Dir-te-ia que não esperava que aparecesses. Não nesta altura, não neste momento, não neste estado físico. Não esperava que ninguém aparecesse. Mas… Apareces-te. Vieste e desde logo uma parte de ti ficou. Não sei se muita ou pouca, mas pelo menos uma parte de ti, pousou no meu pensamento. Chegas-te tal qual, com esse teu sorriso doce, com esse jeitinho meigo. Chegas-te e tentas-te colocar logo aquela pressão. Não paras-te! Continuas-te. Com “urgência” nos fomos conhecendo. Puxaste-me para ti. Envolveste-me quotidianamente e controladamente na tua vida. Falamos e falamos. Andamos e andamos. Rimos. Gargalhamos. Olhamos. E tudo com a simplicidade de um conhecimento ingénuo. Nada era ou estava a ser programado, nada nos diria que nos parecíamos em muito e nos afastávamos em quase nada. Podíamos fazer de conta que nada se passava, seria até o mais simples. O mais básico. O mais consensual. Contudo, falo por mim, não gosto de coisas demasiadamente simples, ou básicas ou consensuais. Gosto do rebuliço, da agitação, do que se torna pouco simples, gosto de estar sempre a lutar por algo, por alguém. Assim consigo sentir a urgência, de te conhecer, de te falar, de te olhar, de te ver. Dos minutos a passar e das palavras ditas de maneira fluida e cúmplice. Muitas vezes sem a necessidade de verbalizar, de recorrer a recursos estilísticos, a reticências e a pontos de exclamação. Podíamos fazer de conta que o dia era só nosso — ontem, hoje e amanhã, e mantermo-nos assim, tal qual, não achas? Adoro os nossos momentos. O não te ver, é como ir passando os dias. É encobrir saudades numa vida quotidiana de trabalho e de efémeros momentos de felicidade. É esquecer-me de mim e lembrar-me de ti. É a dúvida de como te sentes. De como estás. Do que queres. Do que pensas. Do que és. O não te ver, é o não estar em mim.
Confesso sinto falta de ti, não te sei quantificar mas sinto. Assim como eu te conheço. Sem artifícios ou melhoramentos. Podes vir da mesma forma, como da primeira vez. Podes vir assim, tal qual como estás. Se aqui estivesses apetecia-me um olhar calado: um olhar que diz mil palavras, tornando o silêncio ensurdecedor. Se aqui estivesses queria o abraço: aquele abraço em que o corpo do outro passa a fazer parte do nosso. Se aqui estivesses queria as conversas de fim de dia. Queria o sorriso de todos os dias. Queria tudo isto. E mais um pouco. Questiono-me então: porquê que apareces-te? Assim, sem bater a porta? Sem dizer “posso entrar?”… Só me assalta uma resposta: para me fazer sorrir…
quarta-feira, 17 de junho de 2015
terça-feira, 16 de junho de 2015
Não sou deste tempo
Há alturas em que não me sinto deste mundo. Há alturas em que não me sinto deste tempo. Onde tudo me parece tão complexo. Porque que temos sempre, ou quase sempre, a tendência em complicar o que a vida tornou simples de decifrar, de viver, de medir, de percepcionar…
Tudo parece descartável e fácil. Parece que ninguém, ou quase ninguém, se nega a um simples momento, mas e de forma a tornar tudo descartável, já vai com os todos os anticorpos em modo de alerta máximo. Parece que não pertenço a este mundo, onde se coloca na reciclagem aquilo com o qual não nos apetece lidar. Onde tudo ali, bem arrumado, referira-se reciclagem, se torna bem mais simples de viver, do que descontrolado numa autêntica desarrumação típica de um “ambiente de trabalho”. Gosto mais desse tal “ambiente de trabalho”, onde temos a hipótese de baralhar e dar, de desarrumar mais um pouquinho, de ajustar em altura tudo o que a nossa parte emocional nos diz para ajustar. Gosto de coisas pouco monótonas, demasiado arrumadas. Sou assim, vivo muito, intensamente. Não sou deste tempo, onde se encontra com facilidade uma outra opção disponível e menos trabalhosa e se acomoda a ela.
Não sou deste tempo onde se acha que se ama, e à mínima palavra mal dita, mal interpretada, se dá um passo atrás e se decide ir em busca de algo que não desarrume demasiado a nossa reciclagem. Não sou deste tempo, onde tudo, ou quase tudo, é dito por meias palavras, onde se oferece apenas um meio abraço, um meio olhar, um meio carinho. Não sou deste tempo, onde tudo é levado em lume brando, não dando tempo sequer para perceber o que poderia, ou até não, resultar daquela simples e genuína abordagem. Aquela abordagem desconcertada e vivida pela experimentação das emoções e sentimentos vividos, instantaneamente.
Não sou deste tempo, onde tudo parece demasiado controlado pela razão, que até por nos é desconhecida, só porque não queremos desarrumar demasiado aquela espaço, físico ou emocional, que tão pouco trabalho deu a colocar na “reciclagem”. Não sou deste tempo, onde apenas mostro metade de mim, guardando o resto para caso de algo correr mal, a ressaca não seja vivida no limite. Sou assim, mostro-me tal qual, sem filtros, sem receios. Sou transparente. Não sei mostrar apenas uma superfície de mim. Não sei, passar despercebido quando gosto. Não consigo passar apenas ao de leve quando gosto. Gosto que me sintam, que me saibam sentir. Não sei ser apenas uma parte. Não sei gostar com facilidade, não me apaixono assim, pelo estalar de dedos, ou por magia. Contudo, quando gosto, quando estou apaixonado, sou intenso, demonstrativo e meigo. Gosto de gostar de alguém, de sentir o sentimento, de o experimentar, de o demonstrar. Não por necessidade, mas sim porque adoro viver, adoro estar apaixonado, tudo se torna tão simples e belo. Haverá sentimento mais intenso, do que o sentimento interpessoal? Penso que não…
Por isso não me sinto deste tempo, onde tudo e descartável. Não sou deste tempo, nem quero ser ensinado a ser…
Tudo parece descartável e fácil. Parece que ninguém, ou quase ninguém, se nega a um simples momento, mas e de forma a tornar tudo descartável, já vai com os todos os anticorpos em modo de alerta máximo. Parece que não pertenço a este mundo, onde se coloca na reciclagem aquilo com o qual não nos apetece lidar. Onde tudo ali, bem arrumado, referira-se reciclagem, se torna bem mais simples de viver, do que descontrolado numa autêntica desarrumação típica de um “ambiente de trabalho”. Gosto mais desse tal “ambiente de trabalho”, onde temos a hipótese de baralhar e dar, de desarrumar mais um pouquinho, de ajustar em altura tudo o que a nossa parte emocional nos diz para ajustar. Gosto de coisas pouco monótonas, demasiado arrumadas. Sou assim, vivo muito, intensamente. Não sou deste tempo, onde se encontra com facilidade uma outra opção disponível e menos trabalhosa e se acomoda a ela.
Não sou deste tempo onde se acha que se ama, e à mínima palavra mal dita, mal interpretada, se dá um passo atrás e se decide ir em busca de algo que não desarrume demasiado a nossa reciclagem. Não sou deste tempo, onde tudo, ou quase tudo, é dito por meias palavras, onde se oferece apenas um meio abraço, um meio olhar, um meio carinho. Não sou deste tempo, onde tudo é levado em lume brando, não dando tempo sequer para perceber o que poderia, ou até não, resultar daquela simples e genuína abordagem. Aquela abordagem desconcertada e vivida pela experimentação das emoções e sentimentos vividos, instantaneamente.
Não sou deste tempo, onde tudo parece demasiado controlado pela razão, que até por nos é desconhecida, só porque não queremos desarrumar demasiado aquela espaço, físico ou emocional, que tão pouco trabalho deu a colocar na “reciclagem”. Não sou deste tempo, onde apenas mostro metade de mim, guardando o resto para caso de algo correr mal, a ressaca não seja vivida no limite. Sou assim, mostro-me tal qual, sem filtros, sem receios. Sou transparente. Não sei mostrar apenas uma superfície de mim. Não sei, passar despercebido quando gosto. Não consigo passar apenas ao de leve quando gosto. Gosto que me sintam, que me saibam sentir. Não sei ser apenas uma parte. Não sei gostar com facilidade, não me apaixono assim, pelo estalar de dedos, ou por magia. Contudo, quando gosto, quando estou apaixonado, sou intenso, demonstrativo e meigo. Gosto de gostar de alguém, de sentir o sentimento, de o experimentar, de o demonstrar. Não por necessidade, mas sim porque adoro viver, adoro estar apaixonado, tudo se torna tão simples e belo. Haverá sentimento mais intenso, do que o sentimento interpessoal? Penso que não…
Por isso não me sinto deste tempo, onde tudo e descartável. Não sou deste tempo, nem quero ser ensinado a ser…
Ainda sem nome
Pois exato, será isso? Não sei bem como começar… Ora, espera, acho que já sei! É isso mesmo, é mesmo nessa altura, quando sentimos “um frio na barriga”, “um arrepio na coluna”, uma vontade “louca” (sim chamo-lhe “louca” pois são os “loucos” que vivem com mais intensidade e de forma natural), aquele momento em que queres dizer duas coisas e ficas a pensar que nem uma disseste, parece que te falta o ar, que o coração está descompassado... A paixão é assim... mexe com o nosso corpo, ficamos a pensar, na monotonia do dia ou na adrenalina positiva do mesmo, constantemente naquele pessoa. O quanto a presença, ou a sua ausência, nos molda os sentimentos. De um estado de sinergia positiva, onde tudo parece tão simples e belo, até aquele estado de saudades, que aperta… Estás a ver? Quando desejas, com aquele “friozinho na barriga”, que a pessoa te diga, bom dia, olá, te responda à mais estupida das mensagens… Te faça rir, sim apenas rir, ou sorrir! Tantas vezes digo que sorrir, é tão mais belo que rir, não achas? E aquela troca de olhares? Aquela que te transporta e te faz viajar para o paraíso, onde nada mais faz sentido a não ser tu e ela. Esse paraíso que pode bem ser isto: contemplar, um belo nascer do sol, ou um magnífico e contagiante pôr-de-sol. Caminhar por ali, ao sabor do compasso pausado dos nossos pés, ritmados por mil e umas palavas de conversas sem fim, de assuntos banais, ou de interesses em comum, do simples dia-a-dia, ou do complexo modo de vida… E de gargalhadas, e de correrias, e de salpicos de água, junto ao mar, e de abraços sentidos e de sorrisos espontâneos.
Adoro sorrir, como uma criança ao ver o palhaço mais engraçado. Por isso não me dês apenas palavras, ou abraços, ou beijos, ou olhares… Dá-me sorrisos! O sorriso que me ofereceres, prometo que to devolvo. Dás-me vontade para sorrir? Sim? Para ter aquele sorriso estúpido na cara, aquele que te faz rir no olhar, sem que tenhas de fazer por isso! Pronto, posso ser um bocadinho exigente? Estava a brincar, não quero só sorrisos, dá-me olhares também. Dá-me vontade de te olhar, de te observar, de te contemplar, de te dizer que és perfeita aos meus olhos. Penso que as mais lindas palavras muitas vezes são ditas no silêncio de um olhar não achas? Por isso peço-te, dá-me vontade de te querer olhar. Prometo dizer-te com os meus olhos, as mais linda palavras que eles que queriam dizer. Essas palavras… Palavras não é? Já estão aqui tantas… Até agora o que sentes com elas? Fazem-te pensar em algo? A mim fazem-me pensar num abraço. Tão aperto quanto intenso. Tão caloroso como meigo. Tão quente quanto desejado. Tão apertado quando possível. Tão apaixonado quanto o momento. É nestas alturas que penso ser tão difícil falar e dizer coisas. É tudo tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar e imaginar. Olhei fixamente por instantes. Para ali… Quase que aparecias à minha frente. Tão linda! Tais momentos são o meu segredo. Nesse momento não te pedia mais nada, apenas um abraço… Se pudesse ser exigente, pedia-te muito mais...
Adoro sorrir, como uma criança ao ver o palhaço mais engraçado. Por isso não me dês apenas palavras, ou abraços, ou beijos, ou olhares… Dá-me sorrisos! O sorriso que me ofereceres, prometo que to devolvo. Dás-me vontade para sorrir? Sim? Para ter aquele sorriso estúpido na cara, aquele que te faz rir no olhar, sem que tenhas de fazer por isso! Pronto, posso ser um bocadinho exigente? Estava a brincar, não quero só sorrisos, dá-me olhares também. Dá-me vontade de te olhar, de te observar, de te contemplar, de te dizer que és perfeita aos meus olhos. Penso que as mais lindas palavras muitas vezes são ditas no silêncio de um olhar não achas? Por isso peço-te, dá-me vontade de te querer olhar. Prometo dizer-te com os meus olhos, as mais linda palavras que eles que queriam dizer. Essas palavras… Palavras não é? Já estão aqui tantas… Até agora o que sentes com elas? Fazem-te pensar em algo? A mim fazem-me pensar num abraço. Tão aperto quanto intenso. Tão caloroso como meigo. Tão quente quanto desejado. Tão apertado quando possível. Tão apaixonado quanto o momento. É nestas alturas que penso ser tão difícil falar e dizer coisas. É tudo tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar e imaginar. Olhei fixamente por instantes. Para ali… Quase que aparecias à minha frente. Tão linda! Tais momentos são o meu segredo. Nesse momento não te pedia mais nada, apenas um abraço… Se pudesse ser exigente, pedia-te muito mais...
Os sentimentos
Os sentimentos, por muito que o neguemos, são quem nos guiam. São eles que ditam as nossas atitudes, ações e reações, são quem nos molda os nossos quereres e não quereres. As nossas birras e amuos. As pequenas viragens ou as grandes curvas que decidimos fazer aquilo que chamamos vida. São eles que nos fazem percecionar os nossos brilhares de olhos indissimuláveis e por vezes, ou então quase sempre (depende não sei), são eles que nos fazem pensar em certas pessoas, essas pessoas que nos remexem esses tais sentimentos, esses que toda a gente fala sabes? Esses que dizem ser sobre duas pessoas, abstratas e escolhidas ao acaso (ou talvez não), essas que por vezes pensam mutuamente uma na outra (ou talvez apenas uma pensa na outra em alturas diferentes) por isso às vezes pergunto-me: estaremos a pensar um no outro ao mesmo tempo? Se quando mais me recordo de ti, tu te estarás a lembrar de mim. Se quando sinto saudades, desse lado também as sentes. Se quando me assaltas ao pensamento, eu estarei a vaguear pela tua mente. Se quando fecho os olhos e te vejo, tu me consegues olhar. Se quando te pressinto, tu me sentes, te arrepias, te desorientas, me anceias… Pergunto-me: alguma vez pensamos um no outro ao mesmo tempo? Apaixonarmo-nos é relativamente fácil: um sorriso; uma química; uma conversa que nos faz pensar tomar aquele caminho, aquele que desorienta, que desencaminha… um toque que se sente diferente; um sorriso que nos agrada. Apaixonarmo-nos pode acontecer quando menos se espera. Alguém pode fazer-nos acordar de um momento solitário em que te mantinhas. Querer ir a correr só porque sim, mesmo que pareça não fazer sentido. Colocar-nos, até, aquele sorriso parvo nos lábios. Apaixonarmo-nos é fácil. Difícil é permanecer longamente apaixonado. Pela mesma pessoa! Juntar a urgência da paixão à calma do amor. A urgência de um beijo, de um colar de corpos, de um momento onde a racionalidade se esbate e se colocam em ação todos os teus maiores desejos… e ao mesmo tempo sentir e olhar o outro. Sim esse mesmo que contínua ao teu lado! Olhá-la e senti-la como a sentias na primeira vez, acarinhá-la como só tu o sabes fazer, com o leve toque de um beijo na sua face, com a mais ténue e o mais delicado toque na sua pele, ouvi-la e escutá-la, como se de um ensinamento para a vida se trata-se. Continuar a que apeteçam os disparates do dia, mesmo quando a rotina se instala. Que só um toque nos arrepie como no primeiro momento. Quando se anseia um beijo, mesmo já sabendo o seu sabor. A paixão é fácil. O amor nem sempre. Sabes porquê? Porque ninguém ama sozinho.
Aqui sentado... Sorrio
Aqui sentado… e logo me “assalta” à cabeça. O quê? Não te digo… Mas digo-te que está a ser assim. Assim? Perguntas tu. Assim mesmo, digo-te eu, espera um bocadinho já vais perceber! Assim. Tal e qual como vejo no meu pensamento. Nada tiraria, e muito acrescentaria. Olha apetece-me falar e escrever, sobre isto. Já sabes do que vou falar? Sim é sobre o meu pensamento. Sobre a forma como ele me faz sorrir, como me faz estranhamente sorrir. E eu gosto, desta estranheza! Por isso falarei sobre sorrisos. É isso: em vez de falar do meu pensamento, escreverei sobre aquilo que ele me proporciona: sorrir.
Sempre tive a mania de sorrir, quando viajo nos meus pensamentos. Não sorrio por tudo, mas quando o faço é porque algo foi mais forte que eu. Sempre adorei sorrir, por tudo e por nada, quando o tudo está envolto em muitos nadas, e quando estes nadas completam um tudo. Daqueles “nadas” lembras-te? Daqueles que fazem um tudo. Sorrir é um destes pequenos nadas, que adoro que me proporcionem e que adoro proporcionar. Por uma simples palavra, um simples gesto, um sorriso do outro, um olhar que te envergonha e que faz sorrir, um toque que te arrepia, que te mexe por dentro, no qual um sorriso discreto revela essa sensação. A vida é tão mais bela quando sorris. Adoro “perder-me” em conversas sem fim, em diálogos interessantes, em frases emotivas, em palavras apaixonantes… Adoro “perder-me” nisso, porque sei que no fim do caminho existirá certamente um sorriso a sair dos meus lábios, onde me vou “encontrar”. Esse tal sorriso, que demonstra “olha, sabes uma coisa? Estou a adorar estar aqui a conversar contigo”. Sorrisos, são tão reveladores de tudo. Adoro sorrisos. Adoro receber um sorriso que me renda, que me enfeitice, que me deixe meio sem jeito, que me envergonhe e que faça sentir pequenino naquele momento, apenas a observar a beleza de um rosto alegre.
Por isso, adoro os teus sorrisos. Esses mesmos, que se passeiam aí pelos teus lábios. Que se formam, por tudo e por nada. Adorava captar, esse sorriso. Captar só a essência dele. Fotografá-lo e mostrar-to: “Vês como é bom sorrir? Sorri, pois o teu sorriso tem poder, rendo-me perante ele.” Eles são a tua melhor maquiagem. São o arco-íris do teu rosto, bonito e elegante.
Adoro sorrisos encantadores, de verdadeira naturalidade, quer sejam trémulos, ou ardentes, que sejam doces, ou intensos, ou envergonhados, que seduzam, que conquistem, que sejam devoradores, sensuais, que enfeiticem… Adoro sorrisos e adoro que me façam ter todos estes sorrisos, por isso pergunto-te: continuas a fazer-me sorrir assim? Quero sorrir sem motivo nenhum e por todos eles. Sorrir de forma inocente e inconsciente, cúmplice e envergonhada. Revelador da boa sensação que é ter-te como companhia.
Adoro sorrir para ti e ver-te a sorrir para mim. Por isso pergunto-te: fazes-me sorrir sempre? Assim? Prometo-te que to devolvo, num lindo arco-íris que se formará nesse lindo rosto e te fará brilhar esse lindo olhar.
Sempre tive a mania de sorrir, quando viajo nos meus pensamentos. Não sorrio por tudo, mas quando o faço é porque algo foi mais forte que eu. Sempre adorei sorrir, por tudo e por nada, quando o tudo está envolto em muitos nadas, e quando estes nadas completam um tudo. Daqueles “nadas” lembras-te? Daqueles que fazem um tudo. Sorrir é um destes pequenos nadas, que adoro que me proporcionem e que adoro proporcionar. Por uma simples palavra, um simples gesto, um sorriso do outro, um olhar que te envergonha e que faz sorrir, um toque que te arrepia, que te mexe por dentro, no qual um sorriso discreto revela essa sensação. A vida é tão mais bela quando sorris. Adoro “perder-me” em conversas sem fim, em diálogos interessantes, em frases emotivas, em palavras apaixonantes… Adoro “perder-me” nisso, porque sei que no fim do caminho existirá certamente um sorriso a sair dos meus lábios, onde me vou “encontrar”. Esse tal sorriso, que demonstra “olha, sabes uma coisa? Estou a adorar estar aqui a conversar contigo”. Sorrisos, são tão reveladores de tudo. Adoro sorrisos. Adoro receber um sorriso que me renda, que me enfeitice, que me deixe meio sem jeito, que me envergonhe e que faça sentir pequenino naquele momento, apenas a observar a beleza de um rosto alegre.
Por isso, adoro os teus sorrisos. Esses mesmos, que se passeiam aí pelos teus lábios. Que se formam, por tudo e por nada. Adorava captar, esse sorriso. Captar só a essência dele. Fotografá-lo e mostrar-to: “Vês como é bom sorrir? Sorri, pois o teu sorriso tem poder, rendo-me perante ele.” Eles são a tua melhor maquiagem. São o arco-íris do teu rosto, bonito e elegante.
Adoro sorrisos encantadores, de verdadeira naturalidade, quer sejam trémulos, ou ardentes, que sejam doces, ou intensos, ou envergonhados, que seduzam, que conquistem, que sejam devoradores, sensuais, que enfeiticem… Adoro sorrisos e adoro que me façam ter todos estes sorrisos, por isso pergunto-te: continuas a fazer-me sorrir assim? Quero sorrir sem motivo nenhum e por todos eles. Sorrir de forma inocente e inconsciente, cúmplice e envergonhada. Revelador da boa sensação que é ter-te como companhia.
Adoro sorrir para ti e ver-te a sorrir para mim. Por isso pergunto-te: fazes-me sorrir sempre? Assim? Prometo-te que to devolvo, num lindo arco-íris que se formará nesse lindo rosto e te fará brilhar esse lindo olhar.
As histórias fazem parte de nós
As histórias fazem parte da nossas vidas. Da minha. Da tua. De todos. As vivências, são quem nos mexem com as emoções. Essas que por vezes tendemos a pensar por adormecidas. Elas surgem à nossa frente e por mais que não queiramos envolvem-nos nelas, obrigando-nos, muitas vezes, a ser personagens principais em argumentos, onde nunca imaginámos estar. Esta história foi assim. Um enredo cheio de argumentos que ainda escrevo no meu pensamento. Um enredo que envolveu vergonha e atração, e me proporcionou um início de coisas boas e me fez olhar para ti de uma forma diferente: mais cativante, mais feroz, mais quente. Oiço as histórias que encontro, por aí, e lembro-me sempre da nossa. Não esperava que aparecesses. Não estava a espera de te encontrar. Perdida por aí, nesses caminhos de uma vida que nunca nos cruzou. Essa vida, a que normalmente se dá o nome de existência, nada faria querer que de um momento para o outro, naquele mesmo cruzamento, as nossas vidas tivessem feito “stop” uma à outra e nos tivessem feito parar e olhar para cada uma delas: a tua intensa, a minha despreocupada. A tua variável, a minha rotineira. A tua vivida. A minha alegre. Mas… O que é certo é que apareces-te. Assim do nada. Sorrio na indefinição desse nada, que se tornou num súbdito interesse! Há nadas, que no fundo são a existência de um tudo. Algo inconsciente. Atraíste-me. Fisicamente achei-te linda. Não te descrevo, pois será meramente redutor! Não sei descrever coisas belas, pois o belo e indefinível. É belo porque é belo. Tal qual, como 1+1 são dois. Não se explica, apenas se constata. Vieste com o teu sorriso doce, com o teu coração aberto e com a urgência nos minutos. Puxaste-me para ti. Sorrias e eu fazia o mesmo. Intensos, os teus olhos. Envolveste-me na tua beleza. Eu que adoro coisas elegantes, não sabia como reagir à tua. Diálogos ali e acolá, interessantes. E outros banais. Sendo que até esta banalidade despertava um certo interesse. Que surreal isto. Não sei, mas estou-me a contradizer já reparaste? como é que a banalidade pode ser interessante? Contigo estava a ser… Porra detesto banalidades sabes? Mas aquelas que apareciam tornavam-se interessantes! Era tudo algo diferente! No nosso plano, aquele da vida, a que damos o nome de existência, os momentos foram breves: mas foram breves momentos prolongados. Momentos esses que terminam quando os corpos se ausentam um do outro, mas continuados pelo bater do coração. Sentia que conversávamos com os olhos. E com as mãos… e com os lábios. E com tudo! Foram conversas com os olhos. Foram conversas soltas. Foram toques indiscretos, só para ver o quão suave era a tua pele. Mas… quando tinha já um nó na garganta, foste embora. Sinto que te perdi para sempre. Perdi o teu contacto e a tuas palavras, o teu olhar cravado no meu. Perdi os passeios por ali, os sorrisos no por-do-sol, os sonhos que íamos contando. Perdi-te porque fui parvo. Não esperei pelo tempo, nem pela razão. Este querer, queimou-me a boca… Foste o fogo, que nunca soube dominar.
Gosto do tudo e do nada
Gosto. Gosto porque sim. Gosto porque não. Gosto tão simplesmente porque gosto. Nada é tão
simples como o gosto do teu abraço. Sim é só um exemplo. Esse abraço que se entranha no meu
corpo. Me agarra e me faz palpitar o coração. Esse abraço que me permite o teu toque. Gosto do
teu toque. Gosto da necessidade de te querer tocar. Gosto do som que a nossa pele faz quando se
esbarra uma na outra. Gosto do teu cheiro. Do cheiro dos teus longos cabelos. Gosto quando me
olhas e me pedes tudo com o teu olhar. Gosto disto, daquilo, gosto daquele nada, daquele tudo.
Gosto do teu eu, o nosso nós, o meu eu quando pensa no teu. Gosto das nossas tardes, das nossas
noites, das nossas manhãs. Aquelas onde penso em te acordar com um beijo dorminhoco. Aquelas
onde penso ver-te dormir, querendo acordar-te com uma caricia. Aquelas que se proporcionam
por noites passadas, vividas, intensas, que nos mergulham em silêncio e em olhares cúmplices…
para um sonho. Gosto dessas manhãs, quando sei que terei o teu bom dia ali mesmo. Quando a
primeira certeza que terei é de saber que estás presente. Mesmo quando não estás, nessas semanas
pachorrentas, que custam a passar, tamanha é a saúde do meu gosto por ti.
Gosto do meu gosto de gostar de ti. Um gosto que me faz precisar e apetecer de ti. De ti como um
todo. Um corpo, uma voz, um olhar, uma pele, um dialogo, uma companhia, uma amiga, uma…
tudo. Gosto de quando apenas um minuto chega para matar as saudades da tua voz. Gosto de
gostar da tua companhia pelas manhãs que se proporcionam pelas noites. Gosto de gostar da tua
companhia pelas tardes que acontecem por essas manhãs. Gosto de ti pelos fins do dia, que essas
noites, manhãs e tardes ofereceram. Gosto de gostar de ouvir quando me contas o que é teu. Gosto
daqueles momentos calados, profundamente silenciosos e ensurdecedores, provocados por
olhares ternos e de desejo. Gosto quando adormeces e a última coisa que penso é “Gosto de ti
quando estás. Gosto de ti quando não estás.
Gosto de ti, por tudo e por nada.”
simples como o gosto do teu abraço. Sim é só um exemplo. Esse abraço que se entranha no meu
corpo. Me agarra e me faz palpitar o coração. Esse abraço que me permite o teu toque. Gosto do
teu toque. Gosto da necessidade de te querer tocar. Gosto do som que a nossa pele faz quando se
esbarra uma na outra. Gosto do teu cheiro. Do cheiro dos teus longos cabelos. Gosto quando me
olhas e me pedes tudo com o teu olhar. Gosto disto, daquilo, gosto daquele nada, daquele tudo.
Gosto do teu eu, o nosso nós, o meu eu quando pensa no teu. Gosto das nossas tardes, das nossas
noites, das nossas manhãs. Aquelas onde penso em te acordar com um beijo dorminhoco. Aquelas
onde penso ver-te dormir, querendo acordar-te com uma caricia. Aquelas que se proporcionam
por noites passadas, vividas, intensas, que nos mergulham em silêncio e em olhares cúmplices…
para um sonho. Gosto dessas manhãs, quando sei que terei o teu bom dia ali mesmo. Quando a
primeira certeza que terei é de saber que estás presente. Mesmo quando não estás, nessas semanas
pachorrentas, que custam a passar, tamanha é a saúde do meu gosto por ti.
Gosto do meu gosto de gostar de ti. Um gosto que me faz precisar e apetecer de ti. De ti como um
todo. Um corpo, uma voz, um olhar, uma pele, um dialogo, uma companhia, uma amiga, uma…
tudo. Gosto de quando apenas um minuto chega para matar as saudades da tua voz. Gosto de
gostar da tua companhia pelas manhãs que se proporcionam pelas noites. Gosto de gostar da tua
companhia pelas tardes que acontecem por essas manhãs. Gosto de ti pelos fins do dia, que essas
noites, manhãs e tardes ofereceram. Gosto de gostar de ouvir quando me contas o que é teu. Gosto
daqueles momentos calados, profundamente silenciosos e ensurdecedores, provocados por
olhares ternos e de desejo. Gosto quando adormeces e a última coisa que penso é “Gosto de ti
quando estás. Gosto de ti quando não estás.
Gosto de ti, por tudo e por nada.”
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