá constante de notícias. Falam sobre os jogos, sobre o meu Porto e sobre tudo e o nada. Um blá, blá, blá, sem fim. Coloco as vozes, sem som. Olho. A casa está num silêncio apaziguante. Decidi aceitar o convite do momento e decido eu próprio ficar num silencioso segredo. Aqui. E no segredo em que me coloco, surgem um conjunto de segredos. Meus, teus e nossos. Estes segredos que nos fazem sorrir por dentro, que nos fazem querer mais, sentir mais, viver mais. Desejar mais. Todos nós temos segredos, mais ou menos escondidos ou revelados. Em segredo revelo que te quero. Aqui. Ali. Acóla. Onde der. Com roupa. Sem roupa. Com roupa, vejo-te despida. Sem ela, vejo-te elegante.
Quando sinto o teu cheiro, fico inebriado. Bêbado de ti. Quando te digo bom dia, beijo-te em segredo. Faço-te minha. E torno-me teu. E assim, em segredo, vamo-nos pertencendo. Vamo-nos sendo. Mas em segredo… Meu e teu!
Queremo-nos assim desta forma, com a boca seca, com a fome do desejo de mais e mais, os nossos corpos pedem-se. Pintámo-nos e com as nossas telas de depravações excitantes, de loucuras lúcidas e de desejos irracionais, vamo-nos sendo. De cada um. Os gritos no escuro, os sopros de desejo e a dança dos nossos corpos, que outrora, estavam inertes, fazem-nos segredar, aquilo que vamos sendo. Amantes em segredo. E neste segredo sentimos falta de tudo o que cada um de nós nos dá e provoca. Mesmo que seja pela longo momento que um segundo tem, sentimos falta. Sentimos falta dos nossos olhares cruzados, das nossas mãos entrelaçadas e dos nossos lábios unidos. Os desejos exprimidos por esses olhares emotivos. As vontades por essas mãos firmes e as excitações por esses lábios viciantes. Segredos e segundos tão nossos.
Quantas vontades nos exprimimos em segredo? Inúmeras. Não precisamos de ter o dom da palavra, para nos dizermos: Quero-te! Os olhares, os toques, os diálogos, os corpos, falam por si. Segredámo-nos em silêncio, que nos queremos, todos os dias.
Sendo eu o teu segredo, és-me tu o meu!
Apaixonante, vibrante, excitante, dialogante, sorridente, porco, sujo, e no fundo tão nosso! Em segredo…
Quando sinto o teu cheiro, fico inebriado. Bêbado de ti. Quando te digo bom dia, beijo-te em segredo. Faço-te minha. E torno-me teu. E assim, em segredo, vamo-nos pertencendo. Vamo-nos sendo. Mas em segredo… Meu e teu!
Queremo-nos assim desta forma, com a boca seca, com a fome do desejo de mais e mais, os nossos corpos pedem-se. Pintámo-nos e com as nossas telas de depravações excitantes, de loucuras lúcidas e de desejos irracionais, vamo-nos sendo. De cada um. Os gritos no escuro, os sopros de desejo e a dança dos nossos corpos, que outrora, estavam inertes, fazem-nos segredar, aquilo que vamos sendo. Amantes em segredo. E neste segredo sentimos falta de tudo o que cada um de nós nos dá e provoca. Mesmo que seja pela longo momento que um segundo tem, sentimos falta. Sentimos falta dos nossos olhares cruzados, das nossas mãos entrelaçadas e dos nossos lábios unidos. Os desejos exprimidos por esses olhares emotivos. As vontades por essas mãos firmes e as excitações por esses lábios viciantes. Segredos e segundos tão nossos.
Quantas vontades nos exprimimos em segredo? Inúmeras. Não precisamos de ter o dom da palavra, para nos dizermos: Quero-te! Os olhares, os toques, os diálogos, os corpos, falam por si. Segredámo-nos em silêncio, que nos queremos, todos os dias.
Sendo eu o teu segredo, és-me tu o meu!
Apaixonante, vibrante, excitante, dialogante, sorridente, porco, sujo, e no fundo tão nosso! Em segredo…
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Ele e Ela
Ontem havia ela. E havia ele. Ela vivia a vida num reboliço, com a máxima intensidade que a caracteriza (sim ela adora a adrenalina da vida); ele passava pela vida sem pestanejar, sem olhar para trás. Ela era festa; ele diversão. Ela mulher que ninguém conseguia conquistar; ele homem de cara alegre, com aquele sorriso, que ninguém tentava conquistar. Ela mulher tímida; ele homem extrovertido. Ela era isso mesmo: uma mulher. Uma mulher que o tempo fez miúda. Meiga. Querida. Irreverente. Livre. Independente. Que a si se bastava. Que tudo em si controlava. Que não dava justificações. Que não sabia (ou não queria) abdicar de si própria em prol de algo. Uma mulher que construiu um muro, em forma de stand-by para ela própria, que mantinha tão alto e exigente, que poucos arriscavam, ou sequer conseguiam transpor. Um muro para que pudesse recompor de “vidas passadas”. Intocável, diria ele. Uma mulher em que os desafios e momentos da vida, a souberam tornar madura. Uma mulher repleta de intensidade e gestos meigos, de mimalhice e carinho. De certezas e de incertezas poucos certas. De uma simples e bela beleza. De elegância. E de um sorriso. Simples e genuíno.
Ele. Ele era ele. Nada mais. Sempre alegre e bem disposto. Sempre pronto para um bom diálogo e para saber ouvir. Intenso na intimidade de uma relação. Sempre cheio de sorrisos alegres, prontos a fazer sorrir os outros. Com convicções e certezas. Teimoso e obstinado, quando contrariado. Irritantemente correto e íntegro. Honesto e direto. Face séria, quando estava perante o “mundo” que o fez sofrer, um miúdo, quando estava com ela… E hoje há ela. E ele. E os seus caminhos cruzaram-se. Algures. Num momento que nada predispunha a isso. As suas mentes encontraram-se. E as suas vidas decidiram “intrometer-se” uma na outra. E baralhar-se. A vida começou por trocar-lhes os planos. Fez com que “tropeçassem” um no outro. Ela – que, já se disse, a si se achava bastar, que não procurava ninguém – cruzou-se na vida dele! Ele – que se achava um homem tão despreocupado com o sexo oposto – nunca se enamoraria tão cedo por uma mulher! Mas as suas vidas cruzaram-se, duas vidas que, apesar das suas diferenças, eram iguais. Duas pessoas únicas que de tão únicas, se pareciam imenso. Dois muros que, solidamente teimosos, abriram “brechas”, quando ambos disseram "olá”. Ele não queria admitir, que abrira essa “brecha”, não já, não neste momento. Sim, foi um simples "olá” que lhes emaranhou a vida. A ele questionou as suas certezas. A ela perguntou se ainda se mantinha intocável. Que os fez perceber que a vida não era só o que possuíam, que não são só amigos e cumplicidades banais. Foi um "olá” que lhes mostrou quem era o outro. Ela: era uma mulher responsável. Independente, porque assim foi obrigada a estar no mundo. Livre e irreverente, porque se sentia insegura. Com medos e dúvidas, típicas de uma mulher assim, linda mas que não o percepciona! Que se permitia, agora, ser uma miúda, pois tinha crescido rápido demais. Era uma mulher decidida. Determinada. Cheia de força, pois sabia que lhe faltava a mão que a agarrasse quando caísse. Uma solitária no meio de um mundo de gente. Era uma mulher que chorava quando o mundo lhe fugia. Mulher pronta a viver com coisas simples, porque eram estas que a faziam feliz. Dava valor àquilo
que muita vezes ninguém percebe o real significado: família. Um dia alguém lhe disse "Tu és uma força da natureza. Um dia perceberás isso.”
E ele? Ele era ele. Vulnerável, mas com uma “capa”, que vista de fora, faria acreditar que aguentava tudo. Tímido com quem não conhecia, mas que abria um sorriso quando a via. Brincalhão, companheiro, amigo. Atento, liga muito a pormenores, e preocupado. Sozinho. Sozinho é provavelmente a palavra que melhor se enquadrava na sua vida, neste momento. Um dia ela, em pensamento, perguntou-lhe: "És feliz?”. Ele, em pensamento, apenas soube dizer "Antes de te conhecer, achava que sim.” Foi aí que ele estranhamente começou por perceber que a presença dela, não lhe era indiferente. Que lhe queria, muitas vezes, dizer algo que racionalmente o cérebro lhe impedia. Que a vontade de estar com ela, era muito mais forte que a distância que os separava. Que estar, longas e longas horas, na sua companhia, lhe trazia equilíbrio, paz e alegria. Que lhe proporcionava olhar para algo belo. Para uma mulher interessante, que lhe despertava algo.
E no fundo, houve ela. E ele. E hoje há ela. Questionando-se se existe ele
Ele. Ele era ele. Nada mais. Sempre alegre e bem disposto. Sempre pronto para um bom diálogo e para saber ouvir. Intenso na intimidade de uma relação. Sempre cheio de sorrisos alegres, prontos a fazer sorrir os outros. Com convicções e certezas. Teimoso e obstinado, quando contrariado. Irritantemente correto e íntegro. Honesto e direto. Face séria, quando estava perante o “mundo” que o fez sofrer, um miúdo, quando estava com ela… E hoje há ela. E ele. E os seus caminhos cruzaram-se. Algures. Num momento que nada predispunha a isso. As suas mentes encontraram-se. E as suas vidas decidiram “intrometer-se” uma na outra. E baralhar-se. A vida começou por trocar-lhes os planos. Fez com que “tropeçassem” um no outro. Ela – que, já se disse, a si se achava bastar, que não procurava ninguém – cruzou-se na vida dele! Ele – que se achava um homem tão despreocupado com o sexo oposto – nunca se enamoraria tão cedo por uma mulher! Mas as suas vidas cruzaram-se, duas vidas que, apesar das suas diferenças, eram iguais. Duas pessoas únicas que de tão únicas, se pareciam imenso. Dois muros que, solidamente teimosos, abriram “brechas”, quando ambos disseram "olá”. Ele não queria admitir, que abrira essa “brecha”, não já, não neste momento. Sim, foi um simples "olá” que lhes emaranhou a vida. A ele questionou as suas certezas. A ela perguntou se ainda se mantinha intocável. Que os fez perceber que a vida não era só o que possuíam, que não são só amigos e cumplicidades banais. Foi um "olá” que lhes mostrou quem era o outro. Ela: era uma mulher responsável. Independente, porque assim foi obrigada a estar no mundo. Livre e irreverente, porque se sentia insegura. Com medos e dúvidas, típicas de uma mulher assim, linda mas que não o percepciona! Que se permitia, agora, ser uma miúda, pois tinha crescido rápido demais. Era uma mulher decidida. Determinada. Cheia de força, pois sabia que lhe faltava a mão que a agarrasse quando caísse. Uma solitária no meio de um mundo de gente. Era uma mulher que chorava quando o mundo lhe fugia. Mulher pronta a viver com coisas simples, porque eram estas que a faziam feliz. Dava valor àquilo
que muita vezes ninguém percebe o real significado: família. Um dia alguém lhe disse "Tu és uma força da natureza. Um dia perceberás isso.”
E ele? Ele era ele. Vulnerável, mas com uma “capa”, que vista de fora, faria acreditar que aguentava tudo. Tímido com quem não conhecia, mas que abria um sorriso quando a via. Brincalhão, companheiro, amigo. Atento, liga muito a pormenores, e preocupado. Sozinho. Sozinho é provavelmente a palavra que melhor se enquadrava na sua vida, neste momento. Um dia ela, em pensamento, perguntou-lhe: "És feliz?”. Ele, em pensamento, apenas soube dizer "Antes de te conhecer, achava que sim.” Foi aí que ele estranhamente começou por perceber que a presença dela, não lhe era indiferente. Que lhe queria, muitas vezes, dizer algo que racionalmente o cérebro lhe impedia. Que a vontade de estar com ela, era muito mais forte que a distância que os separava. Que estar, longas e longas horas, na sua companhia, lhe trazia equilíbrio, paz e alegria. Que lhe proporcionava olhar para algo belo. Para uma mulher interessante, que lhe despertava algo.
E no fundo, houve ela. E ele. E hoje há ela. Questionando-se se existe ele
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Somos assim...
Somos assim. Somos humanos. Partilhamos e demonstramos sentimentos, emoções e os nossos actos são normalmente moldados por estas duas variáveis. Variáveis estas que nunca sabemos bem quantificar. Não dá para definir um número. Nem mesmo conseguimos por vezes, definir escalas. Como as escalas de dor. Como a escala de Ritcher. Somos meramente imperfeitos. Muitos de nós procuram a perfeição, sem por vezes perceber que para lá chegar, fazemos escolhas. E quando se opta por uma dessas escolhas, nunca vamos saber se aquela que desprezamos, nos iria levar a uma melhor perfeição.
Ora então porque é que quotidianamente, colocamos fasquias elevadas nessas escolhas? Ou nessas opções? Será que a perfeição requer essas fasquias racionais? Ou será que são os sentimentos e emoções que nos devem levar a essa dita perfeição? Será que por isso não perdemos demasiadas oportunidades? Será essa uma forma de não querermos tomar opções ou escolhas por medo? Porque não as achamos devidamente interessantes para as avaliar? A sociedade molda-nos para sermos assim e assado. Quantos de nós passamos horas a ouvir palestras ou textos sobre isto ou sobre aquilo? Por que é que nos sentimos impelidos a ouvir ou ler algo? Será que precisamos que alguém nos ensine a sentir ou viver? Ou será porque precisamos sempre de culpar alguma coisa, se algo correr mal? Culpar uma linha mal escrita, ou um ponto final numa frase demasiado curta. E porque não pensar de outra forma pergunto? Diria que a pensar bem que esta podia ser uma delas: Deixar acontecer, investir, acreditar. Permitir-te e permitir. Coisas boas acontecem. Sempre. Em qualquer lugar ou espaço. Com qualquer pessoa. Perdemos muitas oportunidades, chances, pessoas, momentos, vidas, emoções, muitas vezes por medo, insegurança ou por regras a que nos impomos, que criamos e inventamos. Somos humanos, temos de viver, expressar!
Não há regras naquilo a que chamamos de vida. Ou melhor, talvez haja uma regra: apenas viver. Não há modelos, padrões, a vida não tem dados estatísticos. Quando tem que acontecer, acontece, é forte, intenso, vivo, pulsante, e determina novos sentimentos e emoções. Por isso, não tenhas medo de gostar, de expressar. Quantas vezes nos questionamos sobre o medo de gostar de algo ou alguém? Fazem sentido essas perguntas? Ou teremos medo daquele momento em que devemos reconhecer que gostámos? Só porque isso nos vai moldar determinados hábitos ou estilos de vida. Ou porque achámos que não temos capacidade para lá chegar, ou que algo ou alguém é “demais” para nós? Ninguém pode viver a nossa vida, sentir o que sentimos, chorar as nossas lágrimas e curar as nossas dores, somos sozinhos e solitários em nós mesmos. Então porque que não passamos a partilhar essa “solidão” com a “solidão”, com algo ou alguém?
Quando sabemos que existe sentimento, desejo, vontade, por que não deixar acontecer? O que nos impede?
“Tenho medo de sofrer, apego-me rápido demais”, dizemos. Claro, todos nós temos medo de sofrer, por isso quando se trata de partilha, ou expressão desse apego a uma outra pessoa, definido em paixão ou carinho, entramos sempre com o travão de mão accionado e normalmente vamos sempre derrapando aqui e ali. Por isso digo: sofremos muito mais por medo do que por razões reais e factos concretos. Digo eu…
Ora então porque é que quotidianamente, colocamos fasquias elevadas nessas escolhas? Ou nessas opções? Será que a perfeição requer essas fasquias racionais? Ou será que são os sentimentos e emoções que nos devem levar a essa dita perfeição? Será que por isso não perdemos demasiadas oportunidades? Será essa uma forma de não querermos tomar opções ou escolhas por medo? Porque não as achamos devidamente interessantes para as avaliar? A sociedade molda-nos para sermos assim e assado. Quantos de nós passamos horas a ouvir palestras ou textos sobre isto ou sobre aquilo? Por que é que nos sentimos impelidos a ouvir ou ler algo? Será que precisamos que alguém nos ensine a sentir ou viver? Ou será porque precisamos sempre de culpar alguma coisa, se algo correr mal? Culpar uma linha mal escrita, ou um ponto final numa frase demasiado curta. E porque não pensar de outra forma pergunto? Diria que a pensar bem que esta podia ser uma delas: Deixar acontecer, investir, acreditar. Permitir-te e permitir. Coisas boas acontecem. Sempre. Em qualquer lugar ou espaço. Com qualquer pessoa. Perdemos muitas oportunidades, chances, pessoas, momentos, vidas, emoções, muitas vezes por medo, insegurança ou por regras a que nos impomos, que criamos e inventamos. Somos humanos, temos de viver, expressar!
Não há regras naquilo a que chamamos de vida. Ou melhor, talvez haja uma regra: apenas viver. Não há modelos, padrões, a vida não tem dados estatísticos. Quando tem que acontecer, acontece, é forte, intenso, vivo, pulsante, e determina novos sentimentos e emoções. Por isso, não tenhas medo de gostar, de expressar. Quantas vezes nos questionamos sobre o medo de gostar de algo ou alguém? Fazem sentido essas perguntas? Ou teremos medo daquele momento em que devemos reconhecer que gostámos? Só porque isso nos vai moldar determinados hábitos ou estilos de vida. Ou porque achámos que não temos capacidade para lá chegar, ou que algo ou alguém é “demais” para nós? Ninguém pode viver a nossa vida, sentir o que sentimos, chorar as nossas lágrimas e curar as nossas dores, somos sozinhos e solitários em nós mesmos. Então porque que não passamos a partilhar essa “solidão” com a “solidão”, com algo ou alguém?
Quando sabemos que existe sentimento, desejo, vontade, por que não deixar acontecer? O que nos impede?
“Tenho medo de sofrer, apego-me rápido demais”, dizemos. Claro, todos nós temos medo de sofrer, por isso quando se trata de partilha, ou expressão desse apego a uma outra pessoa, definido em paixão ou carinho, entramos sempre com o travão de mão accionado e normalmente vamos sempre derrapando aqui e ali. Por isso digo: sofremos muito mais por medo do que por razões reais e factos concretos. Digo eu…
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